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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Resultado Eleições Municipais 2º Turno 2008


Segue abaixo o resultado das 30 cidades brasileiras que disputaram o 2º Turno nas eleições deste ano de 2008. Faremos uma análise ainda esta semana, posterior a minha viagem que estou fazendo a partir de hoje.

Estou usando como fonte de notícias o Portal de notícias da Globo. Isso se fez por causa da praticidade em colar as informações com seus respectivos links dos resultados.

Anápolis
Antonio Gomide (PT)
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Bauru
Rodrigo Agostinho (PMDB)
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Belém
Duciomar Costa (PTB)
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Belo Horizonte
Marcio Lacerda (PSB)
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Campina Grande
Veneziano (PMDB)
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Campos
Rosinha Garotinho (PMDB)
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Canoas
Jairo Jorge (PT)
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Contagem
Marilia Campos (PT)
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Cuiabá
Wilson Santos (PSDB)
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Florianópolis
Dário (PMDB)
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Guarulhos
Almeida (PT)
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Joinville
Carlito (PT)
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Juiz de Fora
Custódio Mattos (PSDB)
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Londrina
Antonio Belinati (PP)
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Macapá
Roberto Góes (PDT)
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Manaus
Amazonino Mendes (PTB)
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Mauá
Oswaldo Dias (PT)
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Montes Claros
Tadeu (PMDB)
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Pelotas
Fetter (PP)
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Petrópolis
Paulo Mustrangi (PT)
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Ponta Grossa
Wosgrau (PSDB)
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Porto Alegre
José Fogaça (PMDB)
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Rio de Janeiro
Eduardo Paes (PMDB)
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Salvador
João (PMDB)
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Santo André
Dr. Aidan (PTB)
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São Bernardo do Campo
Luiz Marinho (PT)
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São José do Rio Preto
Valdomiro Lopes (PSB)
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São Luís
João Castelo (PSDB)
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São Paulo
Gilberto Kassab (DEM)
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Vila Velha
Neucimar Fraga (PR)
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Acertos e erros das esquerdas na eleição


Por Altamiro Borges


As forças de esquerda que apóiam o governo Lula, seja de forma incondicional ou com posturas mais críticas, saíram-se bem no primeiro turno das eleições. O PT, com as suas várias tendências internas, foi o partido que mais cresceu. Dos atuais 391 prefeitos, pulou para 548, venceu em seis capitais e disputará em outras três. O PCdoB elegeu 39 prefeitos (em 2004 fez só 10), reelegeu o prefeito de Aracaju e concorrerá em São Luiz. O PSB pulou de 214 para 309 prefeitos, reelegeu dois em capitais e disputará outras três. E o PDT, mais acuado, subiu de 311 para 344 prefeitos.

Com base na crescente popularidade do presidente Lula e também nas experiências positivas de algumas administrações, além de outros fatores, o PT retomou sua trajetória eleitoral ascendente, recuperando-se da grave crise vivida em 2005-2006. Já o PCdoB, com a sua tática eleitoral mais ousada, apareceu com fisionomia própria em cidades-chaves, projetou lideranças e se cacifou na disputa pela hegemonia. E o “bloco de esquerda”, unindo por PSB, PDT e PCdoB, ganhou maior musculatura e pode exercer um papel mais incisivo na sua relação com o PT e o governo Lula.

Esforço para derrotar a direita

Na justa batalha por se firmar no cenário político, os partidos de esquerda nem sempre estiveram unidos nas disputas municipais. No geral, porém, predominou o bom senso nas alianças visando evitar vitórias da oposição liberal-conservadora. Este esforço garantiu, por exemplo, o apoio do PT aos comunistas em Aracaju e São Luiz. Já o PCdoB retirou as suas candidaturas próprias para impulsionar candidatos petistas mais bem situados em várias capitais. Sem esta conduta madura e unitária seria bem mais difícil a situação de Walter Pinheiro (BA) e Marta Suplicy (SP), só para citar dois casos emblemáticos. A união em Salvador ajudou a “dar uma surra” em ACM Neto.

No caso de Porto Alegre, era indispensável a prova das urnas. As duas candidatas estavam bem posicionadas nas pesquisas, mas a eleição confirmou a força do PT gaúcho. Mesmo assim, vale registrar as baixarias cometidas pela campanha petista, arranhando a unidade das esquerdas. Já em Florianópolis ficou patente a postura hegemonista do PT, que optou por um candidato com pouca densidade eleitoral e, com isso, foi culpado pela esquerda não ir ao segundo turno. O caso mais grave de divisão das esquerdas, porém, ocorreu no Rio Janeiro, a estratégica capital carioca. Nela se cometeu um verdadeiro crime político, com graves conseqüências no futuro.

A tragédia do Rio de Janeiro

Não faltaram alertas de que a fragmentação das esquerdas cariocas poderia resultar na vitória da direita. O próprio presidente Lula sugeriu ao PT o apoio à comunista Jandira Feghali, mais bem posicionada para a disputa. Outras lideranças petistas, como o ex-ministro José Dirceu, também tentaram viabilizar esta aliança. O PCdoB retirou a sua candidatura em São Paulo como prova do empenho nesta costura. Mas todo o esforço foi em vão. Vingou a visão partidista e hegemonista mais tacanha. O PT, além do PSOL e do PDT, bancaram candidatos sem condições de disputa. Resultado: um peemedebista com passado de direita e um tucano-verde estão no segundo turno.

O renomado intelectual Emir Sader lamentou o desfecho. “Mais uma vez os cariocas de esquerda ficam sem candidato no segundo turno e a cidade é entregue à direita. Responsabilidade grave da esquerda realmente existente, que não soube estar à altura do Rio de Janeiro, parecendo que tem mais amor as suas candidaturas e seus partidos do que à cidade, que pede aos gritos um governo de esquerda... Quem não se deu conta que a candidata Jandira Feghali era a melhor colocada para chegar ao segundo turno demonstrou grave desvinculação da realidade”. Ele não vacila em tecer duras críticas ao PT, mas também ao PSOL, PDT e PCB, culpando-os pela vitória da direita.

No mesmo rumo, o blog “Amigos do presidente Lula” também postou o seu desabafo. “Por falta de visão, o PT deixou de se aliar com Jandira Feghali (PCdoB) no primeiro turno. Jandira já foi candidata à prefeita em 2004 e teve mais votos do que Jorge Bittar, do PT. Ela foi candidata ao Senado em 2006. Perdeu no interior, mas foi a mais votada na capital. Já tinha uma candidatura com forte base eleitoral construída. Se Alessandro Molon (PT) fechasse a coligação com Jandira, ela teria mais tempo na TV e cresceria na disputa”. Mas o PT preferiu lançar candidato próprio e agora terá que optar entre Eduardo Paes, o “menos pior”, e o tucano-verde Fernando Gabeira.

O fiasco da “frente de esquerda”

Ainda no campo das esquerdas brasileiras, vale analisar o desempenho do PSOL, PSTU e PCB, que promovem uma oposição frontal ao presidente Lula, desconsiderando a atual correlação de forças no Brasil e na América Latina e a natureza hibrida deste governo. Na eleição presidencial de 2006, os três partidos montaram a chamada “frente de esquerda”, que ficou em terceiro lugar com a candidatura da ex-senadora Heloísa Helena e conquistou mais 6,5 milhões de votos. Já nas eleições municipais deste ano, a aliança implodiu devido a inúmeras divergências de projeto. Ela só vingou em onze capitais; no restante, o tiroteio entre os três partidos foi intenso e fratricida.

Para sair do isolamento, o PSOL optou por uma tática mais ampla de alianças. Até o Movimento Esquerda Socialista (MES), da deputada Luciana Genro, aliou-se com PV, que em vários estados integra a oposição liberal-conservadora – em São Paulo, por exemplo, apóia o demo Kassab. Já o PSTU, totalmente avesso às alianças, espinafrou o seu antigo parceiro. Num documento público, criticou a direção do PSOL, que “realiza coligações com os partidos burgueses, que inclusive integram a base de sustentação do governo Lula”. O PCB, por sua vez, manteve a sua trajetória errática e preferiu demarcar posições, lançando candidatos próprios e sem densidade eleitoral.

A ausência de tática política

O resultado final deverá gerar acirrados debates no interior dos três partidos. O PSOL, que teve enorme visibilidade na sucessão presidencial, não elegeu prefeitos e fez apenas oito vereadores em capitais. Heloísa Helena, símbolo da “frente de esquerda”, teve 29 mil votos e será vereadora em Maceió. Já o PSTU não elegeu sequer vereadores. Até agora, o seu site não divulgou balanço crítico da sua campanha. E o PCB retrocedeu, perdendo alguns mandatos. Prevendo o desastre, a sua executiva nacional emitiu um comunicado enigmático: “Independentemente dos resultados matemáticos e eleitorais dos nossos candidatos, a nossa campanha foi vitoriosa politicamente”.

Outro importante setor de esquerda, não partidário e inserido nos movimentos sociais, optou pelo abstencionismo. O MST, por exemplo, desautorizou seus militantes a se candidatarem. Ricardo Gebrim, da Consulta Popular, critica os partidos de esquerda que investem no processo eleitoral. Para ele, as eleições despolitizam a sociedade e só “discutem no âmbito administrativo, do tipo construir pontes... Não houve, nesta campanha, a discussão sobre projetos de governo”. O risco desta análise, feita por lutadores combativos, é que ela desarma a militância, não dá alternativas táticas e reforça o ceticismo. Desta forma, joga os movimentos sociais no isolamento político.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Financiamento público eleitoral, adote esta idéia


A corrida eleitoral já começou. Não importa o lugar do Brasil, é "santinho", carro de som, muro pintado e cabos eleitorais afinados com o discurso do candidato. Não bastasse isso, devido a conveniência de quase todos, letrinhas de partidos que antes não se bicavam, agoram andam de braços dados. Grandes inimigos já alguns anos, PSDB e PT em diversos lugares se enamoram. Talvez pq o objetivo fale mais alto, mesmo que o discurso e a prática não sejam o mesmo. Ou é?!
O mais interessante dessa história é que as eleições municipais é um preâmbulo das eleições nacionais daqui há dois anos. Se o PT conseguir atingir seus objetivos e eleger as mais de 80 cidades, que acreditam ser importantes, sua direção acredita que o presidente Lula irá fazer seu sucessor. Estarão conquistando as bases para a pavimentação até o planalto novamente. Se não o fizer, seu principal adversário (PSDB) poderá chegar com força total. Contando também com o apoio tradicional da mídia corporativa. Que quando não está ocupada em impingir toda desgraça ao atual governo, se preocupa em esconder o rabinho de elefantes dos tucanos em diversas paragens.


O processo eleitoral brasileiro não me parece tão democrático assim. Como dizem alguns amigos marxistas, a democracia burguesa é uma espécie do "reino do faz de conta". Os candidatos remaqueiam os discursos manjados (corrupção, moralismo, hora de renovar, etc.) Mas se embrenham a procurar financiamento para suas candidaturas, justamente com quem sempre tirou proveito desse sistema. Os capitalistas. De empresários a latifundiários. Todos tem a seu dispor, da esquerda moderada aos direitistas tradicionais.
Com o pires nas mãos, rodeiam os corruptores a procura de recursos financeiros. No final, o discurso e a defesa de um sistema democrático, onde se busca mais isenção do homem público frente aos seus deveres perante a sociedade, são completamente esquecidos. Principalmente quando procurados pelos seus financiadores querendo, obviamente, sua parte no cunhão.


O financiamento público de campanhas eleitorais iria diminuir consideravelmente essa promíscuidade entre o candidato e seus finaciadores. Primeiro pq estes financiadores estariam proibidos de financiá-los. Segundo, devido a natureza dos recursos, não só a sociedade, mas os próprios adversários estariam se fiscalizando mutuamente. Tentando garantir que ninguém mais utilize aquilo que lhes foi deixado disponível para usar durante a campanha.
Acompanhem um pouco mais sobre este assunto nos links abaixo.


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