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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Em Brasília


Caros leitores, nos próximos dias estarei ausente devido a compromissos profissionais.
Para quem não sabe, sou assessor da diretoria do Sindicato dos Radialistas do Estado de SP e na próxima semana, precisamente nos dias 1 e 2 de julho, estarei com alguns diretores da entidade onde trabalho, auxiliando o processo eleitoral do Sindicato dos Radialistas de Brasília. Há duas chapas e nós estamos apoiando a chapa da situação, encabeçada pelo companheiro Carlos Alberto de Macedo Paes da EBC . A outra chapa vem representar a semi morta FENARTE, uma federação sindical pelega que tem perdido espaço político no cenário sindical. Esta será sua tentativa de sobrevivência, já que o Sindicato dos Radialistas de Brasília é um sindicato estratégico do ponto de vista político, pois está mais próximo das esferas do poder.

Nossa federação, FITERT, tem se pautado em representar a maioria dos Sindicatos dos Radialistas do Brasil e, certamente, não irá abrir mão de contribuir com sua força e organização para que o Sindicato dos Radialistas de Brasília permaneça nas mãos dos trabalhadores.

Sei que é uma justificativa meio que "meia boca", já que por lá, certamente, também tem computadores e conexão à internet. O grande problema é que estarei sábado e domingo em SP e na segunda feira será o dia inteiro com o "pé na estrada". Terça e quinta é empenho total na fiscalização do processo e apoio a chapa dos trabalhadores combativos.

Estaremos indo de carro de SP para Brasília. Alguns amigos que irão conosco me informaram, de maneira bem otimista, que chegaremos lá a noite. Vamos ver. Até a minha volta fica a sugestão para visitar os blogs recomendados aqui no Pimentus, bem como os Sites interessantes. Todos à esquerda da página.

Até a volta, gente. Espero vcs por aqui.

MST sob fogo cerrado no Rio Grande do Sul



Se ainda não ficou claro vou também denunciar aqui; o MST tem sido vítima da perseguição do Ministério Público do Rio Grande do Sul em conluiu com o governo daquele Estado, que ultimamente tem sofrido denúncias sérias de corrupção passiva e ativa de membros, muito próximos da governadora Yeda Crusius do PSDB. Talvez seja apenas uma "cortina de fumaça" as ações combinadas entre as duas instituições, na tentativa de fugir dos holofotes da opinião pública, muito mal informada pela mídia corporativa.


O vídeo, bem como o texto do post anterior deste blog, foi reproduzido aqui através da página da do próprio MST.


Acompanhe abaixo, através dos links, diversos textos que denunciam esse processo retrógrado que a democracia gaúcha está passando por conta de um governo do PSDB que está "caindo pelas tabelas."


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Criminalização do MST no RS - Quem agride a democracia?

Para ver melhor este vídeo, desligue antes a estação musical, a esquerda da página.


Veja a produção do coletivo Catarse, que reúne registros da violência utilizada pela polícia gaúcha para reprimir diversas manifestações pacíficas realizadas pelo MST e outros movimentos sociais, durante este mês de junho. O vídeo mostra como alguns setores do Judiciário e a governadora do estado, Yeda Crusius (PSDB), vêm agindo nas últimas semanas para calar os movimentos sociais e conter os protestos que denunciam também a corrupção em seu governo, além de outros crimes.

O vídeo traz registros da repressão policial truculenta à marcha de movimentos sociais contra o preço do alimento e as atuais políticas da governadora, realizada em Porto Alegre, no dia 11 de junho; do ato público dos movimentos sociais em 19 de junho; da ação pistoleira da Brigada Militar durante ocupação da transnacional Bunge, em Passo Fundo, no dia 10 de junho; e do despejo nunca visto de acampados em terras regulares, em Coqueiros do Sul, em 18 de junho.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

JOÃO PEDRO STEDILE no Canal Livre da Band: parte 1

Para ver melhor este vídeo, desligue antes a estação musical, a esquerda da página.

Quer ver uma surra sem violência? Mesmo com a covardia de alguns jornalistas, comprometidos com o capital, tentando ser "democráticos" com tempestuosas intervenções, Stédile lhes devolvia respotas serenas e de muito bom senso.

Mesmo sendo um contraponto ao que vemos todos os dias em nossa mídia a entrevista serviu para lavar a alma dos que estão cansados da maneira reacionária com que a mídia corporativa pintam os movimentos sociais.

Acompanhem a entrevista em que João Pedro Stédile deu no canal de TV Bandeirantes, na qual desnudou o caráter reacionário dos jornalistas, que são colunistas em outros meios de comunicação também.

Esta é a primeira parte. Para ver a seqüência da entrevista, clique no vídeo mais uma vez e vc irá para o site do Youtube. Lá, ao lado direito, procure a seqüência que deve seguir a ordem numeral (JOÃO PEDRO STEDILE no Canal Livre da Band: parte 2).
Bom divertimento

terça-feira, 24 de junho de 2008

TV Digital brasileira é um fracasso


Apesar das discussões sobre a TV Digital terem começado há anos, ela se intensificou próximo da decisão da escolha do padrão, que no caso brasileiro foi o japonês. Com forte pressão dos radiodifusores e em especial da Rede Globo, o governo brasileiro tomou um decisão desastrosa em optar pelo japonês. Sabendo da convergência, no futuro, de todas as tecnologias ligadas a TV Digital, pesou alto a pressão política exercida por esse setor. Veja abaixo o que João Freire, do blog Mídia em Debate, fala sobre o assunto;


INFELIZMENTE, A TV DIGITAL É UM FRACASSO

“Seis meses após sua estréia oficial, a única certeza que se tem sobre a TV digital brasileira é que ela ainda dá traço --ou seja, a recepção do sinal em televisores sequer atinge o equivalente a um ponto no Ibope, 55 mil domicílios na Grande SP”, publicou a Folha Online, no dia 7/6.

Essa situação não é surpresa. Desde o início da discussão sobre a TV Digital no Brasil, falou-se muito em tecnologia e quase nada em conteúdo. O próprio Ministério das Comunicações, através do Sr. Marcelo Bechara, assessor do ministro Hélio Costa, afirmou que o conteúdo não tinha importância.

O fracasso da empreitada vem desse fato. Quem, em sã consciência, vai gastar R$ 800,00 com um conversor para assistir Faustão, Gugu ou Luciana Gimenez, em transmissão digital? A TV aberta perde audiência, sistematicamente, e não reformula a sua programação. As emissoras são as principais responsáveis pela redução de público, já que seguem reproduzindo programas ultrapassados, que o público não quer mais.

Além disso, para a maioria da população esse investimento é inviável. Para quem pode pagar, vale mais a pena optar pela TV paga, apesar de não ser uma maravilha, também.

Outro fator importante é a interatividade. Esse é o maior diferencial da TV Digital, mas ainda não está disponível, no Brasil. "As emissoras morrem de medo de conectar algum canal de retorno na TV e verem a chegada da convergência no ambiente que elas lutam para manter 'intocado", afirmou Gustavo Gindré, membro do Comitê Gestor da Internet e do Intervozes, para a Folha Online.

Mais;
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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mercenários


Se vc quer saber uma das maneiras interessantes de se informar é freqüentar blogs independentes. Mas é necessário fazer uma ampla pesquisa, pois se acha de tudo na net. Como podem ver, recomendo alguns desses blogs aqui no PIMENTUS e, num deles, tenho o hábito de freqüentar regularmente, pois está sempre atualizado e com informações relevantes a respeito de certos assuntos, que não vemos sendo abordados pela mídia corporativa. Um desses blogs, que já comentei por aqui, é o Democracia e Política, que nesta segunda feira, nos traz a informação de que militares mercenários, contratados pelos EUA atuam na América Latina.


Não é novidade a atuação de mercenários no mundo todo, mas começa a ter uma visibilidade maior devido aos recursos que eles começam a ter ao ponto de adiquirir tipos de armamentos sofisticados que antes eram destinados exclusivamente às forças armadas de países. Uma prova disso foi a compra de um Super Tucano que a empresa americana Blackwater adquiriu da Embraer. Se essa prerogativa existe, de poder fornecer equipamentos militares dessa magnitude, não vislumbro um cenário tranquilo no futuro. Com tantos jogos de interesses em disputa não é difícil imaginar uma guerra entre nações e mercenários, que configurem o subterfúgio de uma postura ilegal e imoral em não implicar a nação contratante por determinados serviços militares.
O assunto que o blog Democracia e Política nos traz é um ponto reflexivo para nos fazer entender até que ponto o governo americano atua para não se implicar ainda mais nas ingerências políticas que está acostumado a fazer em outros países.


Mais informações;
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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Convenção 158 da OIT pode sucumbir. Por Altamiro Borges


O texto abaixo é do Altamiro Borges que busquei em seu blog. Vi a importância da necessidade de debatermos esse assunto, que muitas vezes passa despercebido, devido ao corre corre do dia a dia. Bem sabemos nós que nesse refluxo de lutas sindicais, ainda há categorias que labutam para manter seus direitos. E aquelas que vivem relegadas nas mãos de pelegos sem compromisso de classe?
O enterro definitivo da convenção 158 da OIT pode significar, de vez, mais problemas para os trabalhadores nessa luta de classes desigual. Bom seria se estivéssemos prontos e mobilizados para impedir o avanço do patronal sobre a classe trabalhadora.
Leia abaixo o texto do Miro para entender melhor a situação;



Convenção 158 da OIT pode sucumbir


Numa tensa reunião nesta quarta-feira, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara Federal adiou para 25 de junho a votação da mensagem presidencial 59/08, que ratifica a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esta norma, que já é aplicada em 34 países, proíbe as demissões imotivadas. Caso fosse implantada no Brasil, ela dificultaria a sanha arbitrária do patronato, que abusa do facão por razões econômicas (estimular a rotatividade para rebaixar salários e direitos) e políticas (inibir a ação coletiva, sindical, dos trabalhadores).


Em maio, alguns jornalões deram notinhas – já que a opressão do trabalhador nunca é manchete na mídia – sobre a demissão de uma trabalhadora paulista por “flatulência” – ela foi ceifada por soltar gases! O jocoso caso revela toda a crueldade das empresas, que demitem por flatulência ou porque o trabalhador se sindicalizou ou foi a uma assembléia. Vigorando a Convenção 158, tal dispensa não ocorreria. Na prática, a sua ratificação representaria uma guinada nas relações de trabalho no país e uma “mini-revolução” no sindicalismo, que ganharia maior poder de pressão.


O poderoso lobby do capital

Exatamente por isso, a Convenção 158 está sofrendo violento bombardeio do patronato. Pelos corredores do Congresso Nacional, serviçais do capital percorrem gabinetes para convencer os deputados federais e senadores a rejeitarem a mensagem presidencial. Parlamentares garantem que há muito não se via um lobby tão intenso e descarado. O terrorismo patronal é o mesmo de sempre. Os seus lobistas, como José Pastore, que coordenou o programa trabalhista do tucano Geraldo Alckmin, afirmam que a Convenção 158 engessará a economia do país, levando-a ao colapso, reduzirá a produtividade e estimulará a preguiça do trabalhador, entre outros absurdos.


Nesta violenta batalha política, com eminente caráter de classes, os empresários contam com a cumplicidade de inúmeros parlamentares afinados com suas visões – e financiados pelo capital. Se depender da atual correlação de forças no Congresso Nacional, a Convenção 158 irá sucumbir rapidamente. O relator da matéria, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), inclusive já deu parecer contrário à mensagem presidencial. Oposto ao seu partido, que historicamente sempre condenou a demissão imotivada, ele argumentou que a norma prejudicará a propalada “empregabilidade”.


Uma nova morte súbita

Como alerta o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a comissão deverá acatar o parecer contrário na votação do dia 25, já que sua maioria é ligada ao capital. Com isso, dificilmente ela passará pelo Congresso Nacional e terá morte súbita pela segunda vez na história recente do país. A Convenção 158 foi aprovada pela OIT em 1982. Em 1992, ela foi ratificada no país e, em 1996, foi incorporada ao direito brasileiro. Mas, no mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Logo na seqüência, o neoliberal FHC arquivou de vez a norma.


Agora, por outros caminhos, a mesma tragédia pode se repetir. Para evitá-la, é urgente reforçar a pressão do sindicalismo. Também é preciso rechaçar as falácias da elite burguesa e de sua mídia. A Associação Nacional do Magistrado Trabalhista (Anamatra) já emitiu parecer técnico contra a mentira de que a norma proíbe qualquer demissão. “O texto normativo apenas estabelece limites razoáveis ao atual poder do empresário de dispensar seus empregados, para que assim não mais o faça sem razão alguma ou até mesmo por motivos injustos... A Convenção 158 não assegura estabilidade a ninguém, mas ela garante uma relação jurídica cidadã, protegida do arbítrio”.


Rechaçar as mentiras e pressionar

A norma não justifica o terrorismo patronal. A demissão é considerada sem justa causa quando é motivada apenas por “filiação sindical; exercício de mandato de representação dos trabalhadores; apresentação de queixa ou participação em processos contra o empregador por violações da legislação; razões relacionadas à raça, cor, sexo, estado civil, responsabilidades familiares, gravidez, religião, opinião política, ascendência nacional ou origem social; ausência do trabalho durante a licença-maternidade; e ausência temporária por força de enfermidade ou acidente”.


Com base em dados do Dieese, a Anamatra critica a rotatividade no emprego no país superior a 40%. Dados do Ministério do Trabalho revelam que houve 14 milhões de contratações em 2007, mas 12 milhões de trabalhadores perderam seus empregos. A rotatividade serve ao rebaixamento dos salários e dos direitos. Para a Anamatra, “a Convenção 158 permitiria maior perenidade nas relações laborais, proporcionando segurança econômica aos trabalhadores, evitando problemas no mercado de trabalho ocasionados pela precarização das relações trabalhistas, pelo alto índice de desemprego, pela alta taxa de informalidade e de rotatividade da mão-de-obra”.
ALTAMIRO BORGES
Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “Venezuela: originalidade e ousadia” (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição).

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Peru negocia instalação de base militar dos EUA


Veja como são as coisas; nossa mídia "isenta" late todos os dias que a fonte de desestabilização na América do Sul é o presidente da Venezuela, quando não, são as FARCs. Não conseguem fazer uma auto-crítica de sua cegueira em relação a ingerência norte americana na América do Sul.
Depois de anos no Equador, o presidente Rafael Correa, tomou a decisão de não renovar o contrato que permite o funcionamento de uma base americana em solo equatoriano. Como diversos países sulamericanos, dentro do espectro político, deram uma guinada a esquerda, os Estados Unidos tem tentado de diversas maneiras, manter sua influência política. Como tem tido pouco resultado, anunciou recentemente a retomada da VI Frota Militar, de olho nas riquezas petrolíferas que vem sendo descobertas, além de negociar a instalação de uma base militar no Peru. Acompanhem abaixo a notícia que vem da Agência de notícias Brasil de Fato;




Peru negocia instalação de base militar dos EUA
por
jpereira


Apesar das negativas do presidente Alan García, Exército confirma o diálogo com o Pentágono; “Instalação confirma que o governo peruano tem se tornado um aliado privilegiado de Washington para manter uma estrutura de segurança militar na região”, diz especialista.


Embora o governo de Alan Garcia tenha negado, as Forças Armadas do Peru confirmaram na segunda-feira (16) que estão negociando a instalação de uma base militar estaduniense em território peruano. Esta base se localizará em Ayacucho, 575 quilômetros ao sudeste de Lima, zona na que atualmente operam mais de cem soldados estadunidenses e que foi o epicentro da guerra interna que sofreu o Peru nas décadas de 80 e 90, que deixou 70 mil mortos.


Em Ayacucho se concentram os últimos integrantes do grupo armado Sendero Luminoso, com uns 300 homens, mais de 15 mil hectares semeados com folha de coca. “Efetivamente, estamos em conversas (com os Estados Unidos) para construir um aeroporto militar”, declarou o Chefe do Exército, general Edwin Donayre. Desta maneira, confirmou o que diversos setores estão denunciando e que os governos do Peru e Estados Unidos haviam negado em todos os tons.


Em março de 2007, o jornal argentino Página 12 revelou que o governo peruano negociava com os Estados Unidos – que em 2009 deverá fechar sua base de Manta, no Equador – a instalação de uma base militar no território peruano. Conversas que, segundo as fontes consultadas, formavam parte das negociações entre Peru e Estados Unidos para firmar um Tratado de Livre Comércio (TLC), que ambos países subscreveram em dezembro de 2007. O governo peruano reagiu negando essa possibilidade, ainda que fontes militares confirmaram essas conversas a meios locais. Vom as declarações do general Donayre, pela primeira vez uma alta autoridade do governo peruano admite publicamente a próxima instalação de uma base militar dos EUA.


Operação "Novos Horizontes"
Em maio, foram para Ayacucho mais de cem soldados estadunidenses com o objetivo de iniciar a Operação “Novos Horizontes”, que se prolongará até setembro e na qual participarão mais de mil militares desse país. Segundo as autoridades peruanas, “Novos Horizontes” se limitará a desenvolver ações de ajuda humanitária, mas as tropas estadunidenses estão fortemente armadas, o que desperta as desconfianças sobre as verdadeiras intenções que se ocultariam atrás dessa suposta ajuda humanitária.


A população de Ayacucho tem anunciado medidas de protesto contra a chegada das tropas, como uma paralisação marcada para 8 de julho, em repúdio à presença militar estadunidense. O quartel Los Cabitos, de Ayacucho, foi o centro a partir do qual se dirigiu à guerra antisubversiva nos anos 80 e 90. Tornou-se em cenário de detenções ilegais, torturas e execuções extrajudiciais durante os anos da guerra interna. Recentes investigações têm revelado a existência de valas comuns dentro de Los Cabitos, com centenas de corpos das vítimas da guerra suja.


“A seleção de Ayacucho tem a ver com o interesse dos Estados Unidos de estarem no coração da zona mais problemática em termos de segurança que há no país e porque está na mesma distância do conflito armado na Colômbia e dos conflitos políticos na Bolívia. Desta base, os Estados Unidos operariam em toda a região. Com sua instalação, o Peru estaria se envolvendo perigosamente em um conflito regional”, sinalizou Ricardo Soberón, especialista em temas militares e de narcotráfico. E acrescenta: “A instalação de um aeroporto militar norte-americano confirma que o governo de Garcia tem se tornado um aliado privilegiado de Washington para manter uma estrutura de segurança militar na região”.
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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Fórum Mídia Livre


Neste final de semana passado aconteceu no Rio de Janeiro o I Forum de Mídia Livre. O evento reuniu mais de 500 ativistas de diversos Estados, oriundos do movimento popular, sindical, partidário e internautas que compõem o lado consciente da internet. Consciente no sentido da percepção da maneira sórdida que a mídia vem fazendo cobertura jornalística nestes últimos tempos.


O Fórum foi mais uma das diversas iniciativas da sociedade em se mobilizar, organizadamente, para contrapor, através de propostas as estupidez da mídia corporativa, baluarte de nossa elite reacionária, não acostumada a conviver com a diversidade de posicionamentos políticos quando estes estão governando.


O texto abaixo é de Altamiro Borges, retrata em partes o acontecimento que merece atenção de todos, pois é mais uma iniciativa que vem para solidificar a luta por uma mídia comprometida com a diversidade cultural e a imparcilidade jornalística.

Blog do Miro: um balanço do Fórum
de Mídia Livre



Lançado em março, num encontro em São Paulo com 42
jornalistas, docentes e comunicadores sociais, o fórum já mostrou a sua força e tem tudo para ser um ator importante na luta pela democratização dos meios de
comunicação e pelo fortalecimento da mídia livre.

Além do aspecto quantitativo, que garantiu a sua representatividade, o fórum teve uma qualidade
que deve ser preservada e valorizada: a sua pluralidade. Durante os dois dias do evento na UFRJ, houve a convivência madura e franca entre distintas concepções e
variadas experiências. Desde os que priorizam as iniciativas atomizadas e autonomistas, até os que encaram esta batalha como eminentemente política, na
qual a pressão sobre o Estado é decisiva.

O fórum teve a presença de jornalistas da “mídia grande” – embora poucos – e de ativistas que realizam, de
forma heróica e criativa, experiências em rádios e TVs comunitárias, sites, blogs, revistas e jornais.

Nesta unidade na diversidade, surgiram várias
propostas para o fortalecimento da mídia livre no país – como a da construção de uma rede colaborativa, um tipo de portal, que crie maior sinergia entre as várias experiências; a campanha pela democratização das verbas publicitárias; a
luta pela realização da Conferência Nacional de Comunicação com critérios democráticos de participação; a exigência de que os Correios distribuam impressos alternativos, superando o atual monopólio do setor; a campanha pela
inclusão digital e pela difusão do software livre; construção de pontos de mídia livre, seguindo a rica experiência dos pontos de cultura; entre outras idéias.

Os participantes também aprovaram os próximos passos organizativos e políticos do Fórum de Mídia Livre, o que consolida o movimento e indica que ele
veio para jogar papel na sociedade. A próxima fase, no segundo semestre deste ano, será a da constituição dos núcleos nos estados, que terão autonomia para organizar fóruns estaduais representativos; em janeiro próximo, durante o Fórum
Social Mundial em Belém, ocorrerá um encontro de caráter mundial ou latino-americano dos “midialivristas”; e o segundo fórum brasileiro foi marcado para 2009. Também foi composto um novo grupo de trabalho executivo nacional
(GTE) para encaminhar as decisões da UFRJ.

No que se refere à ação política, ficou acertada a ampla difusão do manifesto do movimento, que será alvo de debates com os movimentos sociais e as forças políticas. Já os núcleos
municipais e estaduais agendarão encontros com representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, assim como serão marcadas audiências com os presidentes da República, do Congresso e do STF.

A idéia é promover nesta data um ato político em Brasília. A partir do belo evento da UFRJ, o Fórum
de Mídia Livre (FML) agora adquire nova dinâmica e seu êxito dependerá do engajamento de todos os que encaram esta luta como indispensável à ampliação da democracia no Brasil.



Altamiro Borges
Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista
Debate Sindical e autor do livro “Venezuela: originalidade e ousadia” (Editora
Anita Garibaldi, 3ª edição).



Mais;


Acompanhem as reportagens do Fórum Mídia Livre;
Abertura do Fórum de Mídia Livre- 14/06/2008

Quem faz o Fórum de Mídia Livre - 14/06/2008
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terça-feira, 17 de junho de 2008

A propriedade privada e sua função social


A propriedade privada sempre foi tema de discussão. Controvérsias que perseguem o homem até os dias de hoje. Não por não ser entendível, mas por divergências conceituais. A imagem acima é bem emblemática. Uma das distorções sobre o conceito de propriedade (clique na imagem para vê-la maior).
Jacques Rousseau já tinha muito claro pra si sobre o que pensava sobre a propriedade em sua época, inclusive disponho um de seus pensamentos, no final do texto do Emir.
Volto a disponibilizar um texto do Emir Sader para fazermos um reflexão sobre ela (propriedade privada) e a propriedade pública. Achei bem salutar e interessante, pra nós, disponibilizar esse texto no Pimentus.


Boa leitura!




O direito à propriedade existiu muito antes do capitalismo, mas só neste ele assumiu a centralidade que tem, a ponto dos liberais clássicos incluírem-no entre os direitos naturais do homem, da mesma forma que os de vida, de privacidade, de circulação, de manifestação da opinião. Mas foi sempre um direito com contrapesos. Só no capitalismo tornou-se uma variável independente, praticamente critério para definir se se vive em uma sociedade livre. Liberdade e direito de propriedade tendem a identificar-se.


Mesmo em Locke, o pai do liberalismo, esse direito tinha limitações: a propriedade da terra – o grande direito de propriedade na época – só tinha legitimidade na extensão que conseguissem trabalhá-la o proprietário e sua família. Locke pensava assim numa sociedade da pequena produção mercantil, em que todos poderiam ter acesso à terra.


Quebrar um dos grandes dogmas do pensamento único é demonstrar como a propriedade privada é anti-social, freia a expansão econômica, se choca com a democracia e com a ética. O tema dos medicamentos genéricos trouxe à superfície uma questão essencial: a saúde das pessoas, a saúde pública, o direito à vida, a luta contra as doenças, por uma longa e boa qualidade de vida não pode depender da apropriação privada, por imensos monopólios internacionais, das fórmulas dos remédios fundamentais. Estes foram pegos no contrapé, aparecem como defensores dos seus lucros como empresas, em contraposição às necessidades da grande maioria da humanidade, que não têm recursos para pagar os preços que eles cobram, mas podem ter acesso aos genéricos.


Por isso essas mega-empresas tentam burlar de todas as maneiras as políticas de genéricos, que tem que ser defendida e estendida a uma quantidade crescente de remédios. Raciocínios similares podem ser feitos ao direito à propriedade da terra, do acesso às músicas, entre tantos outros.


Porem, a questão do direito à propriedade, da chamada propriedade intelectual é muito mais abrangente e tem uma dimensão política estratégica para a construção de mundo posneoliberal, de um mundo democrático. (Veja-se a esse respeito, “Propriedade intelectual – Para uma outra ordem jurídica possível”, de Carol Proner, Editora Cortes, a melhor introdução ao tema, assim como “Comunicação digital e a construção dos commons”, de vários autores, da Perseu Abramo, para um maior desenvolvimento da questão.).


A categoria "propriedade intelectual" abarca temas muito diversos, como direitos de autor, patentes de invenção, contatos de transferência de tecnologia, saberes tradicionais (como folclore), plantas medicinais, entre outros. A defesa do “direito de autor” – de músicas, que é o caso mais em debate – parece fazer justiça a quem produz algo – seja obra de arte, nova tecnologia, etc. Mas hoje esse tema remete menos para o criador, do que para as empresas que se apropriam dos produtos e os comercializam. É o problema da democratização do acesso a patrimônios públicos. Para o que se faz necessário redefinir o conceito mesmo de propriedade.


Os chamados commons pretendem essa redefinição, procurando afirmar-se como espaços livres das restrições impostas pelo mercado, entendidas estas como filtros pelo poder de compra, pelos monopólios de tecnologia, pela apropriação privada do que é público por natureza. Os fantasmas da direita apontavam sempre a propriedade individual como esfera de defesa contra a apropriação pelo Estado de bens privados.


A construção da democracia, ao contrário, requer a superação da absolutização do direito de propriedade e a construção do direito à propriedade comum, à propriedade pública, a única que compatibiliza os direitos individuais com os direitos coletivos.




"O primeiro homem que inventou de cercar uma parcela de terra e dizer "isto é meu", e encontrou gente suficientemente ingênua para acreditar nisso, foi o autêntico fundador da sociedade civil. De quantos crimes, guerras, assassínios, desgraças e horrores teria livrado a humanidade se aquele, arrancando as cercas, tivesse gritado: Não, impostor."

Jean Jacques Rousseau
Mais;
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