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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Breve história da Bolívia e de Evo Morales

Para ver melhor este vídeo, desligue a estação musical do blog, a direita da página.

Saiba um pouco mais sobre a história da Bolívia nestes últimos tempos. Assim, creio, é possível fazer-mos um julgamento crítico de como nossa mídia vem tratando a situação em que a elite reacionária da Bolívia insulfla a população boliviana contra um governo eleito democraticamente usando de todos os subterfúgios possíveis.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A Bolívia em disputa


A luta de classes, muito bem explicada por Marx e Engels não é coisa do passado. Mesmo que a todo momento não percebemos uma ou outra "insatisfação" dos trabalhadores que lutam para sair do refluxo das lutas sindicais muito pouco incipiente nos dias atuais. Ainda mais quando nossa mídia faz a cobertura jornalística dessas lutas, sempre de maneira negativa. Essas lutas de classe não vem acontecendo apenas Brasil. Apesar de que elas são perceptíveis apenas nos sindicatos combativos, que se esforçam para conscientizar as bases da categoria frente a exploração do trabalho pelo capital. No mundo, acredito que esta situação seja mais emblemática na Bolívia. Que ultrapassa a luta imediata sobre salário e condições deste, mas de poder.

Por séculos nas mãos de uma elite reacionária e racista. E quando esta perde o jogo, organizado e arbitrado por ela, tentam de diversas maneiras permanecer no poder. Tentando manter esta estrutura de exploração. Foi assim com a eleição de Evo Morales na Bolívia. Após o referendo, ilegal, promovido em Santa Cruz pela elite daquela região e entrincheirada no poder daquele departamento, não foi reconhecido por nenhuma instância internacional multilateral. O pleito teve mais 40% de abstenções e apesar disto, a imprensa daquela província, nas mãos da elite reacionária, sustentam números de 86% de "aprovação." As informações que tenho é que o índice de abstenção foi maior do que as duas últimas eleições realizadas ali. Tenho absoluta certeza de que se não houvesse apoio político internacional o Presidente Evo Morales já teria caído.

Governos eleitos democraticamente tem de se submeterem a um jogo desigual, já que boa parte das instâncias políticas e instituições permanecem nas mãos de quem sempre ocupou o poder. Sempre foi assim. Sempre será?

Acompanhem mais a situação do que vem ocorrendo na Bolívia clicando nos links abaixo.


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Especial Brasil de Fato; A Bolívia em disputa

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O desrespeito do governo americano em relação a soberania da Bolívia

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quinta-feira, 15 de maio de 2008

Guerrilha do Araguaia - As Faces Ocultas da História - Trailer

Para ver melhor este vídeo, desligue a estação musical do blog, a direita da página.

Navegando pela internet descobri o trailer do documentário Guerrilha do Araguaia - As Faces Ocultas da História.

A história é um importante fator de consciência política e histórica que é imprescindível para sermos um ser humano cada vez melhor e comprometido com valores universais do ser humano.

Leia um pouco mais sobre o documentário abaixo e depois veja o trailer, que contribuirá para entender um pouco mais sobre a história do Brasil que muitas vezes tentam esconder "atrás da porta".

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo divide-se: capitalista ou comunista, e vê-se perdido no terror psicológico dessas duas ideologias - é a guerra fria.

No início dos anos 60 vivia-se um ambiente revolucionário, com uma nova onda do comunismo espalhando-se pelo mundo. No Brasil, o PCB divide-se. A ala mais radical resgata a sigla PC do B, faz a opção pela luta armada e alia-se à China. A região escolhida para a implantação da guerrilha rural é o Bico do Papagaio, mais precisamente as margens do rio Araguaia, à época uma das regiões mais isoladas do país. É para lá que são enviados militantes, a partir de 1967. O endurecimento da ditadura militar, com a instauração do AI 5, em 1968, leva para a luta armada muitos militantes, em especial estudantes jogados na clandestinidade. Eles constituirão a maioria dos quadros guerrilheiros.

“Guerrilha do Araguaia - As faces Ocultas da História” revela a verdadeira face da história, tentando trazer à luz aquilo que foi escondido pelos militares e pelo comando da guerrilha, neste episódio cheio de mistérios e silêncios, onde 59 guerrilheiros enfrentaram 10 mil militares durante 2 anos de luta, na maior operação militar brasileira desde a Segunda Guerra Mundial.

Ficha Técnica
Duração: 55 minutos
Ano: 2007
Direção: Eduardo Castro
Co-produção: Eduardo Castro – Ana Cristina Evangelista / Idéia Produções / TV Brasil Central

Pólo DOCTV Goyaz

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Entrevista com relator do Projeto de Lei 29/2007


Volto a fazer menção a discussão da PL 29 porque acredito que quanto mais nos familiarizarmos com o assunto, melhor compreensão do que está acontecendo teremos.

Fazendo minhas pesquisas pela internet descobri a entrevista do Deputado
Jorge Bittar- PT, relator do Projeto de Lei 29/2007. A entrevista foi realizada para o canal Record News, que, diga-se de passagem, tem dado um banho de Jornalismo no canal de notícias das organizações Globo, condicionada a ficar filtrando notícias negativas que venham comprometer os governos tucanos do passado e presente.

Acompanhem, através dos links abaixo, a entrevista do parlamentar que, além de ser esclarecedora, é muito pedagógica.

Entrevista 1ª parte Relator PL 29/2007 Deputado Federal Jorge Bittar PT

Entrevista 2ª parte Relator PL 29/2007 Deputado Federal Jorge Bittar PT



Mais links interessantes;
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http://www.jorgebittar.com.br/
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domingo, 11 de maio de 2008

Programação de conteúdo nacional e de qualidade


É isso que esperamos no Projeto de Lei 29 que está no Congresso e que em breve entrará em votação. Muitos não sabem, mas essa iniciativa vem de encontro ao fomento de produções nacionais de programas de tv para canais por assinatura.

Quem não tem tv por assinatura talvez não tem a mínima idéia para que serviria uma lei exigindo programação mínima de conteúdo nacional. Mas quem tem, certamente está recebendo apenas uma campanha orquestrada pelas operadoras de Tv por assinatura, através de sua representante a ABTA. Que não quer que suas afiliadas se vejam obrigadas a exibir esse tipo de programação com um pouco mais de conteúdo nacional. Apresentam uma campanha demagógica nos canais de tv, jornais e revistas. Dizendo que isso tiraria a liberdade do telespectador escolher aquilo que quer. Já não chega o lixo cultural a que somos submetidos pelas produções estrangeiras nesses canais e que, muitas vezes, são copiadas para as emissoras de tv aberta?!

Posso afirmar com absoluta certeza que me sinto tremendamente insatisfeito com a operadora de TV por assinatura Você TV, que presta serviço pra mim. Ela não oferece os canais básicos, gratuitos que há em toda operadora que pesquisei. Os canais da TV Câmara, TV Senado, da Assembléia, da Justiça e das TVs Educativas me são negadas como a todo cliente da operadora. Um absurdo. Se elas podem ter esse "direito" de sonegar uma programação de conteúdo nacional, também tenho direito como cidadão exigir que meu parlamentar vote a favor dessa iniciativa.

Se o projeto de Lei 29/2007 for aprovado, não quero ver elas (operadoras de tv por assinatura) correrem fora de suas obrigações como acontece hoje em outras questões.

Veja os links abaixo e fique mais por dentro. Esta é uma luta que deve ser de todos.

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As mentiras da ABTA (Associação Brasileira de TVs por Assinatura)
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"Detalhes" podem reduzir impacto das cotas para produção nacional
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A campanha demagógica
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As migalhas da TV por assinatura
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Abismo entre produção independente e emissoras de TV aberta
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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Críticas - de direita e de esquerda - ao governo Lula - por Emir Sader


Em noite inspirada o mestre e doutor Emir Sader, escreveu um texto muito interessante em seu blog a respeito das diversas críticas que o atual governo federal recebe dos dois espectros políticos. Achei tão interessante que vou disponibilizar o texto aqui no Pimentus.

Apesar de ser longo, o texto nos faz refletir qual seria o propósito coerente delas. Já que há muitos paradoxos entre alguns pensamentos e outros. Que fundamentos poderiam ser usados para extraficar as diversas nuances que essas críticas contém?

Leiam o texto abaixo ou acompanhem-no diretamente de seu blog clicando
aqui;

Críticas - de direita e de esquerda - ao governo Lula

O governo tem sido alvo de muitas críticas e elogios, de direita e de esquerda, contraditórios entre si, de forma alternada e, às vezes, simultânea. A virulência com que a direita critica e os massivos meios monopólicos de comunicação com que ela conta, provocam tanto uma defesa exacerbada de quem tem críticas, como a impressão de que essas posições são compartilhadas por muita gente na sociedade.

As pesquisas de opinião têm desvendado, cada vez mais, a esplêndida solidão dos Frias, dos Marinhos, dos Civitas, dos Mesquitas e seus funcionários. Eles seguem definindo, neuroticamente, a pauta que deveria ser a do país. Tomemos os últimos anos e nossa história seria uma cadeia de escândalos do governo, de não menos de 10, primeiro duravam meses, depois semanas, outros esboçam viver e morrer no nascedouro. São decadentes, mas se aferram a seus venenos, como bichos prensados contra a parede, desesperados pela sua impotência. Fazem a contagem regressiva para 2010, nervosamente.

Suas críticas são tipicamente as da direita, as mesmas que compartilham com o bloco tucano-pefelista: menos Estado – o que significa, para eles, não menos financiamentos privados, isenções, mas menos contratações de pessoal, menos gastos com políticas sociais, menos impostos; trocar a integração latino-americana e com o Sul do mundo, por aquela tradicionalmente submissa com o Norte; nenhum tipo de regulamentação estatal, nem no mercado de trabalho, nem na política de comunicações, nem na circulação de capitais; mais privatizações. Sua utopia se realizava no governo FHC, com quem se identificaram plenamente. Gostam de qualquer candidato que derrote Lula ou tire votos de quem seja o candidato mais forte a dar continuidade ao seu governo.

Prefeririam um neoliberal ortodoxo, como foi Alckmin, não gostam de certos tons desenvolvimentistas que Serra ainda poderia ter como herança, mas tem a garantia, pelos seus governos na prefeitura e no governo do estado, que atende a todas as demandas do grande empresariado, que é adepto de seguir as privatizações, de diminuir o tamanho do Estado, de diminuir impostos, de favorecer aos investimentos brancos, de não colocar obstáculos à especulação financeira.

É fundamental situar essas posições, para que críticas de esquerda não se confundam com elas, porque estas são absolutamente contraditórias com aquelas. Cito um caso de confusão entre as duas, que favorece a direita: na discussão sobre a CPMF, na versão final da proposta, se tratava do que a esquerda deveria pregar: um imposto difícil de ser sonegado, pago por quem dispões de mais recursos e todo ele para a saúde pública. Tudo o que a direita não quer: tributação sobre os mais ricos, que não podem contornar e que vai para políticas sociais. O senador do Psol votou contra, cometendo um grave equívoco, somando-se à direita e ajudando a confundir ainda mais o quadro de polarização entre direita e esquerda.

Há outros casos, mas este é mais recente e mais significativo, porque muito caro à direita: menos impostos, menos Estado e tratar de brecar as políticas sociais do governo – considerando que diminuiriam o prestígio do governo Lula e dificultariam a eleição de um sucessor seu. Tomam o governo Lula como inimigo fundamental, não se importam de se somar à direita para atacar o governo, aceitam a polarização entre governo/oposição, tem em comum com esta a vontade de enfraquecer o governo, de qualquer forma, pela consciência de que se o PT não desaparecer, não terão possibilidade alguma.

Em lugar de ser um crítico de esquerda, que apóia o que governo tem de esquerda – como veremos na segunda parte deste artigo, entre outros, a política externa, a política social, a política cultural, etc. -, atacam tudo e rifaram a possibilidade de construir uma alternativa à esquerda do PT, ficando relegados à intranscendência política.

Seria preciso assumir que o governo tem aspectos elogiáveis e outros condenáveis, do ponto de vista da esquerda. Qualquer simplificação leva a erros imensos, seja o de buscar justificativas de esquerda para a política econômica – uma verdadeira quadratura do círculo -, seja a condenar o governo como o inimigo fundamental da esquerda, o que leva a somar-se com a direita.

As ambigüidades do governo são inúmeras e o próprio Lula afirma que nunca os ricos – e aqui é preciso dizer, antes de tudo os bancos – nunca ganharam tanto e nunca os pobres melhoraram tanto de vida. Condenável a primeira, elogiável a segunda. Uma não é condição da outra, ao contrário, quanto mais ganhe o pior capital possível – não cria bens, nem empregos, chantageia com ameaças de forjar crise com fugas, etc -, menos recursos para impulsionar o desenvolvimento, criar riqueza, gerar emprego, aumentar os recursos para políticas sociais, etc.

Essa a primeira grande crítica que o governo merece da esquerda: não rompeu com a hegemonia do capital financeiro – na sua modalidade especulativa – e, ao contrário, lhe deu continuidade e consolidou a independência, de fato, do Banco Central, expressão política e institucional dessa hegemonia. Os juros remuneram ao capital financeiro, da mesma forma que os lucros ao produtivo e os salários à força de trabalho.

Manter as taxas de juros mais altas do mundo, atraindo o pior tipo de capital, não cobrar-lhe impostos para que circulem livremente para dentro e para fora do país, dar autonomia para que sua representação direta no governo defina uma variável fundamental para a economia do país, mas também para os recursos para políticas sociais, é um erro que tem que ser reiteradamente criticado pela esquerda. Mas como toda esquerda politicamente séria, não apenas crítica crítica e dogmática, é preciso apresentar alternativas e elas existem, recentrando a economia nos investimentos produtivos e as políticas sociais na criação de empregos.

Outro aspecto que merece crítica é a aliança com o grande capital exportador, especialmente o do agronegócio, seja pela forma de exploração da terra, seja pelo seu caráter monopólico, seja pela utilização de trangênicos, seja porque se voltam para a exportação e de um produto como a soja, com todas suas implicações negativas. Além de que inequivocamente essa aliança está na base da não promoção – que deveria ser central em um governo de esquerda – da economia familiar e da segurança alimentar, assim como do avanço totalmente insuficiente da reforma agrária.

Um terceiro aspecto central do governo, que deve ser objeto de crítica da esquerda, é a não caracterização dos EUA como cabeça do imperialismo mundial, com todos os danos que causa à humanidade, a começar pela política de “guerras infinitas”. O Brasil não pode se relacionar com os EUA como se fosse apenas um país rico, tem que levar em conta que é a cabeça do bloco imperialista que, de todos os pontos de vista – econômico, financeiro, tecnológico, político, militar, ideológico, mediático – representa o que de pior tem o mundo hoje, responsável pela concentração de renda, pelas políticas de livre comércio, pela miséria, pela degradação ambiental, pelas guerras, pela especulação financeira, pelos monopólios da mídia, pela propaganda de um estilo de vida mercantilista, etc, etc. Não tomar o imperialismo como referência central no mundo de hoje leva a cometer graves erros e a correr sempre riscos de se deixar levar pelas políticas do império.

Poderíamos acrescentar outros aspectos, como a repressão e não o incentivo a rádios comunitárias, o atraso (se bem que agora com uma boa posição no caso de Rondônia) sobre a delimitação das terras indígenas, a não abertura dos arquivos da ditadura.

Esta a primeira parte do artigo, a segunda, com os aspectos positivos do governo, que deveriam ser apoiados e incentivados pela esquerda, vem em seguida. Mas também com os elogios da direita, contraditoriamente distintos do da esquerda.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Um "cala boca" legal


Você assistiu o depoimento da Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff no Senado? Eu não. Mas estou me deliciando com o que estou encontrando nos jornais e sites de notícias sobre a maneira com que ela respondeu ao senador fanfarrão Agripino Maia. Aquele senador da oposição que fica esperneando no senado para chamar a atenção. Pois é, o dito quis colocar saia justa na Ministra e foi ele quem saiu sem as calças de lá.

Acho interessante abordar um pouco o do pq desta maneira vilipendiosa de fazer oposição. O senador, bem como seu partido, o DEMo, são históricos representantes do "liberalismo brasileiro". Do capitalismo arcaico, parecido com o início do capitalimo e término do feudalismo na Europa. Digo isso para ser mais exato. Essa turma tem a idéia fixa de Estado mínimo, acreditam que o mercado é a solução pra tudo.
Historicamente, torcem e mantém a estrutura que vivemos em nossa sociedade. Esse partido, do senador obtuso, tentou fazer uma "remodelagem" na roupagem que ostentam. O que era antes PFL agora "virou" Democratas (DEMo). O "o" é opção nossa em dar um toque personalizado na sigla, para deixá-la mais transparente e revelar com quem de fato esse bando tem compromisso.

O que de fato me chamou a atenção, no assunto em questão, foi a maneira com que a Ministra se comportou no depoimento que teve de fazer naquela casa. Sabia que iria encontrar senadores extremamente ansiosos por tentar pegá-la em algum deslize. Usaram de tudo para tentar desestabilizá-la, inclusive resgatando afirmações dela sobre quando viveu lutando na ditadura. Sua serenidade e objetividade deixaram os senadores da oposição desarmados. Restando apenas esperniarem após o depoimento dela no senado para imprensa, onde eles têm palanque garantido pela nossa mídia golpista.

Saiba mais, muito mais pelos links abaixo;
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quarta-feira, 7 de maio de 2008

A luta pela Democratização da Comunicação


Quero dizer aos fiéis leitores do Pimentus que este blog apóia toda e qualquer iniciativa que vise a democratização dos meios de comunicação.
Apesar de não ser uma singularidade neste continente, a democracia, de fato, não chegou a esses meios em nossa sociedade. E diversas entidades, movimentos da sociedade civil e partidos políticos têm-se esmeirado em tocar pra frente essa luta pela democratização desses meios que deve ser de todos. Nesse sentido, o Forum Nacional pela Democratização da Comunicação irá realizar sua 14ª plenária na cidade de Brasília. Confira;

Para estimular e ampliar a participação dos Comitês Regionais, e das demais entidades interessadas, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) prorrogou para o dia 12 de maio os prazos referentes às inscrições à XIV Plenária Nacional da entidade. O evento acontecerá nos dias 16 e 17 de maio, em Brasília/DF.

Assim, até a próxima segunda-feira, poderão ser feitas inscrições de delegados e observadores, associação de entidades nacionais e regionais, registro de Comitês Regionais e inscrição de Teses e Propostas de Resoluções. No dia 14 de maio, será divulgada a lista oficial das entidades nacionais, Comitês Regionais, inscritos e habilitados a participar da XIV Plenária, bem como será feita a distribuição eletrônica das Teses e Propostas de Resoluções.

Conforme já divulgado, as Teses devem ter como base a proposta temática do FNDC para a Conferência Nacional de Comunicação, tema da XIV Plenária.

Todas as datas já foram atualizadas nas instruções sobre a XIV Plenária.
O Fórum é uma importante instância de luta e organização de nossa sociedade para pressionar o governo a implementar políticas que consolidem a democracia em nossa sociedade. Fique por dentro e participe também.
Abaixo disponibilizo alguns links que são voltados a esse assunto;
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terça-feira, 6 de maio de 2008

Jornal O Globo desinforma.


Vejam no post abaixo, do Blog do Mello, na qual reproduzo aqui, como o jornal O Globo, do Rio de Janeiro, ligado as organizações Globo, da família Marinho, desinforma uma notícia conforme sua concepção ideológica da disputa política que está ocorrendo na Bolívia. Exatamente como sempre denunciamos aqui.

É o tipo de jornalismo esgoto, na qual estamos sujeito todos os dias, não só através dos jornais, mas das emissoras de televisão, de rádio e de revistas. Leia com atenção e faça seu julgamento;
Chamada na primeira página de O Globo hoje:

'Bolívia aprova autonomia de Santa Cruz'

O "sim" à autonomia do departamento boliviano de
Santa Cruz de la Sierra ganhou ontem com 86% dos votos apurados. A abstenção foi
muito alta, cerca de 40%, segundo os institutos de pesquisa. Houve 25 feridos em
diversos protestos.
O apressado, ou desinformado, que lê a chamada pensa que
a Bolívia foi às urnas ontem. Errado. A Bolívia não votou nada ontem.
O
departamento de Santa Cruz convocou, ilegalmente, a população daquele
departamento para ir às urnas votar por sua autonomia. Então, como se pode
afirmar em manchete que a Bolívia aprovou algo?
Como se pode divulgar
porcentagem da apuração de um referendo ilegal, que não teve fiscalização ou
reconhecimento nem da OEA, nem da Comunidade Européia, nem da ONU?
Como se
pode dar respaldo, afirmar que “O "sim" à autonomia do departamento boliviano de
Santa Cruz de la Sierra ganhou ontem com 86% dos votos apurados”, se a votação
foi convocada (mais uma vez: ilegalmente), patrocinada, votada e fiscalizada
pelas mesmas pessoas?
Além do mais, como a chamada pode afirmar que o “sim”
ganhou ontem com 86% dos votos apurados, se as apurações terminam apenas na
sexta-feira, e a própria matéria publicada pelo jornal na página 21 informa que
a porcentagem de 86% não se refere a votos apurados, mas a pesquisa de
boca-de-urna, desqualificando assim a chamada da primeira página?
E mais:
essa mesma pesquisa de boca-de-urna publicada pelo jornal estima o não
comparecimento em 50%. Portanto, pela pesquisa, o “sim” é minoria, o “sim”
perdeu, pois teve 86% dos votos de apenas 50% dos eleitores de Santa Cruz, o que
dá 43%.
São tantos erros em tão poucos centímetros quadrados, que a gente
fica em dúvida: Incompetência ou má-fé?

domingo, 4 de maio de 2008

A tentativa de divisão da Bolívia


Segue neste domingo a tentativa das forças reacionárias da elite racista da Bolívia em querer a divisão política e econômica desse país.
O Departamento (de Estado) da Bolívia, Santa Cruz, promove um referendo político de autonomia, frente as decisões de caráter nacional. Ou seja, próprias do governo do presidente da Bolívia Evo Morales.
Com amplo apoio dos meios de comunicação, o referendo segue aos tropeços, devido as forças populares que são contra o referendo. Que diga-se de passagem, não há reconhecimento político por parte do governo boliviano e muito menos de instituições multilaterais internacionais. Apenas o governo americano (como sempre) destoa dos posicionamentos dos governos dos países da América do Sul e da OEA (Organização dos Estados Americanos). Abaixo mais alguns links que podem contribuir para um melhor entendimento do que está acontecendo na Bolívia;

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