contador de visitas
Mostrando postagens com marcador Chavez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chavez. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Revolução Bolivariana na Venezuela, passando a limpo


O texto abaixo é de Altamiro Borges. Miro, para quem já o conhece. Ele mantém um blog que se chama Blog do Miro. Também é colaborador de diversas publicações, além de ser escritor. Escreveu Sindicalismo, resistência e alternativas. Seu artigo sobre a Revolução Bolivariana dissipa qualquer dúvida que possa existir sobre os avanços que o atual governo venezuelano conquistou ao longo de seu tempo, frente ao governo da Venezuela. Deixa também muito claro as incoerências de quem, naquele país, faz oposição junto a elite econômica que sempre estiveram no poder.


Uma década da revolução bolivariana


Empossado em 2 de fevereiro de 1999, o presidente Hugo Chávez completa 10 anos a frente da “revolução bolivariana” na Venezuela. Sua inesperada eleição, em dezembro de 1998, com 56% dos votos, foi uma resposta à devastação neoliberal e representou duro golpe ao bipartidarismo oligárquico imperante neste país desde 1958 – através do pacto de “Punto Fijo”. Ela deu início a uma experiência inédita na América Latina, com a vitória de inúmeros governantes progressistas, antineoliberais, e recolocou na agenda política o debate sobre o “socialismo do século 21”.


Nesta uma década, Hugo Chávez, que chegou ao governo sem contar com partidos estruturados e movimentos sociais consistentes, enfrentou enormes obstáculos. Além dos problemas estruturais de um país miserável, ele foi alvo da fúria das elites racistas, das conspirações do imperialismo e do cerco da mídia. Com base no apoio popular e num núcleo nacionalista das forças armadas, ele derrotou o golpe de estado de abril de 2002, o locaute petroleiro de dezembro/janeiro de 2003 e incontáveis iniciativas de desestabilização do seu governo. Segundo pesquisa recente, atuam no país 271 organizações não-governamentais financiadas pelos EUA e com propósitos golpistas.


“A palha e o furacão revolucionário”


Num processo radicalizado, ele insistiu na via democrática, ao contrário do que alardeia a mídia. Hugo Chávez enfrentou e venceu três eleições presidenciais (1998, 2000 e 2006), três referendos constitucionais (dois em 1999 e outro em 2004), quatro pleitos executivos (2000, 2004, 2005 e 2008) e dois legislativos (1999 e 2005). Na mais recente disputa, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) conquistou 17 dos 23 governos estaduais e 233 prefeituras (80% das existentes). Nesta trajetória, ele sofreu apenas uma derrota, no referendo de dezembro de 2007.


A cada nova vitória, Chávez foi firmando sua convicção no projeto bolivariano. “Eu sou apenas uma débil palha arrastada pelo furacão revolucionário”, explica. Após derrotar o golpe de 2002, ele exonerou os generais golpistas e acelerou os programas sociais. Com a derrota do locaute, ele demitiu a casta de diretores e gerentes endinheirados e assumiu, de fato, o comando da poderosa empresa de petróleo da Venezuela – a PDVSA. Ele também enfrentou a ditadura midiática, não renovando a concessão pública da RCTV e incentivando rádios e TVs comunitárias. A partir da eleição presidencial de 2006, Chávez anunciou sua idéia híbrida do “socialismo do século 21”.


Mudanças políticas radicais


Vários fatores explicam os avanços da revolução bolivariana, com seus ziguezagues e lacunas. A primeira é a radical mudança política no país, com o governo apostando na participação ativa das camadas populares – na chamada democracia protagônica. Através dos comitês bolivarianos, das missiones (programas sociais sob controle da sociedade) e dos conselhos, há um enorme esforço pedagógico para envolver os “excluídos”. Na retaguarda deste processo movimentista aparecem as forças armadas. “Nossa revolução é pacífica, mas não é desarmada”, enfatiza sempre Chávez.


O debate político na Venezuela é dos mais intensos e democráticos. As sucessivas eleições e as várias instâncias de participação popular procuram superar a fragilidade dos movimentos sociais e a debilidade de um processo centrado num único líder. Nesta empreitada se dá a guerra contra a ditadura midiática. Balanço recente indica que, além dos quatro veículos estatais, hoje já existem 250 rádios comunitárias, 24 emissoras de TV sob controle popular, 300 periódicos alternativos e uma potente rede de internet – de 640 mil usuários em 2002 pulou para 4,142 milhões em 2008.


Avanços no campo econômico


Outro fator determinante para os avanços da revolução bolivariana são as mudanças no terreno econômico. Inicialmente, o processo foi até conservador, cauteloso. Com o tempo, as mudanças ganharam ritmo – com a estatização, de fato, da PDVSA, introdução de tributos sobre ganhos das multinacionais e medidas de controle do fluxo de capitais, entre outras de cunho antineoliberal. Procura-se diversificar a base produtiva do país, que continua muito dependente do petróleo, no que se batizou de economia endógena. Há também o estímulo às cooperativas e às propriedades sociais. Com base nestas medidas, a economia cresceu em média 11,2% nos últimos cinco anos.


Na fase recente, a revolução bolivariana acelerou o processo de estatização de áreas estratégicas, comprando empresas privadas na telefonia (Cantv), energia (AES), siderurgia (Sidor) e bancos (Santander). A proposta do “socialismo do século 21” ainda é uma peça de propaganda. Diante da grave crise mundial do capitalismo, que afeta duramente o preço e o volume das exportações de petróleo, o governo tenta atrair o chamado setor produtivo. Em julho passado, promoveu um encontro com 300 empresários e lançou um forte programa de subsídios às empresas. Há muita polêmica sobre o lançamento de uma nova NEP, a exemplo do ocorrido na revolução soviética.


A força dos programas sociais


O que dá forte impulso à revolução bolivariana, porém, são os programas sociais implantados nestes 10 anos. Três reportagens recentes – “Uma década de Chávez”, da revista Carta Capital; “Chávez, as dez vitórias e a mídia”, do jornal mexicano La Jornada; e “A nova Venezuela do presidente Chávez”, do periódico francês Le Monde Diplomatique – evidenciam o esforço do governo para melhorar a vida da sua população. A oligarquia racista, o imperialismo e a mídia venal até hoje não entenderam estas mudança. Vale à pena listar alguns dados do período 1998-2007:





- Miséria extrema: baixou de 20,3% para 9,4%;


- Pobreza: de 50,4% para 33,07%;


- Diferença entre riqueza/pobreza: de 28,1% para 18%;


- Mortalidade infantil: de 21,4 para 13,9 para cada mil nascidos vivos;


- Desemprego: de 16,06% para 6,3%;


- Salário mínimo: de 154 dólares para 286 dólares, o mais alto da América Latina;


- Aumento do poder aquisitivo: 400%;


- Investimento na educação: de 3,38% para 5,43% do PIB;- Educação básica: de 89,7% para 99,5% das crianças;


- Educação superior: de 21,8% para 30,2% dos estudantes;


- Investimento em saúde: de 1,36% para 2,25% do PIB.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ontem a Venezuela, a Bolívia breve (será?) e o Brasil?


Alguns amigos ao lerem o post anterior me cobraram um posição, segundo eles, mais coerente de minha parte em relação ao desfecho que se encerrou na Venezuela. Pois, segundo eles, meu posicionamento pareceu ser meio ambíguo. Já que muitos me conhecem por minha posição política contundente em relação ao atual sistema em que vivemos e a defesa das mudanças que vem ocorrendo em nosso continente. Posso afirmar categoricamente que a derrota da proposta de reformulação da constituição venezuelana foi apenas um entreveiro no caminho. A sociedade Venezuelana mudou e muito. Há maior participação popular. O povo cobra de seus representantes posturas que antes não eram cobradas.

Justificando um pouco a derrota da proposta da reforma está o fato da união da oposição, a campanha sistemática da mídia golpista venezuelana e também da Igreja Católica. Mentiras e preconceitos foram usados indiscrinadamente para convencer os venezuelanos a votar pelo não. Obviamente que esta derrota atende os interesses de quem não quer as mudanças estruturais para o avanço de uma sociedade mais justa.

Hoje cedo, como de costume, dei uma olhada nos blogs recomendados aqui do Pimentus. E um deles para mim se destacou pelo texto que tem tudo há ver com que estou querendo dizer. O blog é do do Luís Carlos Azenha (http://viomundo.globo.com), que esteve na Venezuela. Ele descreve em detalhes como está a situação por lá após o NÃO ter vencido. Até poderia colar o texto aqui, mas como ele é muito grande, achei mais interessante postar o link aqui (clique abaixo ou no título deste texto). Dê uma passada lá e se informe a respeito de uma situação que pode, talvez, num futuro não tão distante, ter alguma semelhança com o que pode ocorrer aqui no Brasil. Onde o povo usa dos instrumentos democráticos para conquistar suas mudanças mas forças reacionárias, jogando sujo tentam impedir a qualquer custo.

Link relacionado ao texto;

http://viomundo.globo.com/site.php?nome=MinhaCabeca&edicao=1572
-

sábado, 10 de novembro de 2007

Neca de pitibiriba

Nossa mídia golpista sabe inovar mesmo. Com o anúncio da descoberta de grande reserva de petróleo e gás na bacia de Santos e a manifestação, de brincadeira, do Presidente da Venezuela Hugo Chavez com o Presidente Lula na 17ª Cúpula Ibero Americana, quando disse que o brasileiro agora é magnata do petróleo e que o Brasil poderia fazer parte da OPEP, nossa mídia tenta deturpar esta situação dizendo que a manifestação teve objetivo jocoso, irônico.
Quem acompanhou a reportagem, sem cortes, percebe isso claramente. Mas o que vemos na grande mídia brasileira? Deturpação, é a palavra exata.
Não perdem nenhum momento para tentar criar situações que, de alguma maneira ou outra, desabone um ou outro chefes de Estado. Já não chega as mentiras e deturpações a respeito da situação na Venezuela? A todo custo e insistentemente, como já revelei aqui tentam desconstruir a imagem do presidente venezuelano e quando não, mentem, omitem ou deturpam a situação que vem ocorrendo na Venezuela. Um ascinte ao bom senso.

Bom, para ver uma amostra do que estou falando, a respeito do episódio no Chile, basta clicar no título deste texto (É necessário ser assinante da UOL para ter acesso ao vídeo, em que a emissora deturpa a situação).


Links relacionados ao texto;

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/11/071109_chavez_magnatarg.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1011200702.htm
-
http://jbonline.terra.com.br/extra/2007/11/08/e081123854.html
-
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRB32702120071108

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Não é um cantor popular.


A imagem acima pode até parecer um artista pop, mas não é. Não é de um cantor popular, mas um presidente popular. Já falamos no Presidente da Venezuela Hugo Chavez por aqui e o assunto volta a ser recorrente. Não por minha culpa, ok?! Acontece que não dá para ficar quieto com tantos absurdos que ficam reproduzindo por aí. Ontem, por exemplo, observei algo que acho até natural em algumas pessoas, pelo bombardeio de mentiras que ocorre sistematicamente em relação a figura do Presidente da Venezuela nos meios de comunicação (Veja, Istoé, TV Globo, O Estado de São Paulo, TV Bandeirantes, etc.), mas o que ocorreu ontem foi com um professor universitário. O que achei preocupante. O termo utilizado pelo professor ao descrever o Presidente da Venezuela foi Ditador. Termo utilizado também no Fórum Base Militar (http://www.alide.com.br/wforum) por alguns foristas reacionários que têm por lá. Mas o fazem por questões ideológicas. Mesmo que a realidade não seja essa, vc pode até esfregar as provas na cara deles e os mesmos continuarão a ficar repetindo essa campanha difamatória que nasce lá na Venezuela e é reproduzida aqui por nossa elite reacionária. Sempre carregada de interesses. É possível levar vcs a fazerem uma reflexão bem simples; o texto abaixo é do Luís Carlos Azenha, é bem emblemático suas colocações. Ele fazia uma reflexão sobre mais uma idiotice que ficam reproduzindo por aí sobre a militarização da Venezuela. Vejam abaixo;

Dia desses escrevi um artigo destacando a piada que é imaginar que a Venezuela, com as armas que comprou, representa ameaça militar ao Brasil. Eu acho que o Brasil deve se armar, sim, mas não para enfrentar a Venezuela.
Para ter poder de dissuasão contra o olho gordo de alguma potência que queira beber água brasileira dentro de duas ou três décadas, quando a escassez de água no planeta vai pegar. Em minha opinião, só tem um país hoje em dia com capacidade para ocupar parte do território brasileiro para chupar água: os Estados Unidos. Não se preocupem que eles inventam algum motivo, como fizeram com as tais "armas de destruição em massa" no Iraque. Mas isso é mera especulação de minha parte, teoria conspiratória.

Porém, essa minha teoria conspiratória perde de longe para outra. Tem um leitor deste site, brincalhão, que pegou meu texto sobre a Venezuela e, se identificando como mulher, mandou para uma lista de gente que leva a sério a ameaça militar chavista. E me mandou uma das respostas que recebeu, segundo ele "a melhor":

"Então continue rindo como hiena alienada. Já ouviu falar em fighters? Pois é, a Venezuela já comprou vários da Rússia, suficiente para bombardear várias capitais brasileirais e bases militares ao mesmo tempo sem que a FAB tivesse tempo nem para decolar o primeiro avião de contra ataque. Para que a Venezuela enviaria infantaria por dentro da selva??? A Venezuela já tem um exército operando aqui. Chavez já declarou publicamente que Stédile é seu homem forte no Brasil, então junte o MST, V. Campesina e outros movimentos guerrilheiros dos 'sem-alguma-coisa', gangs de traficantes de armas e drogas que são companheiros da FARC e a própria FARC que vive invadindo a fronteira brasileira, garanto que Chavez teria um exército de 10 milhões de guerrilheiros armados (arma de fogo e branca) rapidamente invadindo, destruindo e matando. O caos instalado, as FAS sucateadas não têm a mínima condicão de reagir, nem podem contar com todo seu efetivo já que os próprios soldados vivem na miséria assim como as polícias, muitos deles se juntariam aos guerrilheiros para tomar a Nação. Não entendo como um brasileiro pode ser tão vil para apoiar e ainda fazer propaganda da destruição de sua própria Pátria. Tenha VERGONHA na cara tão safada quanto de seus mentores e ídolos. Você não gosta do Brasil nem de democracia? Vá morar em Cuba, vá morar na Venezuela. Está fazendo o que aqui no Brasil, vadia ordinária? Vivendo de assistencialismo e mamando sob o manto de alguma ong vagabunda e parasitária???"

Meu comentário: Dá roteiro de filme.
http://viomundo.globo.com/site.php?nome=VoceEscreve&edicao=1465


Como pode um governo, eleito por uma maioria esmagadora, referendado em pebliscito logo depois de alguns anos, reeleito com outra maioria e novamente referendado depois de outros anos ser chamado de ditadura (clique no título do texto, acima da foto, para saber mais) ou seu presidente de ditador? Estranho não?
Brevemente o Congresso da Venezuela irá submeter a um referendo a carta magna de seu país reformada. Seus congressistas, eleitos democraticamente, estarão pondo a prova os interesses da maioria aos venezuelanos. Assim todos irão perceber o que vem ocorrendo na Venezuela, apesar de nossos meios de comunicação exibirem, com destaque, apenas a versão das oligarquias venezuelanas derrotada diversas vezes nas eleições que ocorre por lá. O pior é que as oligarquias daqui tentam fazer coro com as de lá. Observem bem o texto abaixo, também do jornalista Luís Carlos Azenha;


A VTV transmitiu a marcha de apoio à reforma constitucional na Venezuela. Não faltou povo. Agora eu lhes pergunto: os jornais e emissoras de televisão do Brasil deram tanto destaque à marcha quanto aos protestos estudantis?

A decisão em plebiscito não é a maior garantia de que o processo é democrático? A Globo, a Época e a Veja não deveriam deslocar suas equipes à Venezuela para fazer campanha pela rejeição das reformas? Se eles realmente se importam tão apaixonadamente pela democracia da Venezuela, não deveriam investir alguns milhões na campanha do NÃO? É o que deveriam fazer os Civita e os Marinho, se de fato colocassem dinheiro a serviço do discurso que fazem.

Qual é a deles? Desqualificar antecipadamente o plebiscito. Parte da oposição venezuelana prega a abstenção como forma de negar legitimidade às mudanças constitucionais. Como eles não ganham no voto, solapam a democracia que dizem defender. Somos todos testemunhas de que, no Brasil, depois de perder no voto, tentaram desqualificar o vencedor. Evitar a entrada da Venezuela no Mercosul A QUALQUER CUSTO é a ordem. Os Estados Unidos sempre se aliaram às elites locais para avançar seus interesses - no Brasil, no Chile e agora na Venezuela. E essa turma nem se preocupa em usar métodos originais. É a demonização de sempre, uma propaganda disfarçada de "jornalismo" de fazer inveja às escolas nazista e stalinista.

http://viomundo.globo.com/site.php?nome=VoceEscreve&edicao=1465



Links relacionados ao texto;

http://viomundo.globo.com/site.php?nome=MinhaCabeca&edicao=1458

-
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3604

-
http://viomundo.globo.com/site.php?nome=MinhaCabeca
-
http://viomundo.globo.com/site.php?nome=Bizarro&edicao=1414
-
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/internacional/reforma-de-chavez-democratiza-poder/?searchterm=hugo%20chavez