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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A novela está ficando cada vez pior


O banqueiro acusado de diversos crimes faz até cara de coitado.
A notícia abaixo é da Revista Carta Capital. Ela demonstra, em síntese, como é, de fato, a desigualdade na luta de classes neste país. Imagine se o crime fosse de um simples batedor de carteira amigos leitores, certamente nem estaríamos discutindo esta situação.
O mais triste desta história toda é constatar como este poder criminoso se infiltrou em diversas esferas governamentais. Um perigo para a democracia, um perigo para o Brasil.


Dantas quer escapar ileso
A defesa do banqueiro do Opportunity, Nélio Machado à frente, mira na participação da Abin na Satiagraha e pede anulação do processo resultante da operação


Nesta terça-feira 12, a defesa do banqueiro Daniel Dantas apresentou ao Tribunal Regional Federal de São Paulo um pedido de habeas corpus para anular o processo sobre a Operação Satiagraha. O objetivo é evitar um novo pedido de prisão ao dono do Opportunity, acusado de corrupção.

Nélio Machado, advogado de Dantas, afirma que a participação “estranha, indevida e descabida” da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na investigação “imprestabiliza” o processo.

Machado faz referência ao uso que Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal que comandava a investigação, fez de recursos da Abin durante a Satiagraha. Em entrevista à CartaCapital, Queiroz fez questão de frisar que agiu de forma legal ao solicitar a participação da agência então chefiada por Paulo Lacerda: “Solicitei aos colegas ajuda com base no que a lei permite”.

“É difícil dizer onde não há ilegalidade em todo o processo, que interceptou até e-mails de advogados, colocou arapongas da Abin e distribuiu para o juiz De Sanctis processo sobre corrupção, quando ele deveria analisar apenas a área financeira. Isso me leva a acreditar que a nulidade do processo é inevitável”, afirmou Machado ao Globo Online na segunda-feira 10.

Daniel Dantas e a cúpula de seu banco Opportunity foram presos pela Satiagraha em julho deste ano. Além de Dantas, a ação da PF também prendeu o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

A operação é o ponto final de investigações que começaram há quatro anos sobre esquemas de desvio de verbas públicas, corrupção, remessas ilegais de valores para o exterior e lavagem de dinheiro.

Dantas, Pitta e Najas foram libertados após o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, conceder habeas corpus –por duas vezes--, alegando ser desnecessária a prisão.



Links relacionado ao texto;


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O humor de Orlandelli em meio a "festa Obama"


A Charge é do Orlandelli e reflete um pouco da desconfiança que muitos têm a respeito da "nova" diplomacia do governo americano. Talvez não deva mudar muito, mas acreditamos que pode haver algum um avanço.


Para ver mais charges do Orlandelli clique no link abaixo.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ufa! Até que enfim uma luz no fim do túnel.

Deputada Luciana Genro PSOL- RS acusa as pressões de altos escalões da política contra a Operação Satiagraha


O jornalista Paulo Henrique Amorim iniciou uma cruzada há tempos. Há meses vem denunciando em seu blog Conversa Afiada a penetração que o crime organizado conseguiu fazer nas esferas políticas e judiciária brasileira. Talvez o momento mais emblemático destas denúncias foi quando ocorreu a prisão e soltura do banqueiro Daniel Dantas.

Hoje, particularmente, tive a opotunidade de ler uma boa notícia a respeito desta trágica novela brasileira, que segue, frente a perplexidade dos desmandos e patranhas dos atuais Ministros do STF e figuras proeminentes da política brasileira e da Polícia Federal, que articulam não só a desmoralização de quem prendeu o criminoso Dantas, mas em pavimentar sua absolvição. A notícia é um alento em meio à tantas omissões e interferências do STF em tentar desqualificar a postura de quem procurou apenas executar o seu trabalho.

PSOL ENTRA COM REPRESENTAÇÃO PARA DEFENDER PROTÓGENES E DE SANCTIS

Por Paulo Henrique Amorim


O PSOL saiu a campo para lutar a favor dos agentes públicos que tiveram coragem de prender o banqueiro Daniel Dantas. Uma representação assinada por diversas lideranças do partido será entregue nesta quarta-feira, 12, ao Procurador-Geral da República, Fernando Antonio de Souza. O documento pede que seja apurado o comportamento do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Correa, e do corregedor do órgão, delegado Amaro Vieira Ferreira. Ambos utilizam seus cargos para desmoralizar Protógenes e De Sanctis. Com isso, criam meios para que os advogados de Dantas possam tirá-lo da cadeia, sinaliza o PSOL.


A representação do partido atira contra Correa e Amaro, mas mira alvos muito maiores do que os dois delegados. "Vamos lutar contra a pressão de todos aqueles que têm o rabo preso com Dantas", diz a deputada Luciana Genro (PSOL-RS). "Entra tanto gente ligada ao Lula, quanto ao STF e ao PSDB. Eu diria que são os altos escalões da política brasileira", afirma.


A deputada não poupa críticas nem mesmo a seu pai, o ministro Tarso Genro (Justiça) a quem a PF está subordinada. Evitando o tratamento de parentesco, refere-se a ele apenas pelo cargo que ocupa. "O ministro está comprando a versão errada dos fatos e está agindo, até involuntariamente, de acordo com esses interesses. Pessoalmente, tenho a convicção de que ele não tem envolvimento nenhum com isso tudo", argumenta Luciana Genro.


Manifestação


Além da representação, o PSOL vai promover uma série de atos públicos pela prisão de Dantas. Eles estão previstos para ocorrer no próximo dia 17, em Porto Alegre, no dia 18, em frente à Assembléia Legislativa de São Paulo, e no dia 19, em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília. A data coincide também com o prazo final para que o juiz Fausto De Sanctis dê a sentença a Dantas.





Outros links relacionados ao tema;



Tarso Genro: cadê os HDs? O que estava na mochila do Dantas?


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Lula não governa a Abin, a PF, nem o Ministério da Defesa. Que presidente é esse?


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Tomara que prendam o Protógenes


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De Sanctis afastado; Protógenes preso; Dantas solto; viva o Brasil!


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Alô, Alô, Rapaziada da “BrOi”, o delegado Amaro não levou nada


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O delegado Amaro queria saber que antenas ajudariam a prender Protógenes e prejudicar repórter da Globo


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Dantas contaminou o Brasil. Já se sente o cheiro. O Supremo é a última vítima


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Protógenes a estudantes: STF fez pacto do silêncio – armaram uma patranha
Folha de S. Paulo detona Polícia Federal


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O criminalista craque


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O placar correto no STF: 9 a 1 para Gilmar Mendes e Daniel Dantas


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Mendes dá o drible da vaca. Condena De Sanctis, Protógenes, a imprensa e salva Dantas


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Mendes tem razão: PF de Lula é totalitária


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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Movimentos sociais lançam campanha de solidariedade a Cuba



Da redação Revista Forum


No final de agosto, Cuba foi atingida por um furacão que danificou grande parte da agricultura no país, além de danificar as estruturas da Escola de Medicina (onde milhares de jovens da América Latina estudam).
No Brasil, os movimentos sociais e a sociedade civil está se articulando para enviar ajuda humanitária ao país. As necessidades atuais dos cubanos são sementes, alimentos não perecíveis, como óleo vegetal para cozinha, leite em pó, carne enlatada ou charque.
As doações devem ser realizadas na conta abaixo:

Associação Ação Solidária Madre Cristina, Banco do Brasil, Agência Avenida Sumaré - Nº 4328-1,Conta Corrente: 6654-0
O governo brasileiro enviará donativos, e o governo venezuelano disponibilizou um avião para transportar os alimentos.

domingo, 9 de novembro de 2008

No Equador, desvendada a fraude da dívida externa


Matéria da Agência de Notícias Brasil de Fato nos revela aquilo que diversos movimentos sociais do Brasil e da América Latina cansaram de denunciar; Dívida externa de diversos países pode ser um engodo. Durante décadas nos fizeram engolir essa informação como se ela fosse uma verdade e que agora, graças a iniciativa política e corajosa do Presidente do Equador, Rafael Correa, que está comprometido com a maioria de seu povo, desmascara a verdadeira face da Dívida Externa de seu país.
Uma pena que nosso Presidente da República não teve pulso ou empenho para fazer o mesmo.



A atuação de vários pesquisadores, entre eles alguns brasileiros, foi fundamental para que o trabalho de auditoria da dívida externa viesse à luz.


Por Materia de Elaine Tavares*


O trabalho de auditoria da dívida externa está concluído no Equador. A atuação de vários pesquisadores, entre eles alguns brasileiros, foi fundamental para que o documento viesse à luz. Alejandro Olmos Gaona, historiador argentino, divulgador da idéia da dívida odiosa, é um dos mais importantes colaboradores do trabalho. Conheça aqui sua história e as repercussões do que acontece hoje no Equador.

Ele tinha tudo para não ligar para as gentes comuns. Nasceu em berço aristocrático, na casa dos avós. Casa rica, vida farta, família conservadora. Mas, teve sorte. O homem que foi seu pai não era homem qualquer. Jornalista, fascinado pela vida e pela política, Alejandro Olmos nunca foi filiado a qualquer partido, mas tinha sempre uma crítica feroz a tudo que não fosse bom para a gente argentina. Alejandro filho, o primeiro de cinco, cresceu convivendo com este furacão. Livre pensador, seu pai estava sempre metido em alguma escaramuça política e foi por isso que a vida de casado não durou muito. Na casa conservadora dos avós, aos sete anos, o garoto Alejandro viu o pai partir, depois que sua defesa de Perón provocou rupturas que não permitiam conserto.

Bem mais tarde, quando Alejandro já era homem feito e casado, seu pai iniciou uma cruzada contra o pagamento da dívida externa da Argentina. Naqueles dias, o jovem Alejandro não sabia, mas o que a família chamava de "mais uma loucura" de seu pai, viria a ser a sua também. Pois foi em 1982 que Alejandro pai iniciou um juízo apresentando provas para demonstrar que a dívida externa era um sistema que destruía a vida econômica da Argentina, portanto, ilegal e imoral. O filho acompanhava, de longe, toda a azáfama do pai que juntava quilos e mais quilos de documentos, contratos e depoimentos. "Aquilo me parecia uma coisa utópica. Ninguém levava muita fé". Mas, Olmos nunca se entregou. Lutou por 18 anos seguidos, sobrevivendo à ditadura e aos sorrisos de mofa. Enquanto isso, a ação judicial corria.

No ano 2000, o velho Olmos deixou esta vida, vítima de um câncer no pâncreas. Não pode saborear a vitória. Por ironia do destino, dois meses depois da morte, a justiça argentina reconheceu que era justo o seu reclame. "Meu pai sempre esteve convencido de que iria vencer. Não foi à toa que amealhou documentos de 1976 a 1983. Ao olhar para tudo aquilo eu pensei: E agora? Se ele morrer tudo isso termina? Não podia deixar que fosse assim. Então decidi tocar para frente essa luta".

E foi assim que o jovem aristocrata Alejandro Olmos Gaona, já formado em História, começou a se enlamear na vida real e nas pilhas de documentos deixadas por seu pai. No meio dos contratos e das provas de operações ilícitas ele pode ver como a Argentina se endividou nos últimos 20 anos, num processo tão cruel quanto foi o da ditadura. Por conta disso, ele nunca mais seria o mesmo.

Envolvido nas pesquisas, decidiu, como historiador, buscar as origens da dívida externa no mundo e, nesse processo, encontrou pistas sobre uma doutrina internacional chamada de "dívida odiosa". Pois acabou achando um instrumento jurídico para enfrentar os credores e dizer em alto tom: "não precisamos pagar". Esse foi um momento de revolução familiar. Todo mundo ficou incomodado porque o Olmos filho começava a "pegar a doença" do pai. E não é que ele passou a andar com os piqueteiros, com os empobrecidos, com as gentes das ruas? E passou a defender a idéia de que não só a Argentina, mas qualquer outro país da América Latina não tinha que pagar a tal da dívida. E tudo embasado na doutrina da dívida odiosa que diz que se uma dívida foi contraída de forma irregular, ilegal e sem o consentimento explícito do povo, ela não é legítima. E mais, a doutrina foi usada, inclusive, pelos Estados Unidos, quando se negou a pagar a dívida de Cuba com a Espanha. Olmos, o filho, deu à Argentina os argumentos jurídicos que vieram do próprio credor. "Ao inimigo, com suas armas, o combatemos".

Não é à toa que as gentes que lutam por uma Argentina livre e soberana amam Alejandro e o miram sem desconfiança apesar dos ternos alinhados e seu jeito de príncipe inglês. "No meu mundo eu sou um marginal e minha mãe às vezes me olha e diz: que fazes, meu filho, com essa gente? Mas eu tenho claro que tenho um objetivo e o resto todo é acessório. Os trabalhadores sabem que apesar da gravata e do terno eu estou com eles, luto com eles. Nada me importa se a vitória vier". E o que é a vitória para Olmos? Que a Argentina não pague a dívida, porque não há o que pagar.

O Equador chama

Escondido nas bibliotecas e nos arquivos do governo, Alejandro Olmos seguiu a vida, amealhando papéis, estudando formas de ganhar na justiça o direito de não pagar a dívida externa. E não podia ser outra pessoa a que o presidente do Equador chamou quando decidiu criar um grupo de estudos da dívida equatoriana. Esse grupo formou então a Comissão de Auditoria Integral do Crédito Público do Equador. Aquele infatigável argentino encabeçou a lista e, junto com uma pequena equipe (14 almas), da qual faz parte também uma brasileira, Maria Lúcia Fatorelli, eles prepararam um informe sobre a auditoria que será apresentado num encontro em Oslo, na Noruega, em outubro. O estudo foi promovido pela Federação Luterana Mundial, com a parceria do Conselho Latino-Americano de Igrejas.

Este trabalho que tem Alejandro Olmos à frente é uma iniciativa praticamente inédita na América Latina. Getúlio Vargas, do Brasil, bem que fez uma auditoria da dívida, na década de 30 do século passado, mas não foi adiante. Já Rafael Correa, do Equador, tomou isso como uma questão de honra. O pequeno país foi saqueado demais para que um presidente realmente envolvido com a vida real não o fizesse. O trabalho da Comissão, além de finalizar a auditoria, ainda apresenta os fundamentos jurídicos para que a dívida seja contestada. Agora, o resultado disso tudo será apresentado junto à Corte Internacional de Justiça. Um caminho longo, árduo, mas que vai chegar ao seu final. E, de algum lugar, o velho Olmos, que preços tão altos pagou por sua "loucura" de não querer pagar a dívida, haverá de celebrar com as gentes todas desta "nuestra América".


A seguir, o historiador Alejandro Olmos, responde a algumas questões sobre o trabalho realizado no Equador:


- Este trabalho, iniciado no equador, é inédito na América Latina?

Não é exatamente inédito porque durante a primeira presidência de Getulio Vargas no Brasil foi feita uma auditoria da dívida, que demonstro que 60% da mesma não estava respaldada por qualquer documento. Mas o que se pode considerar inédito é a forma como o presidente Rafael Correa encarou esta questão, entregando a auditoria para especialistas e representantes da sociedade civil organizada.

- Qual foi exatamente o trabalho realizado por esta comissão no Equador?

O trabalho consistiu em auditar a maior quantidade de créditos concedidos pelos organismos multilaterais, a dívida comercial em quase sua totalidade, a dívida interna e a dívida bilateral. A maior delas é a dívida comercial, é a que também apresenta a maior quantidade de fraudes e cujos processos de reestruturação foram similares aos da Argentina.

- Quais as principais dificuldades para fazer esse trabalho?

- As dificuldades consistiram na negativa de funcionários do Banco Central do Equador no que diz respeito a dar os documentos necessários para o trabalho. Isso também houve entre os funcionários do Ministério das Finanças, com exceção da Economista Paula Salazar, que antes de renunciar como Sub-Secretária de Crédito Público, colocou à minha disposição uma grande quantidade de documentos. Agora com a mudança de Ministro e a presença da Dra. Wilma Salgado as condições mudaram substancialmente para melhor.

- Quais foram os resultados da Auditoria?

Alguns dos resultados nós já adiantamos ao presidente Rafael Correa, mas as últimas descobertas não posso ainda comentar, porque devemos primeiro entregar ao presidente. O que divulgamos foi a mostra de quais foram os mecanismos de contratação dos empréstimos, as ameaças, as pressões, a subserviência dos funcionários com os credores externos, a renúncia, nos contratos, a toda defesa do país, a submissão a clausulas ilegais e ilícitas. O fato de que a Procuradoria Geral do Estado não defendeu o Estado e apenas se limitou a assinar tudo o que escreviam os credores.

- Que significa para a América Latina essa auditoria feita no Equador?

Através de todos os elementos coletados, o trabalho do Equador vai mostrar documentadamente como se manejaram os credores, como se escreveram os convênios, quem foram as personagens que intervieram. Também mostrará como os bancos credores impuseram suas políticas financeiras e cobraram, várias vezes, aquilo que emprestaram. Ainda se poderá advertir e mostrar, com documentação, como foi se modificando o direito internacional para favorecer os credores. Este processo foi exatamente igual em toda América Latina, por isso, ao ler o trabalho feito no Equador, cada país poderá ver refletido nele o seu próprio processo. E digo isso porque intervieram os mesmos bancos, os mesmos advogados, a mesma estrutura operativa em todos os países latino-americanos.

- Que vai acontecer neste encontro na Noruega, em outubro?

O encontro em Oslo, que está sendo organizado pela Federação Luterana Mundial, a Igreja Luterana da Suécia e o Ministério de Relações Exteriores da Noruega, tem como objetivo fixar uma série de pautas jurídicas e políticas de como os países devem encarar esse endividamento, e os elementos legais que foram quebrados em toda essa contratação internacional. Trata-se então de fazer um pronunciamento que sirva de orientação para futuras ações que possam e queiram fazer os países endividados.

- Qual é o resultado prático deste trabalho? O não pagamento da dívida, a moratória, o quê?

O resultado prático é mostrar, a partir de documentos reservados e secretos até agora, quais foram os mecanismos utilizados pelos credores para endividar o Equador, e provar como os processos são similares nos demais países. Isso vai mostrar ao mundo o que até agora permanecia ignorado. Já no que diz respeito a decisão de não pagar mais a dívida, essa é uma faculdade exclusiva do presidente Correa, que creio, decidirá o que possa ser melhor, de acordo com as possibilidades do Equador, a oportunidade política e os apoios que possa obter no respaldo das ações que decida iniciar.

- Pessoalmente, para o senhor, que era um cavaleiro solitário nesta questão, o que significa este processo encerrado agora no Equador?

Este trabalho me deu a oportunidade de conhecer outras pessoas que também trabalham com a questão do esclarecimento da dívida. Existem investigadores exemplares como a brasileira Maria Luisa Fattorelli, da Auditoria Cidadã, a quem eu vi trabalhar incansavelmente durantes meses, submergida em milhares de documentos; Rodrigo Ávila, outro exemplar investigador brasileiro que viajou várias vezes ao Equador e muito nos ajudou, inclusive sem ligação formal com a auditoria, custeando as viagens com seu próprio dinheiro; Karina Saenz, atual diretora do Banco Central do Equador, que apesar de ter filhos muito pequenos ainda, colocou todo seu esforço para desentranhar os elementos fraudulentos dos créditos bilaterais. Pude ver a diferença enorme que há entre certas organizações que supostamente lutam contra a dívida, mas que só fazem ativismo conjuntural e viajam o tempo todo para repetir as mesmas coisas, sem ter o trabalho de examinar sequer um documento, e aqueles que - tal como nós - se metem nos arquivos, a ler documentos, a analisá-los e compará-los, podendo assim mostrar de forma concreta os mecanismos da fraude.


Elaine Tavares é jornalista no IELA - Instituto de Estudos Latino Americanos/UFSC

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Dez decretos presidenciais para os primeiros 10 dias na Casa Branca, segundo Michael Moore





Vitorioso Obama, Michael Moore têm algumas propostas a fazer. A primeira é que no dia 20 de janeiro de 2009, ele proponha “uma exemplar procissão de detidos que saia da ala oeste da Casa Branca, uma fila de homens – e também uma mulher – algemados e encadeados entre si que abandonem o edifício conduzidos por agentes do FBI”. “Os senhores Bush, Cheney, Rumsfeld, Rove, Wolfowitz, Abrams e outros – e a senhora Rice – não podem simplesmente ir embora. Falta demasiado dinheiro, foram destruídas demasiadas famílias e correu demasiado sangue pelas suas mãos.” Não podem simplesmente ter um processo político. Devem ser submetidos eles e seus crimes à ação da Justiça.

Porém Michael Moore tem algo mais a propor: dez decretos que Obama deve definir nos seus dez primeiros dias de governo:

1. Retorno do alistamento militar obrigatório. Alega que as guerras do Iraque e do Afeganistão teriam terminado há tempos, caso tivesse sido restaurado o alistamento obrigatório. A novidade é que se chamaria apenas a filhos dos 5% mais ricos do país. “Permitiríamos invadir um país que não representa nenhuma ameaça para nós, se nessa ação tivessem que morrer os filhos dos ricos?” Como eles gostam de seguir vivos, porque sua vida é boa. “Neste momento nosso exército conta com 1.372.905 soldados.” “Nos EUA há 1.305.675 jovens de famílias ricas em idade para alistar-se! Ou seja que só com os filhos dos ricos já teríamos umas forças armadas com praticamente o mesmo numero de efetivos atuais. Quem poderia estar mais motivado para ir ao Iraque e defender a pátria , senão essa mesma juventude que mais vai se beneficiar de toda a operação?”

2. Quem tente lucrar com a assistência de saúde será detido pelas forças da ordem. “Ir ao médico quando alguém está doente deveria ser um dos direitos humanos. É a nossa vida que está em jogo, da mesma forma que se nossa casa tivesse sido incendiada ou se fossemos vitimas de um delito. Da mesma forma que a proteção oferecida a qualquer cidadão pelos bombeiros e pela policia é completamente grátis e universal, a assistência de saúde deveria ser proporcionada GRATUITAMENTE PARA TODO MUNDO.” “...não será permitido que uma empresa obtenha lucros às custas da doença alheia”.

3. Proibir o xarope de milho com alto conteúdo de frutose. Para comercializar um excedente de produção de milho, Richard Nixon deu subsídios à produção de xarope de milho com alto conteúdo de frutose, altamente prejudiciais à saúde. Graças a ele os fabricantes de refrigerantes e de comida rápida puderam aumentar o dobro o tamanho do que produzem, multiplicando varias vezes a obesidade dos norte-americanos. “É o nosso napalm interno.”

4. Os norte-americanos não pagarão mais impostos que os franceses. “Teoricamente um casal de franceses com dois filhos paga em média 22% de seus rendimentos como imposto, enquanto que nos EUA um casal similar paga 19%, menos que os franceses.” Mas há uma enorme diferença entre o que têm direito uma família francesa e uma norte-americana. A francesa tem direito a:- assistência de saúde grátis;- creche infantil gratuita ou praticamente gratuita;- matrícula grátis no ensino universitário;- licenças maternidade com duração mínima de 4 meses, com salário integral;- férias obrigatórias de 30 dias, com salário integral;- licenças por doença sem limite de tempo com salário integral para todos os cidadãos.

Nada disso tem os norte-americanos, que gastam muitas vezes mais para ter acesso ao que os franceses tem direito gratuitamente, pagando por tanto muito menos impostos que os norte-americano, pelo que recebem de retorno.

5. Proibir todas as publicidades nos cinemas. “Em 2007 as salas de cinema ganharam 217 milhões de dólares com publicidade, 15% a mais que no ano anterior.” “Mas por que reservar a publicidade para os minutos prévios à projeção de um filme? Que tal se colocamos um anuncio de Pepsi todos os dias antes de começar as sessões do Congresso? Não se poderiam exibir os spots de Viagra numa tela antes das sessões da Broadway? Ou passar, antes da missa e aproveitando que os fieis estão congregados, algum produto da marca Victoria´s Secret?”

6. Derrotar a Al Qaeda e a próxima geração de inimigos dos EUA na base de construir poços? Não haveria forma de evitar que algum maluco faça algum atentado. “Nestes momentos existem no mundo mais de um bilhão de pessoas sem acesso a água potável e dois bilhões vivem sem qualquer tipo de saneamento. Um terço da população do mundo! Estas duas tragédias são a primeira causa de doenças e de morte no Terceiro Mundo.” “...garantiremos que todos os cidadãos do mundo tenham acesso a água potável e saneamento básico até 2020.” Custará 10 dólares por pessoa nos EUA e se estará fazendo o bem para todos eles.

7. A partir de agora, quando alguém disque o numero de informação telefônica, será atendido por uma pessoa do seu próprio lugar.

8. Conseguir que o sistema de proteção social estadunidense seja solvente até o século XXII fazendo com que os ricos paguem os que lhes corresponde. “...os ricos e os quase ricos NÃO PAGAM UM CENTAVO PARA A SEGURIDADE SOCIAL POR NADA DA RENDA QUE SUPERE OS 102.000 DOLARES.” “Se todos os estadunidenses – também os ricos – tivessem que pagar ao nosso sistema de proteção social 6,2% dos seus rendimentos, HAVERIA DINHEIRO SUFICIENTE NA SEGURIDADE SOCIAL QUASE ATÉ O COMEÇO DO SÉCULO XXII!”

9. Atualizar o juramento da lealdade. Que o juramento de lealdade passe a ser: JURO LEALDADE AO POVO DOS ESTADOS UNIDOS E À REPUBLICA QUE REPRESENTAMOS, UMA NAÇÃO QUE É PARTE DO MUNDO E EM QUE REINAM A LIBERDADE E A JUSTIÇA PARA TODOS.

10. HBO grátis para todos! “A HBO demonstra que nos EUA ainda sabemos fazer bem algumas coisas.”


(Do livro "O guia de Michael para presidente", no original. Mike for president!, na edição de Temas de Hoy, Buenos Aires, 2008.)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ainda Obama





A vitória de Obama é espantosa.
. A vitória de Obama é espantosa. . Foi preciso o neoliberalismo de Ronald Reagan-Margaret Thatcher-Pinochet-Fernando Henrique Cardoso ser enterrado na mesma vala em que se depositou o Muro de Berlim.
. Foi preciso que os Estados Unidos perdessem duas guerras – a do Iraque e a do Afeganistão.
. Foi preciso haver um presidente Bush, o mais impopular dos presidentes americanos, que explorou o medo como expediente eleitoral e construiu a coalizão mais reacionária da recente historia política americana.
. Foi preciso fazer a mais profunda intervenção estatal na economia americana para salvar Wall Street.
. Só assim, numa situação-limite, à beira do precipício, a sociedade americana foi capaz de eleger um negro, de esquerda, Presidente dos Estados Unidos.
. De forma esmagadora.
. Obama ganhou nos Estados Unidos inteiro: ele não é apenas um presidente da costa Leste (Nova York) e da costa Oeste (Califórnia).
. Ele É um presidente de todos os americanos.
. Em Nova York, onde foi a festa?
. No Harlem!
. A mensagem de inclusão política e social de Obama derrotou os Republicanos, e também o Establishment democrata, controlado pelo casal Clinton.
. Obama tem dois modelos à frente dele: Franklin Roosevelt e Jimmy Carter.
. Roosevelt assumiu em 1932, com a economia americana em frangalhos e se tornou um dos maiores presidentes americanos.
. Jimmy Carter sucedeu Richard Nixon, 1000 vezes mais inteligente que George Bush, e, mesmo assim, deposto depois do escândalo de Watergate.
. Carter assumiu como se fosse a vassoura que ia limpar Washington.
. Fez um governo medíocre e se tornou melhor ex-presidente do que Presidente, o que o Fernando Henrique Cardoso nem isso conseguiu ser: melhor fora do que dentro.
. Obama vai mostrar logo cedo se é Roosevelt ou Carter.
. Ao assumir no ponto mais profundo da Crise de 29, Roosevelt fechou os bancos por três dias – para ver quem comprava quem – e lançou um agressivo programa de intervenção estatal na economia, uma espécie de PAC + Bolsa Família, multiplicado por 100 – os “Cem Dias”
. Neste momento em que escrevo, 1H30 da manha, Obama vai ter maioria no Senado.
. Não será como o Presidente Lula, que não tem maioria no Senado, é repudiado pelo PiG, e tem que cortejar esse conjunto de mercadores reunidos no PMDB
. Obama tem o PiG ao lado dele (por enquanto ...).
. Pode, portanto, governar, imprimir a marca na Historia.
. Se tem maioria no Senado, pode mudar a inclinação do Supremo Tribunal Federal.
. Os brasileiros começam a se dar conta de que uma das – se não A mais importante – funções do Presidente da Republica é compor o Supremo.
. Num Supremo que, no momento, é presidido pelo Supremo Presidente, o empresário Gilmar Mendes, que, na verdade, reproduz no Supremo as crenças e os interesses econômicos (leia-se Daniel Dantas) de seus patronos – Fernando Henrique Cardoso e Nelson Jobim -, nesse Supremo, o Presidente Lula, por exemplo, teve a chance histórica de escolher 6 ministros em onze e construiu um dos Supremos mais conservadores da Historia da República.
. É bom lembrar que Carlos Alberto Direito não foi para o Supremo por decisão de Garrastazu Médici e seu Ministro da Justiça, Alfredo Buzaid, mas por Lula e Jobim.
. Obama vai poder refazer a construção conservadora de Bush no Supremo americano.
. No Brasil, só nos resta rezar ...
. Uma palavra final sobre as pesquisas de opinião pública.
. As pesquisas do IBOPE e do Datafolha e a forma como o PiG as analisa são um dos instrumentos do PiG para manipular a opinião publica.
. O simples fato de só haver duas instituições de pesquisa de opinião pública eleitoral - nos Estados Unidos houve mais de 700 !!! nessa campanha - já é uma demonstração da parcialidade do processo – do partido a que as pesquisas servem.
. SÓ, SÓ, SÓ no Brasil se leva pesquisa tão a sério.
. Como SÓ, SÓ, SÓ no Brasil se dá tanta importância à corrida de Fórmula 1 !!!
. É a mesma coisa: como manipular a opinião pública para tomar uma grana.
. As pesquisas e o PiG beneficiam o candidato conservador.
. A F-1 dá uma grana à Globo.
. As pesquisas de opinião pública erraram nos Estados Unidos: não previram a vitória de goleada do Obama.
. Especialmente a vitória ampla e indiscutível, tão cedo, no Colégio Eleitoral.
. Como no primeiro turno de São Paulo: o IBOPE e o Datafolha disseram que a Marta ia ganhar e não ganhou.
. As pesquisas são o que são: um flagrante.
. Duas horas da manhã: OBAMA É O NOVO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS !!!
. Eu Vi!
. Ninguém imaginou que a essa hora, duas horas da manha em Brasília, um negro pudesse ser considerado presidente dos Estados Unidos, tão cedo.
. Eu gostaria de estar no Grant Park, em Chicago, à beiro do lago Michigan onde já corri como pseudo maratonista.
. E re-encontrar Jesse Jackson, em prantos, ele que foi um dos pioneiros dessa batalha dos negros americanos, na geração pós-Martin Luther King Jr.
. E estar ali na multidão e dizer: EU VI!
. Ou entoar aquele canto de inspiração bíblica: Yes! We can!
. Obama não será um Lula.
. Obama não vai se eleger pela esquerda e governar pela direita.
. A proposta de Obama é outra: ele é presidente de TODOS os americanos!
. Hoje, no mundo inteiro, todos votaram em Obama!
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O link abaixo nos leva ao vídeoclip da música criada por Will.I.Am, do the Black Eyed Peas, que foi feita a partir de um discurso do presidente eleito dos EUA Barak Obama.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Presidente Obama






O senador em primeiro mandato Barack Obama, de 47 anos de idade, tornou-se na madrugada desta quarta-feira o primeiro presidente negro da História dos Estados Unidos, depois de derrotar o veterano senador republicano John McCain.

Obama conquistou a maioria no Colégio Eleitoral depois de vitórias cruciais nos estados da Pensilvânia, Ohio e Virgínia -- os dois últimos territórios tradicionais do Partido Republicano. No voto popular, o democrata tinha cerca de 51% dos votos, contra 48% para McCain. Mas a contagem ainda não tinha avançado em estados populosos, como a Califórnia.

O Partido Democrata avançou no controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos, dando a Obama folgada maioria no Congresso.

A vitória de Obama resultou de uma clara preocupação dos eleitores com a situação econômica dos Estados Unidos: 62% dos entrevistados em pesquisas de boca-de-urna se disseram preocupados com a crise que afeta o mercado financeiro e a economia real do país. Também pesou a baixa popularidade do presidente George W. Bush, com uma taxa de desaprovação de 78%. Dois terços dos eleitores que desaprovam Bush votaram em Obama.

Os primeiros números da apuração demonstraram que Barack Obama foi capaz de formar uma coalizão reunindo os eleitores negros, a grande maioria dos hispânicos e uma fatia considerável dos eleitores mais jovens e mais educados.

Ele conseguiu redesenhar o mapa eleitoral dos Estados Unidos ao avançar sobre estados tradicionalmente republicanos, como a Flórida, Nevada, Colorado e Novo México.

Barack Obama se elegeu com uma plataforma claramente liberal em um país que foi governado por presidentes de direita ou de centro desde que Ronald Reagan assumiu o poder pela primeira vez, em 1980. Ele prometeu fechar a prisão de Guantánamo, retirar as tropas americanas do Iraque em 18 meses e criar um sistema nacional de saúde.

Mas as primeiras medidas do presidente eleito devem ser na área da economia. Obama prometeu aprovar um novo pacote de estímulo que incluirá cortes de impostos e incentivos à indústria dos Estados Unidos.


Pensilvânia: o início da festa


Quando as emissoras de televisão dos Estados Unidos fizeram a projeção de que Barack Obama venceria no estado da Pensilvânia os partidários do democrata, reunidos em um parque em Chicago, começaram a festejar.

O estado era essencial para a estratégia do republicano John McCain de virar o jogo. Sem a Pensilvânia a matemática para uma vitória do republicano se tornava quase uma impossibilidade, ainda que as apurações estivesssem apenas começando.

A apuração inicial em vários estados americanos mostrou que McCain teve menos votos em regiões rurais do que George W. Bush em 2004. Enquanto isso, Barack Obama tinha performance superior à de John Kerry em áreas urbanas.

O democrata liderou as primeiras horas de apuração na Flórida e na Carolina do Norte, outros estados considerados decisivos.


Na Agência de Notícias Carta Maior alguns artigos que pode contribuir para refletirmos de como deve ser o novo presidente norte americano, bem como o papel das esquerdas frente ao declínio do império americano no mundo.



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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Novidade na blogosfera


Ele não estava lá. Estou me referindo a um link de um blog e a um local. Mais precisamente estou falando do link para o blog de Luís Nassif, na minha primeira tentativa de manter um blog pessoal. Foi uma experiência interessante, mas que não dei prosseguimento com aquele endereço (STRAVASUS) por causa de um problema técnico. Não conseguia acessar minha conta para novas postagens. Então acabei criando o Pimentus, na qual tento manter uma certa regularidade nas postagens, além de me esforçar em exercitar minha redação.

Quero falar hoje sobre a Comunidade do blog de Luís Nassif (Lá no Stravasus não havia um link para o blog dele, mas aqui no Pimentus há).

O blog de Luís Nassisf tem uma audiência tremenda, talvez por abordar diversos temas que não se resume numa única postagem. Provavelmente deve ter alguém profissionalizado para tocar aquele projeto. Que foi crescendo a ponto de montarem uma estrutura para dar mais interatividade aos freqüentadores do blog. Este estouro de audiência se deu depois que Nassif apresentou, em pílulas, através de seu blog, o Dossiê Veja. Uma série de textos onde ele denunciava os interesses da direção da Editora Abril, que produz a revista Veja. Vale a pena conferir.

Pois bem, esta comunidade do blog de Luís Nassif, dispõe para qualquer frequentador, desde que o mesmo faça um cadastro, ter acesso a textos, vídeos e fotos de quem se dispõe a produzir ou simplesmente transportar algo da net para aquele local. É possível também deixar recado para os membros num mural, abrir um tópico de discussão, além de administrar o seu perfil.

A interatividade do novo site é bem atraente, pois leva o internauta a deixar de ser um mero espectador do blog para ser um coadjuvante na produção de conteúdos.
Acesse o blog de Luís Nassif pelos links contidos neste texto ou simplesmente utilize os que disponibilizo abaixo. Vale a pena conferir a nova página deste blog que estamos falando.

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domingo, 2 de novembro de 2008

Para entender a crise financeira - The Last Laugh - Subprime

Para ver melhor este vídeo, desligue antes a estação musical à esquerda da página, logo abaixo.

O vídeo acima é uma comédia séria. Se é que existe algo parecido com isso.

De maneira bem humorada o vídeo explica o que é esta crise subprime que vem acometendo o mundo capitalista. O vídeo já está circulando já algum tempo na net, mas somente alguns dias atrás que o descobri.

O Humor inglês não é tão diferente assim do humor brasileiro.Achei mais interessante a ironia com que os comediantes tratam o episódio em questão, evidenciando o quanto estapafurdio é esta ciranda financeira que põe boa parte do planeta em risco profundo. É o capitalismo em uma de suas vertentes.

Espere carregar o vídeo antes de fazê-lo tocar.