segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Círculos Bolivarianos



Alguns dias atrás o jornal Correio Braziliense fez uma matéria, com enfoque negativo, a respeito dos chamados Círculos Bolivarianos. Tive acesso a matéria porque frequento regularmente o site Defesanet (http://www.defesanet.com.br/). No site o enfoque era mais grotesco do que negativo, o título no site é "Tambores da Guerra, Ameaça à soberania" (http://www.defesanet.com.br/al1/ven_arms_7.htm) . É uma colocação estapafúrdia, já que quem organiza e participa são os próprios brasileiros. Apesar de que há venezuelanos dando orientações a respeito de como se organizarem no Brasil tendo o mesmo sucesso que tiveram na Venezuela. O conceito dos Cículos é universal; sobre o socialismo e até muito mais do que uma visão tão provinciana a respeito de um pensamento divergente ao de quem julga. Engraçado que os conceitos que vinham e continuam sendo propagadas aqui por nossa mídia a respeito do neoliberalismo, oriundo do consenso de Washington, não se questiona. Incoerência perceptível apenas para aqueles com o senso crítico bem afinado.


Está claro para quem faz uma leitura crítica que a matéria vem a somar com tantas outras tentando pejorativizar o que tem acontecido na Venezuela. É jogar uma névoa de acobertaemento da luta de classes que ocorre todos os dias nesse planeta, mas que é muito mais visível na Venezuela, já que a classe trabalhadora desbancou a elite reacionária do poder naquele país.


Os Círculos Bolivarianos é um importante instrumento de formação política e ao que parece, vem contribuir defitivamente com a organização dos trabalhadores aqui no Brasil e em todo país onde comecem a se organizar. O interesse maior, é óbvio, é por construir uma sociedade mais justa, igualitária e sem classes. Apontando para o nascimento de um novo homem. Muito mais preocupado em construir algo para todos do que passar sua tênue vida nesse planeta como um objeto de exploração de uma parcela muito pequena da sociedade humana.


"A cada dia estou mais convencido, sem nenhuma duvida em minha mente, e como afirmam muitos intelectuais, de que é necessário superar o capitalismo.
Porém, o capitalismo não pode ser superado a partir de dentro do próprio capitalismo e sim através do socialismo, do verdadeiro socialismo, com igualdade e justiça. Por outro lado também estou convencido de que é possível realizar essa tarefa através da democracia, porém, não pelo tipo de democracia imposta desde Washington".

Hugo Chávez
Presidente da Venezuela

Links relacionados ao texto;

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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Vinte anos de Crítica


Gostaria de dizer que sou um privilegiado. Não porque a natureza me foi generosa. Isso também, mas tive uma oportunidade que muitos não tem; a de conhecer o funcionamento de nossa sociedade pela crítica marxista. No ano de 2004/2005, fui um dos cursistas do Curso de Monitores do Grupo 13 de Maio. Um grupo de abnegados marxistas que, entre uma formação e outra, contribui com seus estudos, seus livros e suas críticas com uma visão realista do que vivemos historicamente. Seus argumentos, baseados em fatos, são categoricamente colocados de maneira que possamos entender a complexidade que o capitalismo vai criando para que a sociedade não perceba que acaba sendo vítima de um sistema que escraviza o homem.


Recebi recentemente um e-mail com a notícia da criação do site do Forum Nacional de Monitores do Grupo 13 de Maio (já disponibilizei-o aqui ao lado [Fenemê]). É uma iniciativa louvável que poderá contribuir ainda mais, e sem fronteiras, para que possamos acompanhar não só os artigos, mas o debate em torno de nossa história como sociedade humana. E mais, com a crítica marxista. São 20 anos contribuindo para o desenvolvimento do marxismo com a formação política (clique no título deste texto).
Os cursões, como são conhecidos os cursos realizados em janeiro, são muito interessantes. Sendo que os três cursos que são realizados nessa época, são a base para o crescimento político do cursista do curso de monitores; os três cursos são; Economia Política, História das Revoluções e História do Movimento Operário Brasileiro. É a partir daí que começamos a entender o nosso papel na sociedade e o compromisso que devemos ter, como ser humano, com nossos semelhantes.


Links relacionados ao texto;



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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

"Chapa 1, Verdade e Luta. Nenhum direito a menos." Vence as eleições.


Não foi fácil. Não a campanha em si, mas a disputa em torno daquilo que representasse a verdade num mar de mentiras plantada por uma das chapas. A obstinação pela continuação da luta pelos anseios dos trabalhdores e para que a verdade prevalecesse, foi o combustível para que os integrantes da Chapa 1 se motivassem e vencessem o pleito.
Tenho uma visão bem particular dessas eleições; Acho que devemos repensar a maneira de atuarmos na capital. O interior foi determinante na vitória da Chapa 1. É uma vitória com gosto de derrota. Não conseguimos passar à maioria da categoria a situação em que estávamos vivendo por conta do racha que havia na diretoria e dos ataques traiçoeiros que a Chapa 2 maquinavam dentro do próprio sindicato contra os alguns integrantes da Chapa 1. Agora é levantar a cabeça, organizar nossa atuação, estrategicamente, para que os trabalhadores continuem sendo representados e garantir que episódios como esse não se repita.
Um mergulho no trabalho de base é a sugestão mais recomendada para que os objetivos traçados sejam atingidos. Abaixo texto informativo do site do Sindicato dos Radialistas do Estado de São Paulo sobre o resultado da eleição sindical;

"Mesmo com uma contagem mínima de 0nze votos de diferença, a Chapa 1 "Verdade e Luta. Nenhum Direito a menos" foi a escolhida pela categoria para representa-lo
na defesa de seus direitos. Esta vitoria não é só nossa mas da categoria e dos
trabalhadores. Estávamos correndo um sério risco do Sindicato ficar nas mãos de
pessoas inescrupulosas que queriam permanecer na entidade para garantir a sua
estabilidade e compactuar com a política nefasta da CUT. Conseguimos vencer o
grupo dos 13, que não faziam nada pelos trabalhadores e como se não bastasse
ainda defendiam um governo que só se preocupa em agradar patrões. Graças aos
votos dos trabalhadores que não se levaram pela campanha mentirosa desta chapa
de oposição estamos pondo prá fora este mando de pelegos que nos ultimos seis
anos vinham prejudicando o bom andamentos dos trabalhos do sindicato. Agora
começa uma nova etapa com gente disposta a realmente defender os direitos dos
trabalhadores. Obrigado a todos (as) e vamos a luta."
Em números não oficiais;
Votos totais:
Chapa 1 - 1061 votos
Chapa 2 - 1052 votos
Nulos 26
Brancos 21
Chapa 1 na capital 477 votos
Chapa 1 no interior 584 votos
Link relacionado ao texto;

http://www.radialistasp.org.br/

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

TV Pública vem aí


No dia 02 de dezembro deste ano o país vai dar um salto. Não tão longe quanto esperava, mas um salto. Estará entrando no ar a TV Pública brasileira, mas conhecida no meio jornalístico como TV Brasil (para saber mais clique no título deste texto). A proposta, segundo o governo, é valorizar aspectos culturais regionais e garantir a diversidade informativa. O que é uma raridade na tv privada brasileira. Só por isso já têm seus méritos e o meu apoio. Na contra mão do bom senso a tv brasileira, historicamente, optou por seguir um caminho estritamente com viés comercial. Nos moldes da tv norte americana. O oposto de diversas emissoras conceituadas ao redor do mundo; a NHK japonesa, a Tv5 francesa, a BBC da Inglaterra e a RAI italiana, são exemplos de tv públicas com reconhecida qualidade de programação. Onde o interesse público é maior do que o privado.

A TV Brasil vai ter enormes desafios para se consolidar e poder alcançar todo o território nacional. Isso se deve porque ela é a fusão da Rádiobrás e da TVE do Rio. Mas estará distribuindo seu sinal para todas as emissoras educativas do Brasil. Resta saber se os governos estaduais aceitarão que seus canais de tv comecem a transmitir uma programação diversificada, mostrando a cara do Brasil como ele é, sem a indústria de massa interferindo nos seus espaços culturais nem a manipulação política local se intrometendo na programação, oque para muita gente ainda é desconhecido.
As forças que jogam contra essa iniciativa são muitas, principalmente dos grandes meios de comunicação que criticaram muito a proposta, que foi encaminhada para criação via Medida Provisória. Mas ainda acho que se houvesse uma postura mais firme do atual governo no início do primeiro mandato, os grupos de comunicação não teriam tanta força política como tem hoje. É o governo acreditando que apenas uma emissora de tv pode fazer a diferença num mar de víboras, esperando o momento oportuno para dar o bote.
Links relacionado ao texto;
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terça-feira, 16 de outubro de 2007

Eleição sindical dos Radialistas de São Paulo


No dias 16, 17, 18 e 19 de outubro estará sendo realizado as eleições do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado de São Paulo. Popularmente conhecido como Sindicato dos Radialistas. Em 1986 o sindicato foi retomado para as mãos dos trabalhadores. Hoje a disputa se dá num outro campo; com divergências internas, não superadas, a atual diretoria vai para disputa em duas chapas. A maioria desta, consolidada na Chapa 1, na qual tenho indicado os votos, pois estão realmente comprometidos com os interesses da categoria. E a minoria, que se organizaram precariamente e montaram a Chapa 2. Precariamente porque não há nenhum representante do interior do Estado nesta chapa. Basicamente há candidatos da capital e apenas um do litoral. Da cidade de Santos, precisamente. Acho até que esta candidata entrou desavisada na chapa.
Em todo caso, esse processo eleitoral é o reflexo das lutas que os trabalhadores tem enfrentado em suas organizações. Muitas delas utilizadas indevidamente. Usadas, em alguns momentos, como corrente de extenção de interesses do governo, de uma agremiação política ou simplesmente de interesses pessoais (sem contar o refluxo das lutas que tem havido. Muito mais pela inércia das centrais sindicais, já que são elas que dão o norte, para as lutas não tão imediatas como defesa da previdência, garantia dos direitos conquistados, etc. do que por sua própria ação).
A falta de politização de alguns dirigentes é um outro fator que prejudica, e muito, as ações sindicais que são necessárias para a organização dos trabalhadores. Sem esse instrumento cultural, o sindicalista fica manco na sua luta. A formação política é imprescindível. Sem ela corre-se o risco de parar no meio do caminho, principalmente se a luta for de classes. É ela que garante a possibilidade de manter o dirigente focado no seu objetivo, já que ele deve entender todo o processo de organização da sociedade, bem como as forças políticas que a faz movimentar-se. Por todas essas considerações, a vitória da Chapa 1 é a garantia de que os interesses dos trabalhadores permanecerão sendo respeitados.
Link relacionado ao texto;
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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Falou tudo Mello


O Mello é um cara fantástico. Não o conheço pessoalmente, mas não deixo de visitar seu blog diariamente. Tem conteúdo. E que conteúdo. Também... é escritor, roteirista, publicitário, consultor em Comunicação Interna de empresas. Coordenador de campanhas políticas e autor de inúmeros jingles de campanhas (assim está no perfil de seu blog). Escreve seus artigos em jornais e em seu blog com uma desenvoltura e coerência muito interessante. Também é um ferrenho questionador de nossa mídia hipócrita. Sua ironia é contagiante, inebriante até. Frente aos maquinagens de nossa elite reacionária que se extendem aos veículos de comunicação. Seus textos desnudam a incoerência de quem vive querendo dar lição de moral, sem a tê-la. O texto abaixo é um pouco disso;


Renan sai. Qual a próxima não-notícia?

O senador Renan Calheiros pediu agora à noite licença do cargo
de Presidente do Senado por 45 dias. Vamos ver qual é o novo assunto que os jornalões, a Veja e a Rede Globo vão inventar para não terem que falar na renovação das concessões de rádio e TV, na CPI da TVA, no valerioduto tucano, na acusação de Azeredo de que a campanha de FHC levou dinheiro desviado do governo de Minas, no bilhão doado a Cacciola, na venda imoral da Vale do Rio Doce...


Qual não-notícia vai ser a próxima atração?

Conheça o Blog do Mello;

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terça-feira, 9 de outubro de 2007

CPMF nelles!!!!


Vocês devem estar achando que estou delirando. Mas não é verdade. Estou dentro de minhas "normais" faculdades mentais. (apesar de alguns quererem discutir o que é normal no meu caso, né?! heheheh) Pois bem, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) veio para substituir o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF). Foi criado no governo Itamar Franco e persiste até hoje.
Acredito que é um imposto justo, pois cobra muito de quem movimenta muito dinheiro e pouco de quem movimenta pouco. Na verdade o percentual é o mesmo, a diferença recai mesmo naqueles que movimenta mais o dinheiro no banco. Se olharmos a lógica de uma sociedade capitalista; quem mais produz, menos ganha dessa produção. E quem menos produz, só administra o capital, acaba ficando com muito. Uma injustiça tremenda. Por isso acabam tendo de contribuir mais neste caso. Uma beleza. Numa sociedade hipócrita e incoerente tem de ser assim mesmo; quanto mais se tira dos bacanas e volta se o dinheiro para os pobres, melhor para todos.
Originalmente o imposto foi destinado de maneira integral ao Fundo Nacional de Saúde, para financiamento das ações e serviços de saúde, é agora destinada também ao Fundo de Combate à Pobreza. Por isso sugiro que não engrossem a fila dos oportunistas que querem acabar com este imposto que, além de dar esse sentido robinhoodiano ao imposto, fiscaliza os famosos caixa dois de empresas e empresários pilantras e de bandidos, que tentam lavar dinheiro proveniente de qualquer transação ilícita (seja de drogas, corrupção ou contravenções) já que toda operação financeira é "filtrada" para recolhimento do imposto. Não dá para sonegar. Ou seja; é o único imposto que não dá para sonegar e ainda por cima mostra os "rabinhos de elefantes" que sempre tem por aí. Não é a toa que a FIESP e a nossa elite reacionária faz essa campanha demagógica pra cima da gente. Querem a todo custo vender seu peixe. Que eles continuem pagando esse imposto sim. Nosso país agradece.

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Links relacionados ao texto;

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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

MÍDIA: 1/3 + 1/3 + 1/3



Sempre que entro na net, visito os diversos blogs que tenho nos links da minha página (estão a direita do Pimentus). Hoje, ao entrar no Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, que há tempos vem quetionando a postura de nossa mídia, relata algo interessante que viu no Le Monde (em vez de colocar o link da página aqui, vou postar o texto); Trata de uma regra interessante que o jornal francês questiona a mídia local sobre não cumprimento desta. Acho que vale a pena a leitura.
Obs.; Há links no texto, seria interessante ir no próprio blog Conversa Afiada para acessar (faça isso clicando no título deste texto).



O editorial do jornal francês Le Monde deste domingo, dia 07 de outubro, é sobre
“o pluralismo político no noticiário da televisão”.
. Imagine tratar de um
assunto desses no Brasil – seria uma ameaça à liberdade de imprensa (da Globo)
...
. O título do editorial é “onipresença”.
. Trata-se de uma crítica à
freqüência com que o presidente da República, Nicolas Sarkozy aparece,
especialmente na televisão: quase todo dia ele anuncia um pacote novo de medidas
e a mídia francesa – especialmente a televisão – se comporta como o admirador
passivo, acrítico.
. O Monde lembra que, recentemente, o partido da
oposição, o Socialista, encaminhou ao Conselho Superior de Áudio-Visual (um
órgão que a Globo impediu que houvesse no Brasil, na seqüência da aprovação da
Constituição de 88): um órgão para garantir o respeito ao pluralismo político na
televisão.
. O Monde relembra um hábito que sempre foi respeitado: a regra
dos três terços: as televisões tinham que manter um equilíbrio entre as
personalidades do Governo, da maioria no Congresso, e da minoria no
Congresso.
. Na França, Sarkozy acabou com o hábito dos três terços.
. No
Brasil, na Globo (que ainda detém uma fatia majoritária da audiência), prevalece
a regra 1/1 – só “um” tem espaço – o que ela quiser.
. O “um” é o que for
mais apropriado para derrubar o Presidente Lula.
. A deputada Luiza Erundina,
a propósito de re-estudar as regras para concessão de canais, pretende analisar
também os hábitos da televisão brasileira.
. Aqui, no Conversa Afiada, já
fizemos uma sugestão provavelmente inútil: que se estudasse a possibilidade de
contestar os “colunistas” / editorialistas da Globo: quando a Miriam Leitão
falasse que o Governo Lula faz uma política desastrosa, alguém pudesse
contestá-la imediatamente (e não esperar um processo judicial ...).
. para ler por que só a Miriam pode).
. Fazemos agora outra sugestão:
que a Deputada Erundina conceba mecanismos para assegurar, aqui, também, na
Globo, a regra do 1/3 + 1/3 + 1/3.
. Fala o Governo, a maioria defende, a
oposição critica.
. Vem uma nova eleição.
. A oposição vende.
. Fala o
Governo, a maioria defende, a oposição critica e lá vai a democracia em frente
...
. Ainda nessa edição de domingo do Monde, há uma reportagem sobre uma
assembléia do sindicato dos jornalistas para discutir “a multiplicação das
pressões políticas e econômicas” sobre os jornalistas.
. O sindicato pediu
uma audiência ao Presidente Sarkozy (que ainda não os recebeu) para propor “uma
modernização legislativa dos estatutos legais que tratam da mídia”.
. Uma das
sugestões dos jornalistas seria incluir nessa “modernização” o direito de a
redação dizer “não” ao diretor de redação escolhido pelo empregador.
. Aqui
no Brasil, isso seria um desastre.
. Primeiro porque os sindicatos de
jornalistas tratam de defender o uso (abusivo e desnecessário) do diploma, e
lutar por aumento salarial.
. E nada de criticar o caráter 100% conservador e
golpista da mídia brasileira.
. E segundo porque, no Brasil, onde, como diz o
Mino Carta, jornalista “chama o patrão de colega”, a clausula do direito de
dizer “não” poderia sair pela culatra ...

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

REDE BLOGO: RESGATANDO A HISTÓRIA

Hoje é o dia.

Acompanhem de perto a movimentação dos companheiros compromissados pela luta por uma mídia mais democrática e menos hipócrita (clique no título deste texto ou no link abaixo).

Não é possível debater o futuro das concessões de emissoras de rádio e TV no
Brasil sem conhecer a verdadeira História desses meios de comunicação e de sua
influência na política e nas eleições brasileiras. Infelizmente, há pouca
literatura sobre o assunto, além dos livros lançados pelas próprias emissoras
para "reescrever" o passado de acordo com seus interesses.
Neste momento em que se aproxima o vencimento de várias concessões importantes, em 5 de outubro, é essencial que o debate vá além dos bastidores de Brasília - até porque a sustentação do "sistema político" vigente se dá através de uma parceria entre as grandes emissoras e "coronéis midiáticos" regionais, dentre os quais parentes, amigos e "laranjas" de senadores e deputados.

Esta edição especial da REDE BLOGO ficará duas semanas no ar para permitir que os leitores tenham uma visão panorâmica da História da TV brasileira, de suas relações políticas, da falta de cumprimento do capítulo da Constituição que trata do assunto, da renovação automática das concessões e da outorga que só faz aumentar o controle de poucos sobre meios que deveriam ser de todos.

Clique no link abaixo e conheça a Rede Blogo

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Não renovar, é a melhor solução.


Seria tão bom. Não consigo imaginar este país cada vez melhor se não fosse nossa mídia hipócrita e golpista. Sempre atendendo os interesses de nossa elite reacionária e conservadora. Não bastou perder as eleições para aprenderem a viver numa democracia. Têm de subsidiar o golpe assim que alguns reacionários se locupetrem da verdade para ir vendendo suas mentiras. Uma maneira de contribuir para o aprendizado da democracia e ao mesmo tempo garantir a participação do outro lado na administração de concessões públicas de rádio e tv é discutir a atual maneira de administrar as concessões. Uma oportunidade interessante seria aproveitar o próximo dia 5 de outubro para levantar um grande debate em nossa sociedade sobre o papel da mídia brasileira. Como vem se comportando e em que situação estao os processos de renovação. Diversas entidades civis estão se organizando para não deixar passar essa data em branco. Mas pq essa data? (clique no título deste texto para saber mais).

Juntar a esse povo e cobrar mais equidade no tratamento das informaões e sem manipulação é um direito de todos. Não somos obrigados a ficar engolindo as opiniões de uma elite reacionária que se acha no direito de dizer apenas a sua versão.

A sociedade brasileira não pode se tornar refém toda vez que têm seus interesses atendidos, quando elege alguém que não faça parte do grupelho que nossa "aristocracia" sempre tira da manga nos períodos eleitorais. É ficar atento e participar sempre que preciso dos eventos que possa participar.


05/10: MOBILIZAÇÕES PELA DEMOCRATIZAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES

Belo Horizonte:A partir das 9:30h: manifestação de rua saindo da Praça da
Liberdade até a Praça Sete.

São Paulo:O ato acontecerá na Avenida Paulista. A concentração terá início
às 12h, em frente ao prédio da Gazeta (av.Paulista, 900), passará pelo Masp e
terminará em frente ao prédio do Grupo CBS (esquina da Paulista com a Rua
Augusta), onde ficam as rádios Scalla, Kiss, Mundial, Tupi e Terra -- algumas
com funcionamento irregular.

Porto Alegre:Às 17h, em frente ao Grupo RBS na esquina das avenidas Erico
Verissimo com Ipiranga.


Links relacionados ao texto;

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