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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Guerra aberta na última semana da campanha


Acontece hoje, na sede do Sindicato dos Jornalistas em SP, um dos mais importantes atos cívicos da sociedade brasileira. A iniciativa do Centro de Estudo de Mídia Alternativa Barão de Itararé vem de enfrentamenton à uma das mais grotescas campanhas partidárias de quem deveria seguir a ética jornalística e simplesmente reportar acontecimentos. A mídia brasileira, acostumada a interferir no processo eleitoral de forma dissimulada, ao logo de sua existência, no desespero de não querer a continuidade do atual modelo de desenvolvimento, adotado pelo atual governo, extrapola suas funções e toma partido abertamente por uma determinada candidatura.

Sua iniciativa, de tentar interferir no processo eleitoral, não tem sido eficaz devido a consciência crescente de grande parte da sociedade. A  materialização desse fenômeno se dá através dos desmentidos que a agilidade da internet proporciona. A cada denúncia da revista Veja, Folha de São Paulo (são as mais engajadas, as outras tem apenas repercutido assuntos de supostas irregularidades com ilação ao comprometimento da candidatura de Dilma Roulssef) e-mails, twuitters e blogs fazem sua contra informação. Nesse sentido o artigo de Wladimir Pomar é esclarecedor, além de informar corretamente, o local e horário de onde acontecerá este ato cívico. Se vc, ilustre leitor do Pimentus, mora em SP, não perca a oportunidade de estar presente e acompanhar, discutir e talvez até participar ativamente na elaboração de propostas para  nos mover contra na mais descarada forma de interferir no processo eleitoral tomando partido por uma candidatura.


Por Wladimir Pomar


Se antes poderia haver alguma dúvida, entre alguns setores da campanha Dilma, de que a guerra contra a candidata petista se tornaria aberta, suja e sem qualquer limite, talvez a última semana tenha sido a demonstração clara de que tais dúvidas não passavam de ilusões infantis.
Veja, Globo, Folha de S. Paulo, Estadão e outros órgãos da famosa grande imprensa, o chamado quarto poder, não demonstram qualquer preocupação em serem vistos como a artilharia pesada dessa guerra. Suas manchetes diárias e semanais são sempre, inexoravelmente, a pirita garimpada em investigações cuja credibilidade dificilmente pode ser comprovada. Para quem criou o escândalo da Escola Base e outros, forjados nas cozinhas das redações, que diferença faz criar estes, em que se joga o destino da política que essa grande imprensa defende?
“Cartas abertas”, assinadas por “personalidades” que talvez não saibam que seus nomes estão sendo utilizados, repetem pela Internet os antigos e surrados argumentos anti-Lula e anti-PT, que pareciam enterrados desde 2002. Bolsões reacionários de militares da reserva saem a público para ameaçar golpes. FHC compara Lula a Mussolini e apela a forças ocultas para barrar a caminhada do petismo. E, em drops da imprensa, repetem-se os comentários que sustentam as possíveis semelhanças do governo Lula com Vargas e seu fim.
Se a campanha Dilma e a direção do PT continuarem ignorando esse conjunto de sinais de desespero de uma direita reacionária que tinha como certa sua volta ao governo, o caminho para o segundo turno e até para uma derrota podem estar traçados. Essa direita não vai se contentar com a saída de Erenice da Casa Civil e quase certamente jogará novos pacotes podres sobre a mesa, na expectativa de que o governo, o PT e a campanha Dilma continuem cometendo erros, e ignorando a natureza da atual ofensiva oposicionista.
Os dados do Instituto Datafolha, divulgados no dia 16/9, parecem moldados de forma que o PT e a campanha Dilma continuem acreditando que vencerão no primeiro turno, sem necessidade de qualquer reação maior. Dilma marcou 51% das preferências eleitorais, enquanto Serra se manteve com 27% das intenções de voto, e Marina seguiu com 11%. Aparentemente, o melhor dos mundos.
No entanto, podem-se descobrir algumas surpresas nessa pesquisa, desde que se coloque de lado a euforia e se busquem as tendências reais. Entre os eleitores bem informados, a intenção de votos em Dilma desceu para 46%, enquanto em Serra subiu para 33%, e em Marina para 14%. Com isso compreende-se por que a grande imprensa vem martelando incessantemente para ‘informar’ o eleitorado sobre os ‘fatos’ que tem criado nos bastidores, mesmo que tais ‘fatos’ não passem de falsificações. Se conseguir que o conjunto do eleitorado se deixe convencer por essas informações falsas, o segundo turno estará configurado.
É significativo que Dilma tenha caído na preferência do eleitorado, em caso de segundo turno, em estados como Rio Grande do Sul e Paraná, assim como em Brasília. E que sua subida em outros estados e cidades importantes tenha se mantido dentro da margem de erro. Este pode ser um sinal de que o ritmo de crescimento da candidatura Dilma foi afetado pelas denúncias e escândalos criados pela aliança do tucano-pefelismo com a grande imprensa, embora ainda não de forma avassaladora.
Nos próximos quinze dias antes das eleições, se a campanha Dilma e o PT não forem suficientemente ágeis para criar mobilizações massivas, passar ao contra-ataque na diferenciação entre seu projeto político e o projeto de Serra e Marina, e gerar fatos políticos de repercussão, a corrosão da candidatura Dilma pode chegar àquele nível procurado pelo quarto poder.
Feito isso, a grande imprensa continuará convencida de que é capaz de moldar a opinião pública com mentiras e falsificações, da mesma forma que Goebbels e outros gurus da comunicação de massa acreditavam. E, certamente, configurado o segundo turno, virá com armas ainda mais letais. Se a meta da campanha Dilma é evitar que isso aconteça, esta é a semana decisiva para revirar o jogo.
Wladimir Pomar é analista político e escritor.
Data: 23 de setembro, 19 horas
Local: Auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
(Rua Rego Freitas, 530, próximo ao Metrô República, centro da capital paulista).
Presenças confirmadas de dirigentes do PT, PCdoB, PSB, PDT, de representantes da CUT, FS, CTB, CGTB, MST e UNE e de blogueiros progressistas.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Debate entre candidatos a presidente no campo da esquerda hoje a noite



O Jornal Brasil de Fato realiza hoje, dia 21 de setembro, dia do Radialista, em São Paulo, às 21:00 horas um debate entre os candidatos à Presidência da República representados em nosso conselho editorial. Foram convidados Dilma Rousseff (PT), Ivan Pinheiro (PCB), Marina Silva (PV), Plínio Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU). Estão confirmadas as presenças de Ivan Pinheiro (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU). O debate acontecerá às 21h na Ação Educativa.


Seguindo sua característica de ser plural no campo da esquerda, o jornal Brasil de Fato convida também outros veículos de comunicação da imprensa no sentido de dar amplitude ao debate. A atividade não será aberta ao público, mas terá transmissão pela página do Brasil de Fato (www.brasildefato.com.br).

Debate dos presidenciáveis da esquerda 


Data: 21 de setembro

Local: Ação Educativa (Rua: General Jardim, 660. Vila Buarque, São Paulo - SP)

Credenciamento de imprensa pelo email: 
agencia@brasildefato.com.br

IMPORTANTE: O debate NÃO será aberto ao público, mas terá transmissão pela página do
Brasil de Fato (www.brasildefato.com.br)

domingo, 19 de setembro de 2010

Sem título, gente. Só pensamentos ou divagações.



A imagem acima é uma situação esdrúxula. De forma alguma lastreada na realidade. Marx jamais conseguiria conceber o que chamamos de conciliação de classes . Muito mais esse gesto de paz e amor entre classes com objetivos totalmente diferentes. O que alguns sindicatos e centrais sindicais fazem, com maestria. Sem falar nos partidos políticos que, muitas vezes, quando não levam no seu nome a opção por uma determinada classe, mas em seus estatutos, a opção por essa classe fica apenas nos slogans. Ou ficam apenas como letra morta, perdida em meio a frases de intenções.

                                                                         X - X - X

Queria saber de sábado. Sim, sábado aqui em Araçatuba, interior de SP. Não tive esta oportunidade, já que estava na cidade de SP, conduzindo trabalhadores para uma assembléia decisiva, no sentido de fazer acontecer eleições sindicais livres, limpas e democráticas. Estou falando da assembléia do Sindicato dos Radialistas do Estado de SP, onde no dia 18 de setembro, sábado portanto, os trabalhadores reunidos na sede da entidade, no bairro Bela Vista da capital paulista, deram um exemplo de força e organização. Os radialistas presentes aprovaram, depois de discussões, o regimento interno e membros da comissão eleitoral para conduzir o processo eleitoral da entidade, que deve acontecer  no mês que vem. Mas e o sábado de Araçatuba?! Remetendo ao post anterior; só recebi a ligação do Picasso, querendo saber a mesma coisa. - "Tú ficou sabendo como foi a parada?" perguntou. "Tô por fora bicho", respondi. Passei o número do presidente pra ele.

Apesar de sermos articulados em alguns assuntos, parece que não somos tanto assim, quando se fala com a direita do partido. Ou alguém aqui ainda duvida que, dentro do PT, não há direita?! Aqueles que acreditam na convergência de classes. Há quem diga que essa dicotomia deveria deixar de existir. Seja ela dentro do PT ou fora dele. Vão sonhando.