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domingo, 31 de outubro de 2010

É Dilma ou Dilma, para o bem do país.



Hoje, a esperança progressista de todo o mundo dirige seu olhar para o Brasil. Dois projetos de futuro confrontam-se aqui numa síntese dos antagonismos históricos realçados pela crise econômica mundial. Trata-se de decidir a quem pertence o destino da sociedade e do desenvolvimento no século XXI: ao escrutínio da cidadania organizada e ativa –que não restringe sua participação ao momento do voto-- ou à supremacia das finanças desreguladas, cujos impulsos irracionais, mais uma vez evidenciados nesta crise, esfarelam ciclicamente não apenas a riqueza fictícia, mas os direitos que sustentam a convivência compartilhada e, cada vez mais, os recursos que formam as bases da vida na Terra. A América Latina representa hoje a fronteira do mundo onde o embate entre essas duas lógicas evolui de forma cada vez mais nítida e veloz a favor das forças populares. A eleição brasileira representa sem dúvida o grande guarda-chuva político que influenciará decisivasmente o passo seguinte da história regional . As diferentes concepções de desenvolvimento e de estratégia internacional ficaram claramente demarcadas ao longo da campanha que desemboca agora na urna eletrônica. Por isso, hoje, vote 13, vote com orgulho, vote pelo Brasil. Mas também pelo futuro de uma América Latina mais justa e solidária. 

O QUE ESTÁ EM JOGO HOJE NAS URNAS?

O aborto ou os 70 bilhões de barris do pré-sal; uns seis trilhões de dólares; o maior impulso industrializante do país desde Vargas? Quais valores estão em jogo, esses, confirmados hoje nos 15 bilhões de barris, só no poço de Libra, ou os da água benta falsa de Serra? Se prevalecer o modelo tucano de exploração, o pré-sal vira remessa de lucros e exportação de óleo bruto nas mãos das petroleiras internacionais. Perde-se seu efeito multiplicador numa cadeia de suprimento industrial da ordem de 55 mil itens, desde plataformas e navios, a válvulas, aço e parafusos. Porém mais que isso, perder-se-ia a chance histórica deste país eliminar a miséria e abrir uma avenida de ampla convergência de oportunidades e direitos para as gerações do presente e do futuro. Qual é a discussão mais relevante? É essa, por isso não sai no Jornal.
(Carta Maior; 31-10)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Será que essa denúncia sai na Globo?!


Mais uma pra conta de José Serra. Mais uma de tantas outras, mas que são blindadas pela mídia. E que, por ironia do destino(?!) saiu justamente num veículo acusado de ser serrista. A denúncia saiu no jornal Folha de São Paulo de hoje (26). Será que estão tentando se redimir ou não foram atendidos em alguma coisa?! Enfim, o título da matéria na qual estou me referindo é "Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes". Clique no link para ter acesso a matéria.

Se reclamam sobre as centenas de milhares ou milhões de reais, em denúncias, que pipocam na mídia golpista na reta final dessas eleições contra o governo Lula, no caso dessa denúncia, a soma gira em torno de 4 bilhões. Não é "café pequeno" gente. E está periclitosamente carimbado com o "DNA" do PSDB.

Agora ficou mais claro de como os tucanos conseguem financiamento para suas candidaturas. Uma pena que a mídia televisiva não vá dar o mesmo destaque que dão as ilações de corrupções ou de tráfico de influência no governo Lula, para tentar atingir a candidatura de Dilma Rousseff. Vamos ver se a coordenação de campanha de Dilma aproveite esta oportunidade ímpar e explore muito bem, um caso raro de exposição de denúncia de uma candidatura tucana.


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Chauí denuncia; "vão aprontar pra Dilma na reta final de campanha".


Em ato suprapartidário na Universidade de São Paulo a filósofa Marilena Chauí denuncia articulação da candidatura de José Serra para tentar ligar violência ao PT. Segundo ela, teve acesso à uma denúncia de um diálogo em que se relatavam um movimento de ataque, numa passeata com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (dia 29) irá fazer, para que a coordenação de campanha de Dilma não tivesse tempo hábil para responder aos ataques que certamente seriam repercutidos pela mídia golpista. Denunciar massivamente essa postura mafiosa certamente pode contribuir para que esse episódio não aconteça.

domingo, 24 de outubro de 2010

Pra virar o jogo, Serra terá de fazer mais do mesmo; apostar nas sombras.



Acredito que devo dar a impressão que tirei umas férias e estou completamente ausente nessa disputa que acontece através da mídia digital. Não é verdade. A falta de postagem, aqui no Pimentus,  se deve por conta de compromissos profissionais. Passei a semana inteira viajando atrás dos votos na eleição do Sindicato dos Radialistas de SP. Que diga-se de passagem renovou a direção com chapa única, mas com expressiva participação da categoria. Na semana anterior, provas e trabalhos a serem apresentados na faculdade, no curso de jornalismo que estou fazendo, contribuíram para falta de novas postagens por aqui. Mas independente desses compromissos,  nossa mídia golpista não pára.

É com muito desgosto que acompanho o que se tem produzido para favorecer o candidato das elites que é o candidato do PSDB, José Serra. A mídia digital tem ocupado seu espaço em apenas reproduzir o que a mídia televisiva e a impressa vem fazendo; criar factóides para outros veículos terem pautas para repercutir nos dias subsequentes. Em termos de disputa eleitoral, através da telinha e internet, podemos constatar que quase é uma luta inglória para o PT e aliados,pois não só tem de responder as mentiras, veiculadas no horário eleitoral pelo adversário, mas dar uma resposta aos brasileiros pelos factóides criados e remexidos pelo jornalismo esgoto praticado pelos meios de comunicação aqui no Brasil.

A mídia impressa, televisiva e radiofônica faz o seu trabalho; blindam o candidato do PSDB e maculam a candidatura de Dilma e do PT. Para comprovar isso, basta ver todas as capas de jornais e revistas que nos são servidas como produto "da verdade". A estória do bolinho de papel atirado na careca do candidato Serra virou até sarcasmo na internet. Mas para quem está fazendo Jornalismo, como eu, interessante são as informações colhidas pelo jornalista Rodrigo Vianna, que mantém contatos em diversos meios de comunicação e que tem um blog onde coloca essas informações, com exclusividade. Abaixo um destes posts, que certamente fará não só os estudantes de jornalismo, mas também vc leitor, que caiu aqui por acidente, possa fazer uma analogia do tipo de jornalismo na qual estamos sendo vítimas. São informações reveladoras do que acontece nos bastidores de quem em vez de produzir matérias jornalísticas, amparada na ética e na verdade, joga no lixo o objetivo principal de um veículo de comunicação, que é relatar o fato, sem fazer distorções. Acompanhem abaixo;



O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel

publicada sexta-feira, 22/10/2010 às 17:58 e atualizada sábado, 23/10/2010 às 19:43

O chefe conduz a equipe para a vergonha
Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.
A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.
Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e  Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).
Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.
Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a sequência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.
Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o peritoRicardo Molina.
Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.
Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.
A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do  “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.
Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.
Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.
Serra e Kamel não sentiram vergonha.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sem tirar, nem por. Colocando na Balança.

Com informações Rede Brasil Atual
Um infográfico com dados e tabelas comparativas entre os governos. Ilustrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso e seus indicados à Presidência da República, respectivamente José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). O autor da peça é Bruno O. Barros, o IlustreBOB, um designer e ilustrador profissional de 28 anos, residente no Rio de Janeiro (RJ) que resolveu agir e criar uma peça "viral" sobre a campanha, diante dos e-mails e correntes com boatos e informações mentirosas sobre Dilma e o PT (clique aqui para acessar).

O infográfico é um material limpo e direto, com base em dados oficiais como estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O "anti-spam" foi publicado e circulou por blogues, perfis no Twitter e por e-mails na sexta-feira (8). 



Clique na imagem para ampliar





terça-feira, 12 de outubro de 2010

O homem que Serra tentou esconder




Paulo Preto sobre Serra: "ele me conhece bem, tem que responder"


Terra Notícias


Personagem central do debate realizado no último domingo (10) pela TV Bandeirantes, o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, apareceu e deu entrevista à repórter Andréa Michael, do jornal Folha de São Paulo, publicada nesta terça-feira (12). Paulo cobrou que Dilma Rousseff (PT) apresente provas contra ele, mas cobrou também que José Serra o defenda. Ele disse que todas as suas "atitudes" foram informadas a Serra e garantiu: "não somos amigos, mas ele (Serra) me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem que responder (...) Acho um absurso não ter resposta, porque quem cala consente".
No debate de domingo, Dilma Rousseff perguntou a José Serra o que ele teria a dizer sobre "seu assessor que fugiu com R$ 4 milhões, dinheiro de sua campanha". Ainda na conversa com o jornal Folha de São Paulo, o ex-diretor de engenharia da Dersa deu, segundo o jornal, um recado para antigos companheiros: "não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro".
Nessa segunda-feira (11), o tucano paulista, em caminhada pelas ruas do centro de Goiânia, afirmou que não conhecia Paulo Preto. "Nunca ouvi falar. Ele foi um factóide criado para que vocês (imprensa) fiquem perguntando". Serra ainda falou que não iria gastar horas de um debate nacional discutindo "bobagens".
As denúncias contra Paulo Preto foram publicadas pelas revistas Veja e Istoé . Chamado de "homem-bomba do PSDB", a matéria da Veja, publicada em maio deste ano, revelava que Paulo Preto havia sido demitido oito dias depois de ter inaugurado o trecho sul do Rodoanel, em São Paulo. A Istoé completou a denúncia em agosto, em uma matéria em que tucanos contaram que Preto teria arrecadado R$ 4 milhões não declarados pelo PSDB. Preto e o partido negam. Na entrevista à Folha de São Paulo, Paulo Preto diz que não irá processar Dilma porque "ela foi pautada por falsas informações publicadas".
O engenheiro nega ter arrecadado recursos para o partido, mas admite que criou as melhores condições para que houvesse aporte de recursos em campanhas. Diz ele que deu a palavra final e fez os pagamentos nos prazos às empreiteiras que atuaram nas grandes obras de São Paulo, como o Rodoanel, a avenida Jacú-Pêssego e a ampliação da Marginal. Afirmou ,Paulo Preto, à Folha de São Paulo: "ninguém nesse governo deu condições das empresas apoiarem (sic) mais recursos politicamente do que eu". Descreve ainda o jornal que, desde criança, Paulo Preto sabia o que seria na vida: "rico".
Na entrevista, o engenheiro reafirmou sua amizade com o senador eleito de São Paulo, Aloysio Nunes (PSDB), a quem assessorou durante o governo FHC. O senador não respondeu à entrevista da Folha de São Paulo.

Mais;

Por que Serra não quer falar sobre Paulo Preto?

Por Rodrigo Vianna*
Dilma trouxe Paulo Preto para o debate da “Band”. Se você não sabe quem é Paulo Preto, não se culpe. A velha mídia escondeu a história.
Em maio, duas revistas fizeram matérias discretas sobre o tal personagem, que seria ligado a Aloysio Nunes Ferreira (eleito senador pelo PSDB-SP) e teria arrecadado “recursos não-contabilizados” para a campanha tucana. Os detalhes você pode ler aqui.
Logo depois, o assunto sumiu da mídia. Imaginem se Paulo Preto fosse do PT? A “Folha” já teria pedido a prisão do sujeito. Já haveria provas da ligação dele com Zé Dirceu e Dilma. Mas como Paulo Preto é tucano…
Dilma perguntou a Serra sobre Paulo Preto no debate. Serra fingiu que não ouviu. Hoje, a imprensa perguntou a Serra sobre Paulo Preto, Serra não quis falar.
O “Jornal da Record” fez reportagem sobre Paulo Preto.
A Globo, não. A Globo não gosta de mostrar Preto na tela.
Leia aqui o texto do R-7 – que explica quem é Paulo Preto e mostra como Serra fugiu do assunto.
Leia trecho da reportagem do R-7, que traz informações da revista “Istoé” sobre o engenheiro Paulo Preto – amigo dos tucanos de São Paulo:
A revista diz que “segundo dois dirigentes do primeiro escalão do PSDB, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, “o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores”, relata a revista.
A IstoÉ diz ainda que “até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo”. Foi diretor de engenharia da Dersa, estatal responsável por obras como a do Rodoanel, “empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido”. Mas, segundo a reportagem, “Paulo Preto foi exonerado da Dersa oito dias depois de participar da festa de inauguração do Rodoanel”.
É um caso que incomoda os tucanos. Por que será, Serra? E por que a Globo não levou Preto pro ar?
*Matéria originalmente publicada no site O Escrevinhador


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O debate na Band



O resultado do primeiro debate televisivo, na TV Bandeirantes, entre os candidatos à Presidência da República, pode ser visto no semblante dos aliados de José Serra e de Dilma Rousseff. Do lado dos tucanos, cabeças baixas e rostos preocupados. Pelo lado da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, o estusiasmo era claro.

Ao final do debate, os aliados de Dilma expressaram o ambiente dentro do auditório. “Ela [Dilma] fez o confronto adequado, porque eram tantas as acusações infundadas em relação a nossa chapa e ela respondeu com muito vigor. Essa resposta vigorosa que ela deu vai mobilizar toda militância do país para chegarmos ao fim do segundo turno com sucesso”, avaliou o candidato a vice-presidente Michel Temer.

Para o senador reeleito Delcídio Amaral (PT-MS), a candidata “deu um show de bola” e caminha para a vitória. “Foi o melhor debate da Dilma, sem dúvida. Muito firme, clara, concisa, foi para cima. Ela criou efetivamente as situações que nós esperávamos para fazer confrontação de projetos com o Serra. E ela agiu de forma determinada e especialmente com relação a essa rede de intrigas que montaram com relação a ela”, comentou.
Durante o debate, Dilma ressaltou que Serra precisa parar de fazer acusação sem provas e o alertou que ele já está inclusive sendo processado por espalhar calúnias. “Você tem de ter cuidado para não ter mil caras, Serra, porque a última mentira e calúnia contra mim ocorreu no caso em que vocês diziam que a minha campanha tinha aberto sigilo [fiscal de adversários]. Hoje você é réu em crime de calúnia e difamação. Você está dando os primeiros passos na questão da ficha limpa”, disse Dilma.

Mil caras
Dilma também arrancou risadas da plateia e dos jornalistas no Debate da Band, quando disse que o Serra “não é o cara, mas tem mil caras”. Ele também provocou risos no mesmo público quando comentou que “não havia problemas graves de segurança em São Paulo”.

Para o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, não restou dúvida que Dilma saiu vitoriosa do debate. “O debate foi excelente porque ambos os candidatos desnudaram sua personalidade política e seus compromissos programáticos. Ficou clara a questão de quem é que tem políticas sociais, qual é a postura sobre as privatizações. E o que eu fiz no verão passado. Ou seja, o que a Dilma fez nos últimos oitos anos e o que o Serra fez. Isso ajuda o eleitor a se definir”, analisou.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, deu ainda mais motivos para a vitória da candidata. “Ela ganhou porque o debate permitiu que os dois candidatos entrassem naquilo que os diferenciavam. Pela primeira vez nessa campanha no segundo turno pudemos debater qual é o projeto da Dilma, tanto o balanço de comparação em relação ao governo que ela foi ministra, quanto também o balanço do governo em que o Serra foi ministro”, disse.

Diferenças de projetos
O coordenador do programa de governo da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Marco Aurélio Garcia, disse que Dilma soube delimitar os campos e os projetos no primeiro debate do primeiro turno e Serra ficou sem dar muitas respostas.

“Foi muito bom o desempenho da candidata Dilma Rousseff. Acho que cumpriu o que se espera de um debate de segundo turno. Demarcar claramente que há dois campos, evitar questões secundárias com as quais se pretendia embaralhar as cartas e chamar concretamente o candidato Serra a se definir”, afirmou.

Segundo Garcia, o candidatdo tucano “gosta de se apresentar tão seguro, muitas vezes tão arrogante, mas foi obrigado a sair um pouco da sua toca e dizer a que veio. E na maioria das vezes não disse”.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dois projetos



Para alguns é hora de recolher a bandeira, trocar de sapato, por conta das "andanças", e varrer a porta de casa devido a enormidade de papéis lançados em época de campanha. Para outros a situação é buscar mais bandeiras, dar uma "lavadinha" no tênis e buscar mais santinhos. A disputa eleitora perdura por mais um mês e nela, para alguns, será possível identificar dois tipos de projetos para o país. Um mais sintonizado com o mercado e a visão liberal de um Estado mínimo. Outro, de um Estado mais presente, desensivolventista, com distribuição de renda. Atender opostos tão divergentes, não será fácil. Já que há incongruências que não possibilitam identificar as semelhanças. Apesar de muitos enxergarem como "tudo farinha do mesmo saco" as diferenças sutis para uns e nem tantos para outros será evidenciado. O desafio é justamente o trabalhador identificar os seus interesses, atendidos nos programas de governos das duas candidaturas à presidência da república, que ficaram para o segundo turno. Seus desejos estão estampados nos programas eleitorais, nos santinhos e fielmente decorados pelos candidatos. O fato determinante será o histórico que as candidaturas carregam. E Dilma sai na frente também nesse quesito, pois além de estar num governo que emancipou economicamente uma classe mais desfavorecida, leva consigo uma identificação de uma excelente administradora. 

Há quem pergunte se o o movimento social será um fator relevante nesta disputa. Veremos.

Também há de se cobrar, do trabalhador, uma postura mais compromissada com os rumos do país. Deixar de fora candidatos que poderiam fazer a diferença, nas votações de interesse dos trabalhadores e destinar sua opção eleitoral, como voto de protesto, a candidatos com nenhum histórico de compromisso com a política, é passar um cheque em branco para alguém sem nenhum compromisso com o eleitorado. Talvez, agora, no segundo turno, a responsabilidade com a política seja mais evidenciada. O viés ideológico deve aparecer, de uma luta de classes escamoteada pela mídia e pela vida moderna apareça nos programas e nos debates. E quiçá, podemos ter uma liderança eleita e comprometida com mudanças revolucionárias e menos cosméticas