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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Volto já, já.


Nos próximos dias deixarei de postar no Pimentus devido a compromissos profissionais. Estarei participando do seminário de planejamento da nova diretoria do Sindicato dos Radialistas de SP em Itanhaém, litoral sul de SP. Será uma oportunidade interessante de contribuir na discussão de implementação de diversas propostas que não foram encaminhadas antes devido ao racha da antiga diretoria. Muito sangue novo, e experiência para ser partilhada. É na discussão fraterna e nos ideais de lutar por uma sociedade mais justa, mesmo que seja numa luta mais imediata, como salário e emprego, é que podemos balizar a qualidade daqueles que se inserem num projeto coletivo de defesa de classe.

Acredito que já na segunda estarei de volta e quem sabe, quiçá com boas notícias a respeito do referendo na Venezuela, da estabilização da crise na Bolívia e no avanço da organização sindical e popular aqui no Brasil.

Até lá, sugiro darem algumas visitas nos blogs recomendados ou nos sites fundamentais aqui do Pimentus.

Esperneia elite reacionária latino americana, esperneia.




É na Bolívia, na Venezuela, no Equador, no Brasil... Em todos esses países e em outros as elites reacionárias usam de todos os métodos para se perpetuarem no poder. Mas e quando não estão nele? Simples; tentam derrubar quem foi eleito democraticamente tentando desestabilizar seu governo.
Sei que já toquei neste assunto aqui, mas não dá para ficar calado vendo nossa mídia hipócrita fazendo esse serviço sujo para a oligarquia venezuelana e boliviana. Dei uma passadinha no blog do Eduardo Guimarães e achei seu texto bem contemporâneo a respeito de um outro instrumento utilizado para enganar a opinião pública. Que historicamente, na Venezuela, não tem conseguido enganar mais não, mas continuam tentando. O duro é que nossa mídia vem fazer o serviço sujo do lado de cá também. Vou reproduzir o texto do Eduardo abaixo;


O golpe das
pesquisas



Impressiona a forma como as
mídias daqui e da Venezuela agem como uma só, na intenção de desinformar e manipular brasileiros e venezuelanos. Institutos de pesquisa fajutos da Venezuela voltam a aplicar golpes nos venezuelanos. Desta vez, afirmam que o não vencerá o referendo popular à proposta de Hugo Chávez de reforma da constituição venezuelana. Enquanto isso, a mídia brasileira bate bumbo, tentando convencer os brasileiros daquilo que sua congênere venezuelana quer convencer os venezuelanos. Temos sido bombardeados com notícias sobre pesquisas desfavoráveis à reforma constitucional. São notícias como a que reproduzo abaixo, publicada na Folha de são Paulo no último domingo (25/11):

"Chávez perde frente - Pesquisa divulgada ontem pelo
respeitado instituto Datanálisis revela que, pela primeira vez, Chávez perderia o referendo de domingo. Segundo o levantamento, 49% dos eleitores que disseram que comparecerão às urnas rechaçam a reforma constitucional, contra 39% que votariam pelo 'sim'. "

Essas pesquisas pré-eleitorais dando conta
de prováveis derrotas de Chávez, não são novidade.
A seguir, apresento-lhes uma outra pesquisa, feita por mim no começo
deste ano no arquivo do jornal Folha de São Paulo. Ela começa pouco antes da tentativa de golpe de Estado de 2002 na Venezuela e mostra que durante os dois anos seguintes, até pouco antes do referendo revogatório de 2004, "respeitáveis" pesquisas de opinião mostravam que Chávez seria
derrotado. Ao fim deste texto, porém, vejam o que aconteceu em 15 de agosto de 2004, conforme notícia públicada na Folha dois dias depois (17/08/04).

Divirtam-se.

*
Folha de São Paulo,
09/01/2002Origem do texto: DA REDAÇÃO; DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS Editoria:
MUNDO Página: A11"(...) Uma pesquisa realizada em dezembro pelo instituto privado Consultores 21 e divulgada ontem pelo "Nacional" mostra que a popularidade do presidente [Hugo Chávez]está caindo. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados votariam contra Chávez num plebiscito para revogar o mandato do presidente. Em agosto, apenas 36% apoiavam a idéia (...)

"Folha de São Paulo, 24/01/2002Origem do texto: DA REDAÇÃO; DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIASEditoria: MUNDO Página: A10"(...) De acordo com as últimas pesquisas, realizadas em dezembro, Chávez conta com o apoio de apenas 35% dos entrevistados (...)

"Folha de São Paulo, 19/02/2002Origem do texto: DA REDAÇÃO; DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS Editoria: MUNDO Página: A12"(...) Chávez, coronel do Exército que participou de uma tentativa frustrada de golpe militar em 1992, foi eleito presidente em 1998 e assumiu o governo com mais de 90% de aprovação. De acordo com as últimas pesquisas, sua popularidade já caiu abaixo de 30% (...)

"Folha de São Paulo, 13/04/2002Origem do texto: DA REDAÇÃO Editoria: MUNDO Página: A15"(...) O apoio popular a Chávez, que chegou a cerca de 90% na época de sua posse para o primeiro mandato, no início de 1999, caiu para menos de 30%, segundo as últimas pesquisas, em razão principalmente da sua incapacidade em cumprir com suas principais promessas eleitorais (...)

"Folha de São Paulo, 13/04/2002Origem do texto: ENVIADO ESPECIAL A
CARACAS Editoria: PRIMEIRA PÁGINA Página: A1Militares depõem Chávez; civil toma posse e dissolve Poderes"Depois de derrubarem na madrugada de ontem Hugo Chávez Frías, 47, os militares venezuelanos empossaram como presidente interino o principal líder empresarial do país, Pedro Carmona Stanga, 60.Carmona dissolveu o Congresso, destituiu todos os membros da Suprema Corte e prometeu convocar em
até um ano eleições presidenciais e, em prazo menor, legislativas (...)

"Folha de São Paulo, 14/04/2002Origem do texto: DE NOVA YORK Editoria: MUNDO
Página: A29" 'Estou maravilhado', diz o economista Jeffrey Sachs (...)

" Folha de São Paulo, 14/04/2002Origem do texto: DO ENVIADO ESPECIAL A CARACAS Editoria: MUNDO Página: A25Emissoras censuram cenas de protesto "(...)
Após apoiarem ostensivamente as manifestações que precipitaram a queda do presidente Hugo Chávez, as principais emissoras privadas de TV da Venezuela fizeram ontem um acordo para não exibir nem mencionar os protestos a favor do presidente deposto. Nove pessoas morreram e 45 ficaram feridas ontem em protestos contra o golpe que derrubou Chávez, segundo o prefeito de Caracas Alfredo Peña, adversário do presidente deposto. Seis delas teriam morrido quando
um caminhão esmagou um carro pouco depois de favelados chavistas fecharem a estrada que liga Caracas ao aeroporto Simon Bolívar (...)

"Folha de São Paulo, 14/04/2002Origem do texto: DO ENVIADO ESPECIAL A CARACAS Editoria: MUNDO Página: A24Ricos festejam queda do presidente "Chuca Taberna de Obregón, 50, mulher de um dos maiores empresários do ramo imobiliário de Caracas, é a típica venezuelana por trás da deposição do presidente Hugo
Chávez. Católica fervorosa e descendente de espanhóis, Chuca deixou que suas duas filhas fossem às manifestações de dezembro passado e a da última quinta-feira "desde que levassem celular e se o motorista as levasse e as trouxesse de volta". O ódio de Chuca a Chávez é tamanho que, ao voltar de uma temporada em Miami na última sexta-feira, juntou-se a outros venezuelanos que hostilizaram o ex-chanceler Luis Alfonso Davila no aeroporto Simon Bolívar, nos arredores de Caracas (...)

"Folha de São Paulo, 15/04/2002 Editoria: MUNDO Página: A8 POR QUE CHÁVEZ CAIU"Incapaz de cumprir suas principais promessas de campanha _o combate à corrupção e à pobreza que atinge 70% da população_ Chávez perde popularidade. Dos 90% de apoio que tinha após sua primeira eleição, em 1998, conservava apenas 30%, segundo as últimas pesquisas de opinião

"Folha de São Paulo, 17/11/2002 Origem do texto: DA REDAÇÃO Editoria: MUNDO Página: A21"Anteontem, o Conselho Nacional Eleitoral decidiu que a proposta feita no início do mês pela opositora Coordenação Democrática para um referendo, num abaixo-assinado que
recolheu 1,5 milhão de assinaturas, é legal. (...) Se essa consulta fosse feita
hoje, Chávez seria rechaçado por cerca de 65% dos venezuelanos, segundo as últimas pesquisas (...)

"Folha de São Paulo, 21/11/2002 Editoria: MUNDO Página: A17 Edição: São Paulo Nov 21, 2002"Pesquisa de opinião do instituto Consultores 21, divulgada ontem, indica que 60% dos venezuelanos votariam pela saída do presidente Hugo Chávez caso houvesse um referendo no país (...)

"Folha de São Paulo, 03/12/2002Editoria: MUNDO Página: A10"(...) Chávez perdeu apoio popular _segundo as pesquisas, caiu de 90%, logo após a posse, para menos de 30% (...)

"Folha de São Paulo, 03/12/2002Editoria: MUNDO Página: A10Popularidade em queda"(...) Popularidade [de Chávez cai] dos 90% que tinha após a eleição para menos de 30% Folha de São Paulo, 06/12/2002Editoria: MUNDO Página: A12 Popularidade em queda"(...) Chávez vê sua popularidade cair dos 90% que tinha após a eleição de 1998 para menos de 30% (...)

"Folha de São Paulo, 08/12/2002Editoria: MUNDO Página: A23Edição: São Paulo Dec 8, 2002Apoio popular"(...) Chávez perdeu apoio popular _segundo as pesquisas, caiu de 90%, logo após a posse, para menos de 30% (...)

"Folha de São Paulo, 11/12/2002 Origem do texto: DA REDAÇÃO; DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS Editoria: MUNDO Página: A11"(...) Segundo as pesquisas, cerca de 65% dos venezuelanos votariam contra Chávez em um referendo (...)

"Folha de São Paulo, 21/02/2003 Editoria: MUNDO Página: A11Popularidade em queda"(...) A aprovação a Chávez cai de 90%, em 1998, para menos de 30% (...)

"Folha de São Paulo, 21/08/2003 Origem do texto: DA REDAÇÃO; DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS Editoria: MUNDO Página: A16"(...) Ainda que o referendo ocorra antes do ano que vem, os analistas vêem grandes dificuldades para que a oposição consiga afastá-lo [Chávez], apesar de as pesquisas indicarem que entre 65% e 70% dos venezuelanos rechaçam sua administração (...)

"Folha de São Paulo, 11/03/2004 Autor: OTAVIO FRIAS FILHOEditoria: OPINIÃO Página: A2Ditadura em gestação "(...) Pesquisas de opinião indicam hoje que Chávez não é respaldado por mais de um terço da população (...)

"Folha de São Paulo, 12/07/2004Origem do texto: DA REDAÇÃO; DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAISEditoria: MUNDO Página: A10"(...) Diversas pesquisas de opinião indicam que Chávez perderá no referendo (...)

"Folha de São Paulo, 31/07/2004Origem do texto: DA REDAÇÃO; DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS Editoria: MUNDO Página: A12"(...) A duas semanas de um plebiscito convocado pela oposição que pode tirar Hugo Chávez do poder, duas pesquisas eleitorais divulgadas ontem mostram que o presidente venezuelano sairia vencedor (...)

"Folha de São Paulo, 09/08/2004 Origem do texto: DA REDAÇÃO; DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAISEditoria: MUNDO Página: A8Ato pró-Chávez reúne centenas de milhares "A uma semana da realização do plebiscito sobre a retirada ou não de Hugo Chávez do poder, Caracas assistiu ontem a uma manifestação que reuniu centenas de milhares de pessoas em apoio ao presidente (...)

"Folha de São Paulo, 15/08/2004 Editoria: OPINIÃO Página: A2A VENEZUELA DECIDE"CERCA DE 14 milhões de venezuelanos estão habilitados para votar hoje no plebiscito que vai decidir o destino do presidente Hugo Chávez. Se a oposição conseguir reunir mais de 3,8 milhões de escrutínios, Chávez deverá deixar o posto, e um novo pleito será convocado para escolher quem concluirá o restante
de seu mandato, previsto para acabar em janeiro de 2007. Embora o quadro esteja indefinido, a evolução das pesquisas de intenção de voto sugere que Chávez tem boas chances de conservar-se no poder (...)

"Folha de São Paulo, 17/08/2004Origem do texto: ENVIADO ESPECIAL A
CARACASEditoria: PRIMEIRA PÁGINA Página: A1Chávez vence plebiscito e fica no poder"(...) O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, venceu o plebiscito de anteontem, convocado pela oposição para abreviar seu mandato. A vitória foi anunciada oficialmente pelo Conselho Nacional Eleitoral. De um total de 94,49% dos votos apurados, Chávez obteve 58,25%, contra 41,74% que votaram a favor de sua saída (...)".


Como podem ver, nem desculpas deram por ficar sustentando tanta mentira.

Link relacionado ao texto;

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terça-feira, 27 de novembro de 2007

É a periferia fazendo sua auto-afirmação

Em tempos de publicações sem qualidade e confiabilidade, tive a oportunidade de ler a Revista do Brasil (http://www.revistadobrasil.net/capa.htm) . Uma publicação de algumas entidades sindicais que se organizaram para contrapor ao que não tem nada de jornalismo sério e honesto, que algumas revistas conceituadas pelo mercado (Veja, Época Istoé, entre outras) andam fazendo. Nesta edição da Revista do Brasil li a entrevista do Férrez. Aquele rapper, que nesta revista está descrito como escritor e que fez um contra ponto ao texto do apresentador "global" Luciano Huck, publicado na Folha de São Paulo (http://holococos.sjdr.com.br/index.php/2007/10/pensamentos-quase-postumos/). O artigo do Férrez está aqui; (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u336145.shtml). Fazendo uma leitura dos dois artigos dá para contextualizar melhor a entrevista do escritor.

Boa leitura!


Um dia o caldo entorna

A literatura do escritor e rapper Ferréz conquistou o respeito da periferia e tem a classe média como maior consumidora. Mas ele alerta: “o outro lado” não sabe nada da “quebrada”. E sem um entendimento, em breve a periferia terá mudado tanto que nem ele mais vai poder falar

A entrevista do Férrez
http://www.radiocom.org.br/_Noticia.php?mid=1961&PHPSESSID=7835a94bd9d17d4084c6e2e34b04eac9


segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Forças reacionárias na Bolívia querem impedir o avanço da democracia



Não é de hoje que uma parte da sociedade boliviana faz manobras obscuras para se perpetuar no poder. Depois de séculos governando para seus umbigos, como os demais países da América do Sul, seu povo optou por uma representação popular. Identificada com os desejos e anseios por uma sociedade mais justa que a que estão vivendo há muito tempo.

Desde a posse de Evo Morales os grupos empresariais da Bolívia, a elite política, econômica e racista que se encontram em Sucre, uma cidade econômicamente mais dinâmica, quer se distanciar, cada vez mais, do restante do país. Querem autonomia política para continuarem explorando como vinham fazendo há séculos os recursos minerais daquele país. Sua força não se ampara apenas naquela comunidade. O governo americano, como de praxe, usa de todos os meios para desestabilizar um governo, eleito democraticamente, mas que não se alinha aos seus interesses.

Para que a Bolívia avance rumo a essa sociedade mais justa é necessário fazer a reforma de sua constituição. O que esses grupos subversivos não querem. Como na Venezuela, usam de todos os meios para impedir isso. Se os avanços não acontecerem, já que tanto Hugo Chávez e Evo Morales, estão usando os meios legais para atingí-los, a tese de Marx e Engels estará cristalizada, pois os mesmos afirmam que, por princípio, a mudança de um sistema econômico para outro, na qual a maioria se beneficie dos recursos oriundos de sua força de trabalho, só acontecerá se houver uma ruptura violenta. O que chamamos de revolução, pois os priviliegiados jamais quererão abrir mão daquilo que gozam de maneira tão injusta.


Morales acusa opositores por distúrbios e mortes na Bolívia

Após aprovação do “texto geral” da nova Constituição, onda de violência toma conta de Sucre, sede da Assembléia. Pelo menos três pessoas morreram. Presidente Evo Morales aponta ação de grupos opositores e pede investigação.



Links relacionados ao texto; http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14726
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http://afp.google.com/article/ALeqM5j5P2kojLjFSG47nhStQGblqP2o8g

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Globalização, o outro lado

O vídeo nada mais é do que um trabalho da matéria de Ambiente Econômico Global do curso de Comunicação Social que estou fazendo.

Estou postando aqui mais para que alguns colegas possam ver e talvez fazer algumas críticas. Tecnicamente acho que poderia ser melhor, mas fiz tudo naquele programinha do Windows Movie Maker, depois de um dia e meia descobrindo os macetes. Dá para passar a mensagem que, queira ou não, infelizmente, tem há tudo a ver com a vida que estamos levando atualmente.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A versão dela. Aqui pelo menos damos espaço a quem não tem, né?!

Incrível como não damos muita importância à algumas coisas. Entre elas posso citar como boa parte dos brasileiros não tem a preocupação em filtrar as notícias que chegam até nós. Há um bom tempo e permanece aos dias de hoje, vejo os principais jornais e programas de tv dando importância a "causos", que não deveriam ocupar tempo e espaço nesses periódicos jornalísticos. O Exemplo a que me refiro é o caso da parlamentar venezuelana que revidou, fisicamente, a agressão moral que sofria quase todos os dias num programa de tv. Quando não era ela era o filho, já morto, por um jornalista que faz oposição ao governo do Presidente Hugo Chávez. O periodista, como nossos irmãos latino americanos chamam os jornalistas, recentemente lançou um livro a respeito da parlamentar. Ela foi a emissora no horário do programa, exigir direito de resposta, já que estava sendo achincalhada. O inevitável aconteceu; como num circo preparado para o espetáculo, dá para notar a postura do jornalista diante das câmeras. Sabendo que as imagens estavam sendo transmitidas. Mais audiência, mais repercussão, inclusive internacional, para seu programa e para o lixo editorial que deve ser seu livro sobre a parlamentar. O destaque que deram ao caso foi, acredito eu, simplesmente pelo fato dela ser pró-Chávez. Nossa mídia está cada vez virando um lixo só. Como quase todos viram o episódio, posto acima a versão da deputada. Pelo menos aqui ela tem vez, né?!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Veja o que os venezuelanos podem aprovar no dia 2 de dezembro.


Bloque A Reforma de la Constitucion Bolivariana de Venezuela 2007


From: yosmary, 15 hours ago





2007. Análisis de los 46 artículos del Bloque A de la Reforma Constitucional de Venezuela. ¡Re-Informate!


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segunda-feira, 19 de novembro de 2007

As tentativas de desconfiguração do "fator" Chavez/Venezuela


Reproduzo aqui o texto do Eduardo Guimarães, do Blog Cidadania.com (http://edu.guim.blog.uol.com.br/), a respeito do contendo que se arma em diversos países do mundo, principalmente da América Latina, sobre o processo democrático que vive o povo venezuelano. Parece que há uma arquitetura no sentido de tentar desfigurar a figura do presidente da venezuelano e o processo político que ocorre na Venezuela.

Bem intrigante o texto;


O fator Chávez

Impressiona o espaço que a mídia está gastando para atacar Hugo Chávez. Editoriais, artigos e cartas de leitores infestam a imprensa escrita. A Folha deste domingo publicou um editorial, duas cartas de leitores e umas 5 reportagens acusando o venezuelano. Inclusive, de se manter no poder fraudando eleições nos moldes do que fazia Saddam Hussein. E também acusando Lula de querer um terceiro mandato por ter dito que a Venezuela não é uma ditadura. No Estadão, no Globo, na Globo, na Veja, na Época, na CNN, no El Universal, no La Nación, na RCTV, na Globovisión, no Financial Times, no New York Times, no Zero Hora etc, etc, etc, chovem acusações a Chávez e praticamente inexiste quem divirja.


Esse massacre midiático ocorre apesar de estar nas mãos do povo venezuelano a decisão sobre seu país adotar ou não a reforma constitucional proposta por Chávez. Mas a mídia transnacional e a oposição venezuelana não querem que o povo decida sobre essa questão, a exemplo dos estudantes de universidades particulares que estão promovendo confrontos nas ruas de Caracas visando impedir a realização da votação popular do dia 2 de dezembro. Esses estudantes não estão se manifestando em prol de eleições, mas para que uma eleição não ocorra. Vejam só!


Em toda América Latina e nos países ricos, o fator Chávez está sendo tratado pela grande mídia de forma bem parecida com a que é tratado aqui. A divergência em relação à opinião da mídia, no entanto, é enorme. Sobretudo a divergência daquele que deveria ser soberano para decidir se aceita as propostas políticas do presidente constitucional da Venezuela: o povo venezuelano.


Apesar de a mídia, no que tange às pesquisas de intenção de voto, estar divulgando versões parecidas com a que divulgou nos dois anos que antecederam o referendo revogatório de 2004, a vitória de Chávez é certa e poderá, inclusive, ser esmagadora. Pesquisa recente da ONG chilena Latinobarómetro mostrou que entre 60 e 66 por cento dos venezuelanos apóiam fortemente o presidente e sua forma de governar. A satisfação pessoal do venezuelano com a vida e com o país também se mostra altíssima nas sondagens. Mas o que a mídia divulga sobre as pesquisas é que o país estaria "dividido". Mentira. Se fosse assim, por que não iriam querer a eleição?


À época do referendo revogatório de 2004, Folha, Veja, Estadão, Globo etc. divulgavam que Chávez não tinha apoio de mais do que de 30% dos venezuelanos e, apesar disso, ele venceu o referendo com quase o dobro desse percentual. Nos arquivos do blog Cidadania.com, há um estudo que fiz de todas as reportagens da Folha naquele período. São dezenas de vezes em que aparecem afirmações do jornal de que Chávez tinha apenas uns 30% do eleitorado. A pesquisa foi reproduzida à exaustão pela internet. O Portal Vermelho, por exemplo, publicou extensa matéria baseado nela. Depois de algumas dessas pesquisas que fiz nos arquivos da Folha, o jornal limitou o acesso a eles via internet.


Por que tudo isso?, você deve estar se perguntando - se não for, claro, um dos que acham que há uma ditadura na Venezuela. Isso, é porque se trata de um país rico em petróleo no qual acham que se implantará um regime socialista como o de Cuba. E notem que se a ilhota empobrecida de Fidel Castro provocou a comoção que provocou no mundo capitalista, um país da importância da Venezuela deverá provocar muito, muito, muito mais...


Já passou da hora de aqueles que se opõem ao reacionarismo transnacional acordarem para a natureza da campanha sistemática da mídia contra Chávez e sua Revolução Bolivariana. A Venezuela está distribuindo renda como em nenhuma outra parte do mundo. Os benefícios para aquela sociedade, logo, logo começarão a aparecer escandalosamente nos estudos internacionais. O que as massas venezuelanas chamam de "O Processo", fatalmente se mostrará redentor de uma nação inteira que durante séculos foi submetida à pobreza, à miséria, à doença, à ignorância e, acima de tudo, à desigualdade.


Já imaginaram Cuba montada em reservas inesgotáveis de petróleo, capazes de suprir boa parte da demanda internacional durante mais de um século? A Revolução Cubana só não se espalhou pelo mundo - ou, ao menos, pela América Latina - porque se trata de um país minúsculo e sem recursos. Cuba vive da exportação de açúcar e, se não fosse um regime socialista, não passaria de mais um país latino-americano que importa até caixas de fósforo. A Venezuela, porém, é uma nação que pode dormir em cima de seu petróleo se for para dar "apenas" o mínimo a todos de forma igualitária. Todos teriam uma vida muito melhor do que a dos cubanos mesmo se o país se limitasse a exportar petróleo.


A possibilidade de outros povos pelo mundo inteiro, diante de um "Éden" venezuelano, decidirem que a propriedade privada gera desigualdade, pobreza, miséria e violência, é inaceitável. Mas para quem? Para os que concentram riqueza, que são pouquíssimos. Pense bem: se você soubesse que poderia ter uma vida decente, com emprego e tudo mais que é essencial garantido, e ainda lhe sobraria um pouquinho para lazer etc, mas que todos os outros teriam o mesmo, será que não optaria por viver numa sociedade igualitária? O que afasta as pessoas do socialismo é sempre a premissa de que as sociedades seriam niveladas por baixo... Mas, e se não fosse assim?


Não estou pregando o fim da propriedade privada. Não sei se o socialismo real seria realmente um bem para a humanidade. Estou apenas "testando hipóteses".
Link relacionado ao texto;

http://tirem-as-maos-da-venezuela.blogspot.com/2007/11/reforma-constitucional-por-artigos-ii.html
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http://viomundo.globo.com/site.php?nome=MinhaCabeca&edicao=1507
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domingo, 18 de novembro de 2007

A história em cima dos fatos.


Acho que já falei a respeito deste assunto por aqui, mas não custa repetir; já saiu o número 2 da coleção A Ditadura Militar no Brasil. A história em cima dos fatos, da Revista Caros Amigos. Coleção dividida em 12 fascículos publicados de quinze em quinze dias que descreve em detalhes as diversas fases daquele governo de exceção, a partir da noite de 31 de março de 1964 até a entrega da faixa presidencial a José Sarney, em 15 de março de 1985, após tumultuado processo que culminaria com a volta do Estadao de direito.

Já comprei o segundo fascículo. Se quiser o primeiro número, basta entrar em contato com a editora Casa Amarela. Vou disponibilizar alguns links abaixo e através do título deste texto;
Links relacionados ao texto;
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sábado, 17 de novembro de 2007

O que a mídia brasileira tenta esconder.

Olha o contraponto do que a mídia brasileira vomita todos os dias tentando desconfigurar o processo democrático que vem ocorrendo na Venezuela, no que tange as reformas propostas pelo governo e congresso, os dois legitimamentes eleitos por um processo democrático e com reconhecimento interncional de diversos organismos internacionais. É assistir e não se deixar enganar.