quarta-feira, 30 de abril de 2008

A terapia do choque

Para ver melhor este vídeo, desligue a estação musical do blog, a direita da página, logo abaixo.

Durante a Feira do Livro em Buenos Aires, jornalista canadense apresenta vídeo sobre a pesquisa que originou seu livro: "Teoria dos choques é uma filosofia que sustenta que a melhor maneira, a melhor oportunidade para impor as idéias radicais do livre-mercado, é no período subseqüente ao de um grande choque".
Do portal de notícias Brasil de Fato.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Um pensamento para todos os dias


"O primeiro homem que inventou de cercar uma parcela de terra e dizer "isto é meu", e encontrou gente suficientemente ingênua para acreditar nisso, foi o autêntico fundador da sociedade civil. De quantos crimes, guerras, assassínios, desgraças e horrores teria livrado a humanidade se aquele, arrancando as cercas, tivesse gritado: Não, impostor."
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Links relacionado ao texto;
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quinta-feira, 24 de abril de 2008

O Fantástico não é mais o mesmo


Para os brasileiros, Fantástico é um programa de televisão, há décadas no ar, na maior emissora de TV do Brasil (TV Globo). Como se não bastasse isso, é um programa que foi líder de audiência incontestável. Um misto de reportagens investigativas, do cotidiano, curiosidades e até matérias culturais. Acontece que nos últimos tempos o programa tem um clone. Esse é o termo usado por alguns para descrever o programa Domingo Espetacular, da TV Record. Que segue na mesma linha de programação. Pois bem, como comentado aqui, a respeito da guerra entre as duas emissoras, e sobrando para quem estiver na frente (diz-se Roberto Cabrini), no próximo domingo o programa Domingo Espetacular, da TV Record, dará espaço para que o próprio repórter dê o seu lado da história (o fato de sua prisão com a posse de 10 papelotes de cocaína).

O texto de hoje é um convite ao leitor deste blog para que não perca a oportunidade de poder assistir o programa e fazer uma análise de como a mesma situação pode ser tratada de duas maneiras numa reportagem. Sem entrar no mérito se o repórter é culpado ou não.


Caso não esteja acostumado a mudar de canal, aos domingos, quando está assistindo a TV Globo, sugiro mudar um pouco este comportamento e se brindar com uma reportagem que provavelmente irá fundo para tentar descrever o que, até o momento para mim, parece ter sido uma grande armação para cima do jornalista Roberto Cabrini.



Link relacionado ao texto;

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Cabrini, Maguila e armações deste país cheio de hipocrisia, por Rogério Perez

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

A criminalização dos movimentos sociais


Não é de hoje que nossa mídia golpista e reacionária tem se pautado no jornalismo esgoto para descrever apenas um lado da história. Há anos venho acompanhando as coberturas jornalísticas "isentas" que eles dizem fazer. A pluralidade de idéias nunca foi o forte da Rede Globo, Tv Bandeirantes e SBT. Parecem até que fazem coro, uníssono, para reportar as manifestações populares através de suas organizações. É o que descreve o blog Mídia em Debate: pelo direito a comunicação. Com riqueza de detalhes, o blog acompanhou o noticiário sobre as manifestações do MST contra a Vale. Acompanhem abaixo e comentem;



MÍDIA ATACA OS MOVIMENTOS SOCIAIS

Segue com todo o gás o movimento
da mídia para a desqualificação do MST e defesa da Vale. Ontem, no Jornal da
Band, o apresentador perguntou: “alguém acredita que o MST quer a reforma
agrária”? O movimento vem realizando uma série de manifestações e ocupações com
o objetivo de pressionar o governo a acelerar a reforma agrária.

Na Globo News, o programa Fatos e Versões, conduzido pela insípida Cristiana Lobo,
recebeu os jornalistas Valdo Cruz da Folha e Diana Fernandes, de O Globo. Viva a
diversidade de opiniões! Na pauta, a paralisação da ferrovia de Carajás, de
propriedade da Vale. Os dois jornalistas, Cruz com mais veemência, se dedicaram
a defender os interesses da Vale, como se públicos eles fossem. Seguidora do
mesmo pacote ideológico, Fernandes preferiu atacar a governadora do Pará, Ana
Julia Carepa, do PT. Afinal, ela não mandou a PM bater nos
manifestantes.

Em nota, a direção nacional do MST afirma
que “a obstrução dos trilhos da Estrada de Ferro Carajás, em Parauapebas
(PA), na manhã desta quinta-feira (17/4), foi realizada pelo MTM (Movimento dos
Trabalhadores na Mineração), que faz uma série de protestos para denunciar a
exploração da empresa mineradora Vale e exigir a retomada de parte da área”. (...)

Já a Vale, através da assessoria de imprensa afirma que
“não vai se calar diante das ameaças do MST ou da falta de responsabilidade de
governantes, em especial no Estado do Pará, que se omitem diante de um crime há
muito anunciado e que, por incompetência ou por conivência, estão assistindo a
esta maré de crimes que nos últimos dias vem aterrorizando o Brasil”. (...)

A Vale é uma das maiores empresas de mineração do mundo, gera
milhares de empregos, paga milhões em impostos, etc. Mas, isso não coloca a
multinacional brasileira acima do bem e do mal. Se há queixas dos trabalhadores
na mineração em relação à Vale, deveria haver espaço na mídia para suas
opiniões. Especialmente, nas rádios e TVs, concessões públicas que deveriam
defender os interesses coletivos e garantir a pluralidade de opiniões.

É importante destacar que, na foto acima, disponível na sala de imprensa da Vale, nota-se que os manifestantes vestem camisetas e empunham bandeiras apenas do MTM (Movimento dos Trabalhadores na Mineração).

MÍDIA ATACA OS MOVIMENTOS SOCIAIS

terça-feira, 22 de abril de 2008

Meme?!?!?!?!!?


Muito bem, recebemos a visita do administrador do blog A Sacripância, na qual nos envolveu num embróglio não tão interessante. Trata-se de um meme. Para saber o que é isto, basta clicar no link que está embutido no própio nome. Neste meme foi-me perguntado qual das opções abaixo eu gostaria de socar;


1º Globo
2° Política Brasileira
3º Bush
4º Israel em relação à Palestina (o blog não é anti-semita)
5º Criador do primeiro meme


Minha resposta é a quinta opção; o criador do primeiro meme.
Mas que coisa sem graça, né?! Bom, pelo menos vou dar minha humilde contribuição; não vou repassar este pepino pra ninguém. hehehehhe

Ler e entender o que nos rodeia, o que talvez possa nos devorar


Acredito que na construção de uma nova sociedade, mais justa e igualitária, não é possível alcançarmos isso se não investirmos na construção de um novo homem. Resgatado das amarras que prendem seus sonhos de liberdade e cumplicidade com o espírito solidário, que pode e deve ser plantado na mente de cada ser humano. Neste sentido, vejo a importância da formação cívica, educacional e política através da leitura. Sem o hábito da leitura não é possível nos ferramentar, para conseguir discernir todo o espectro de idéias e relações que existem entre as coisas que nos envolvem.
Desde meus 7 anos de idade era estimulado pela a escola a apreciar leitura. Não importa do que, mas o estímulo existia. Interesse que permaneceu ao longo dos anos e que hoje, apesar do escasso tempo que tenho, procuro manter vívido em mim. Me abastecer de obras que correspondem com esse anseio de poder entender as idéias de algumas pessoas que passaram pela história pela sua notoriedade em sua área de atuação ou importância política para o desenvolvimento da sociedade.

Ao participar de cursos, encontros, congressos e outros eventos sempre havia algum companheiro que subsistia, pelo menos em parte com a venda de livros. De diversas editoras eles eram expostos para que os participantes tivessem acesso. O mais interessante, e o que deveria ser normal, é que os livros ficavam expostos para os interessados adquirirem, sem que com isso havia alguém em cima, observando a possibilidade de alguém pegar sem querer pagar. Ao final do encontro estava lá os companheiros acertado os livros que pegaram, quando este não estava ao lado da banca, para poder acertar sua conta.

No PIMENTUS, ao lado direito, logo abaixo, há uma seção de links voltados para algumas editoras que editam ótimos livros. Expressão Popular, Livraria para todos, Fundação Perseu Abramo , Editora Boitempo, Anita Garibaldi (Editora), são alguns exemplos de editoras comprometidas com a produção de livros voltados para a formação política, histórica e sociológica do ser humano. Faça uma visita aos sites dessas editoras e descubra a riqueza de diversidade de livros e oportunidade de se abastecer de algo que vc pode levar para o resto da vida.
A oferta de livros em bibliotecas públicas poderia ser um fator importante na tentativa de investir as crianças e jovens no hábito da leitura. Mas a falta de vontade política e o desinteresse são fatores preponderantes nessa realidade que não é só local.

A importância dos livro se dá no fato de quem não tem o hábito da leitura, acaba se escravizando ao observar e viver a reprodução de idéias que não são suas, já que não aprendeu a discerní-las frente a obscuridade do pensamento conservador que nos é bombardeado cotidianamente.

Se bem que a construção do ser crítico não se dá apenas com a leitura de livros políticos, sociológicos, filosóficos ou históricos, mas com as oportunidades aproveitadas de consumos culturais que vai da leitura, do cinema, do teatro, da interatividade nos espaços de formação educacionais, na audiência de programas de rádio e tv com indiscutível qualidade e agora, mais recente a internet. Sem o aproveitamento dessas oportunidades podemos passar tanto quanto despercebidos e darmos nossa medíocre contribuição para a transformação de uma sociedade alternativa ao que estamos vivendo.
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Link relacionado ao texto;
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segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Resultado



Como havíamos previsto, Fernando Lugo vence as eleições no Paraguai. Virando uma página na história daquele país e fazendo com que o partido Colorado transfira o poder para um membro de outro partido como isso não era feito há mais de 60 anos.


Lugo agora se reúne ao seleto grupo de presidentes de centro esquerda que administram os principais países da América Latina, com exceção do Perú, Colômbia e México. A eleição desses presidentes tem ocorrido depois dos fracassos dos diversos governos alinhados com o neoliberalismo, que não respondeu as demandas de transformações que viabilizassem a inserção econômica de milhões de pessoas e que contemplassem os interesses da maioria.

Acompanhem mais sobre o pleito e a vitória nos links abaixo;

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PARAGUAI: VITÓRIA ESMAGADORA DO EX-BISPO FERNANDO LUGO LEVA MILHARES A CELEBRAR EM ASSUNÇÃO

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Ex-bispo Fernando Lugo vence as aleições no Paraguai e põe fim a 61 anos de domínio colorado

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O Paraguai não pode ser uma ilha entre as outras nações (entrevista com Fernando Lugo)

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sábado, 19 de abril de 2008

Briga pela audiência


Acredito que poucas pessoas sabem, mas no universo das tvs o destaque vai para duas emissoras; TV Globo e TV Record. Nos bastidores e explícitamente é possível perceber a batalha que se desenrola em torno delas. Tudo por causa da audiência. Acostumada com altos números no IBOPE a Globo nunca teve ameaça direta de suas concorrentes. Até ontem. De algumas semanas pra cá a TV Record tem ficado em primeiro lugar nos pontos que medem audiência. Por horas. Não como era antes, alguns minutinhos e voltava a ficar em segundo. Isso pq há pouco tempo atrás quem era segundo era o SBT, de Sílvio Santos. Que de tanto ficar mudando a programação de sua emissora, mantém-se em terceiro por causa da fidelidade de seus ouvintes acostumados aos vais e véns de sua grade televisiva.


O mais recente episódio de distenção entre as duas emissoras foi o "caso Cabrini", se é que podemos dizer assim. Num lance de oportunidade e talvez, golpe baixo, a emissora do Jardim Botânico no Rio de Janeiro noticiou em primeira página em seus outros veículos de comunicação, a prisão do jornalista Roberto Cabrini. Acusado de porte de entorpecente e tráfico de drogas e que foi recentemente contratato pela TV da Igreja Universal, a peso de ouro, para ter um repórter investigativo de destaque em sua programação.
Nesta briga pela audiência e usando de métodos nada éticos, acabou sobrando para o jornalista.
No blog do Mello essas informações vem com mais detalhes. Acompanhem;

Que os sindicatos de jornalistas do Rio e de São Paulo não têm poder algum,
é fácil comprovar. Bastar assistir ao descalabro que é diariamente publicado
pelos principais veículos para verificar que as Organizações Globo, a Folha, o
Estadão e a Abril não estão nem aí para eles. Agridem os parâmetros mínimos da
profissão, permitem seu aviltamento (com excesso de horas de trabalho, de
atribuições etc) e ainda o xingamento, a ofensa, o achincalhe de colegas por
outros – como acontece na Veja.

Segundo o Azenha, antes da negociação salarial, representantes dos
jornalistas vão até os patrões para saber o que eles pretendem, e levam depois
essa posição para a classe.
Ninguém se insurge nas redações. Só abrem a boca
quando perdem o emprego, como o fez Rodrigo Vianna, ao ser demitido da Globo.
Soltou o verbo e
afirmou
que as matérias sobre Serra e o PSDB nas eleições de 2006 eram dirigidas da ilha
por Ali Kamel
.

Ontem, tivemos a prova de mais uma manifestação do desrespeito à
classe. Roberto Cabrini foi flagrado com papelotes de cocaína em São Paulo. A
notícia foi para a cabeça da primeira página dos principais jornais impressos
das Organizações Globo, os mais vendidos, Extra e Diário de São Paulo.

Cabrini estaria ali se ainda fosse repórter da Globo? Claro que não.
Foi exposto porque agora está na Record, e a Record está dando uma coça na Globo
em São Paulo, quase que diariamente, em vários horários.

Há pouco tempo, o jornal Extra (acho que apenas na internet, não tenho
certeza) publicou uma matéria que mostrava o
diretor
do BBB, Boninho, afirmando que atirava ovos nas “vagabundas”
(prostitutas),
para se divertir, quando estava em São Paulo.

A Rede Globo de TV se insurgiu contra o Extra e proibiu que seus
contratados falassem com o jornal, até que tudo se esclarecesse – ou seja, até
que o Extra se comprometesse a nunca mais fazer esse tipo de coisa com uma
estrela da TV Globo.

Mas da Record pode. Ou deve. Sob o silêncio cúmplice de seus colegas de
profissão, que apenas dizem defender seus empregos. No que eu acredito. Mas, que
tal na próxima eleição do sindicato lutar para eleger nomes representativos, que
peitem as emissoras?

Dizer que são grupos poderosos, é bobagem. GM, Ford, Volkswagen, Fiat,
Mercedes, também o são, e tiveram que negociar olho no olho com um sindicato
forte, que teve à frente um certo Luís Inácio, conhecido como Lula, que hoje é
presidente do Brasil.

Jornalistas, antes de dormir, adotem como mantra uma citação de
Torquato Neto, que dizia:
Levem um homem e um boi ao matadouro. O que berrar
primeiro é o homem. Ainda que seja o boi.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ainda sobre Fernando Lugo e as eleições no Paraguai

Para ver melhor este vídeo, desligue a estação musical do blog, a direita da página, logo abaixo.
É neste final de semana as eleições paraguaias.
Não poderia deixar de colocar aqui um vídeo da campanha de Fernando Lugo, apesar de muitos detestarem propaganda política. Ainda mais estrangeira. Mas o mais importante disso, é que este vídeo conta a história de Fernando Lugo, com muitos detalhes.
Você deve estar pensando, por quê logo de Lugo? Além de ter minha simpatia, parece ser o provável presidente do Paraguai segundo as últimas pesquisas.
Talves seja bem provável que após as eleições, se confirmar o resultado que esperamos, os colunistas da grande imprensa brasileira estarão dando suas previsões nada otimistas do mandato do possível presidente do Paraguai Fernando Lugo. É ver pra crer, para aqueles que ainda acreditam na isenção política dos grandes meios de comunicação.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O que está em jogo nas eleições do Paraguai


O Paraguai está passando por uma transformação política importante atualmente. Neste mês de abril haverá eleições em que o povo paraguaio terá a chance de mudar sua história de eterna vítima de complôs políticos, corrupção, perda da soberania e ataques ao seu direito pleno de desenvolvimento como nação emancipada.



A história do Paraguai é muito triste. Desde seus ditadores antes da Guerra do Paraguai (como a conhecemos aqui, lá é Guerra do Brasil) até os dias de hoje. Sempre governados por representantes da elite econômica e política daquele país, os interesses da maioria sempre foram sobrepujados.

Fernando Lugo é o candidato do povo. E certamente serão os interesses deles que podem ser conflitantes com os de uma parte da sociedade brasileira e da argentina e que esse ex-bisoo católico terá de enfrentar para poder governar para a maioria.

Esse assunto é recorrente ao Pimentus devido a importância da possibilidade desta eleição. Já que Fernando Lugo não pertence a elite econômica e política paraguaia. Certamente há fatores que devem estar tentando impedir a todo custo sua eleição, mas quem é que segura a força do povo?

Acompanhem abaixo a entrevista que o Renato Rovai, editor da Revista Forum disponibilizou em seu blog e eu reproduzo aqui;


O amigo e jornalista Maringoni que visitou o Paraguai nos últimos meses e que tem acompanhado com atenção a eleição no país vizinho, nos concedeu a entrevista que segue por email. A análise dele é a demonstração mais clara de como nossa midiazona poderia ter muito mais qualidade. Não deixe de ler um trecho do editorial de hoje do jornal ABC Color que o Maringoni traduziu para este blogue.


O que está em jogo nas eleições do Paraguai neste fim de semana?


Maringoni – Está em jogo muita coisa, a começar pelo predomínio quase absoluto do Partido Colorado na vida do país. Trata-se de uma hegemonia que só encontra paralelo no Partido Revolucionário Institucional (PRI), do México, que se vale de mil e uma artimanhas legais para perpetuar-se no poder. Neste domingo, este domínio de 65 anos de uma agremiação que governou mais da metade deste tempo através de uma ditadura sanguinária, como a de Alfredo Stroessner, pode acabar. Além disso, as eleições representam possibilidade de novos setores sociais chegarem ao governo. Isso pode acarretar mudanças substanciais nas relações com o Brasil, a maior economia da região.


Se o bispo Fernando Lugo, favorito nas pesquisas, vier a ganhar, o que você acha que pode vir a mudar de fato no país?


Maringoni – Lugo está à frente de uma amplíssima coalizão social e política. Ela envolve quase duas dezenas de agrupamentos políticos, 68 movimentos e organizações sociais e alcança desde a esquerda socialista até um setor da burguesia paraguaia. O ponto de unidade é a revisão do tratado de Itaipu, firmado em 1973, pelas ditaduras Médici, no Brasil, e Stroessner, no Paraguai. Como se sabe, o Paraguai, pelo acordo, deve vender preferencialmente seu excedente energético ao Brasil. Os preços da eletricidade, neste caso, são até quatro vezes menores que a média do mercado. Como os ingressos de Itaipu representam a principal fonte de financiamento do Estado paraguaio, a questão torna-se vital para qualquer governo que queira aumentar gastos sociais e ampliar o investimento público. O mesmo acontece em relação à hidrelétrica construída em parceria com a argentina, a de Yaciretá. A questão da soberania hidrelétrica, como eles dizem, envolve preços e a possibilidade de o Paraguai vender sua energia a quem desejar, tornou-se mais que um mote de campanha. É um tópico de afirmação nacional, sobre a qual nenhum candidato tem condições de se contrapor. A campanha de Lugo é a que mais claramente formula essa diretriz. O Brasil não quer a revisão do acordo, o que encareceria parte da energia de Itaipu. No fundo, a revisão deverá se materializar em uma negociação de preços com o Brasil e a Argentina. Como toda negociação internacional, envolverá questões econômicas e, sobretudo, políticas. A possibilidade de um governo Lugo realizar reforma agrária, gerar empregos, investir em saúde, educação etc. está totalmente subordinada a esta renegociação energética.



Você poderia relatar qual o clima no país, como estão os movimentos sociais em relação a essa possibilidade de vitória de Lugo? Há um sentimento de esperança de mudança nas camadas populares?


Maringoni – Eu não estou no Paraguai no momento e as informações destes últimos dias são fornecidas pelos relatos de amigos que lá estão e pela leitura dos jornais locais. O que se vê é uma sucessão de denúncias de fraudes sobre registros eleitorais e um aumento do sentimento contra a supremacia econômica do Brasil e da Argentina. Ataques preconceituosos contra Lugo aumentam de intensidade nesta última semana. De outra parte, o principal jornal paraguaio, ABC Color, próximo ao Partido Liberal Radical Autêntico, que indicou o vice de Lugo, faz campanha aberta pelo ex-bispo. O editorial de capa desta quarta feira é significativo sobre a visão de uma parte das classes dominantes locais. Ataca a supremacia brasileira e argentina e a continuidade colorada. Até domingo o clima deve esquentar. E nos dias seguintes, a batalha se dará na apuração. A possibilidade de fraudes é muito grande. Os colorados não querem largar o osso facilmente.


Maringoni ainda nos encaminha a tradução de um trecho do editorial do ABC Color de hoje.

É interessante para se ter uma idéia do clima no país vizinho e de como o Brasil é considerado atualmente um subimpério em muitos países da América Latina:


Brasil e Argentina são os principais corruptores do Paraguai


“O triste destino histórico de nossa província paraguaia foi ficar incrustada entre lusitanos e portenhos. Isso determinou grande parte de nossos infortúnios posteriores e os que atualmente nos assolam. Tivemos de lutar contra as ambições de ambas as potências desde a época colonial. Depois, o século XX foi o da colonização e exploração econômica, da qual Itaipu e Yaciretá são hoje suas maiores e mais humilhantes expressões. Os políticos brasileiros e argentinos vinculados a essas administrações são, por suposto, sócios e cúmplices e assessores próximos dos corruptos locais. Todos eles sabem que enquanto os colorados conservarem o poder no Paraguai terão oportunidade de seguir roubando nossa energia de Itaipu e Yaciretá”.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

FMI; O doutor prova o próprio remédio


Notícia do site da revista Carta Capital nos revela que o FMI não é mais o mesmo. Acostumado a receitar tratamentos indigestos e muitas vezes inócuos, se vê de repente, às voltas com o mesmo tipo de crise que muitos paises enfrentaram ao longo da história e que nelas socorriam ao Fundo.

O Fundo Monetário Internacional se encontra numa grase crise financeira. A ponto de ter déficits de centenas de milhões de dólares.

Se alguém lembrar quantas vezes ouvíamos falar dessa dívida com o FMI, não se acanhem, diga no espaço "comentários" aqui do Pimentus. O fato é que tanto a África como os argentinos simplesmente foram ao fundo do poço com as idéias "iluminadas" do economistas do Fundo em tempos não muito distante de neoliberalismos. Dê uns tempos pra cá esses países, periféricos, como descrevem alguns jornalistas, não estão mais solicitando empréstimos ao FMI, que era sua principal fonte de receita. Dos mais de 2.500 funcionários, quase 400 terão de ser demitidos. É uma receita que estão provando agora e que muitas vezes foi enfiada goela abaixo dos paises endividados, já que eram obrigados a se submeter as orientações do Fundo. Tudo isso para conseguir os empréstimos necessários para tentar sair de suas crises.

Quem disse que provando do próprio remédio o doutor aprenda a receitar coisa muito melhor?

Links relacionados ao texto;

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Site oficial do Fundo
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O quê é o Fundo Monetário Internacional
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terça-feira, 15 de abril de 2008

Carlos Latuff é sinônimo de Arte Engajada

Uma imagem pode dizer mais do que mil palavras. É uma frase muitas vezes usadas por pessoas querendo descrever a força que uma foto tem ao descrever uma situação. Seja ela boa ou ruim, a máxima dessa frase ganha um sentido bem mais amplo quando você não depende, exclusivamente, de um flagrante. Mas apenas de sua imaginação e habilidade com algum instrumento para criar uma imagem que possa conter tudo aquilo que gostaria dizer.

Carlos Latuff é um cartunista brasileiro, muito conhecido internacionalmente pelas suas charges ou cartoons (em inglês como gostam de dizer alguns).
Milhões de pessoas já devem ter visto suas charges, sem que, com isso, saber que é de um brasileiro.
No Iraque, na Palestina ou no México (por causa da resistência dos Zapatistas) Latuff vai demonstrando ao mundo que é possível denunciar as injustiças através da arte.
Do subúrbio do Rio de Janeiro, acabou conquistando um espaço graças à sua criatividade e ao seu compromisso ideológico pela causa anti-imperialista. Por causa desse engajamento, em 2006, foi ameçado de morte por reacionários de direita incomodados com as imagens que atingiam em cheio a postura do governo de Israel frente ao terrorismo de Estado praticado contra o Líbano e ao povo Palestino. Se não bastasse só isso, descobrimos através do jornal Brasil de Fato que o cartunista brasileiro está sendo monitorado pelo governo norte americano pelo Pentágono. Tudo isso porque sua arte é contundente ao descrever as atrocidades do governo norte americano . Suas Charges é mais do que os discursos intermináveis de Fidel Castro ou da acidez de Hugo Chavez em descrever os métodos dos governos americano e israelense para fazer valer suas vontades.

Latuff é um artista. Engajado, comprometido com aquilo que acredita. Cada um com a parte que lhe cabe desse latifúndio. Ele lá e eu aqui. Parabéns Latuff, seus ideais são semelhantes ao de muitas pessoas . A humanidade lhe agradece.

Abaixo vou disponibilizar algumas imagens que dirão exatamente muita coisa, sem com isso precisar de muitas delongas para o convenciomento. Se quiserem acompanhar mais sobre seu trabalho, basta clicar aqui.




segunda-feira, 14 de abril de 2008

Construindo e fortalecendo a Intersindical


Cheguei há pouco da cidade de São Paulo onde participei do II Encontro Nacional da Intersindical com diversos companheiros da entidade sindical onde trabalho.
Pra quem não conhece a Intersindical, ela está se transformando na alternativa ao sindicalismo pelego e oficialilesco que temos percebido ao longo do tempo desde que o presidente Lula chegou ao poder. Um grave erro para classe trabalhadora ver seus representantes deixando de organizar os trabalhadores, com independência, para ir se "ajeitando" em cargos públicos. Ou verf seus pares condizentes com os ataques que o empresariado desfere através de parlamentares comprometidos com eles.
É fato que este governo tem encontrado resistência junto aos meios de comunicação e a elite reacionária, que a controla os meios de comunicação, para implementar suas políticas reformistas. Mas não é por causa disso que o movimento sindical deve deixar de pleitar as aspirações dos trabalhadores. Sabemos que muitos sindicatos têm sobrevivido pela contribuição sindical compulsória (obrigatória). Este mês de março, por exemplo, recebi diversas ligações de companheiros que queriam receber o dinheiro de volta, que foi descontado sem sua autorização. Não sabiam que é obrigatório esta contribuição. Resquício da era Vargas, que atrelou o funcionamento dos sindicatos via comprometimento de sua receita dependente do governo. Parte desta contribuição do Imposto Sindical vai para Federações dos Sindicatos, para o Ministério do Trabalho e o restante para o Sindicato de sua categoria. Na Intersindical, há propostas de abolir esse tipo de contribuição entre seus filiados. Sobreviver apenas com a contribuição voluntária. Conceito que horrorizam a pelegada.

A grande discussão que houve no II Encontro foi se este movimento independente, de sindicatos combativos, deveriam fundar uma outra Central Sindical. Nas discussões que permearam o encontro havia a certeza da necessidade disso, mas a grande divergência era de qual o momento? Após diversas discussões e atitudes quase polêmicas no encontro, apesar de ter encerrado e não terminar com esses dois posicionamentos, seguiu-se com uma parte dos presentes, com a proposta de discutir a criação de uma nova Central Sindical, fazendo as disussões e as amarrações necessárias com outra Central Sindical, ligada ao PSTU. Já outra parte dos presentes com a proposta de ir tentanto contruir a Intersindical pela base. Talvez trazendo até o movimento popular para fazer parte. Algo inovador no Brasil. E com isso conquistando mais força política, trazendo novos movimentos e sindicatos. Não colocando em sua agenda, prioridades que não tenham como objetivo imediato a conquista dos trabalhadores pelo local de trabalho.
Polêmicas a parte, foi um grande encontro e está dando provas à sociedade que, apesar do refluxo da luta dos trabalhadores, há companheiros que ainda resistem ao ataque do capital e daqueles que se associaram a ele, mesmo empunhando bandeiras de luta, que não seguram com tanta convicção.
Link relacionado ao texto;
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sexta-feira, 11 de abril de 2008

O Assassinato de Gaitán. Vídeo do canal por assinatura History Channel

Para ver melhor este vídeo, desligue a estação musical do blog, a direita da página, logo abaixo.
O vídeo acima é parte do documentário que conta a história trágica do assasinato de Jorge Eliécer Gaitán, que marcou a vida política da Colômbia e que até hoje influencia seus dias.

O caso Gaitán, o início das FARC


Um colombiano, nascido em Bogotá, fundador da União de Esquerda Revolucionária, líder da ala progressista do Partido Liberal, que pretendia combater os interesses da oligarquia e defender os trabalhadores e a classe média, e cujo assassinato as vésperas de uma eleição à presidência da Colômbia, revoltou o país e provocou uma onda de protestos, conhecida como bogotazo.
A descrição acima é uma parte da biografia de Jorge Eliécer Gaitán que copilei da Netsaber. Mas não é só isso. Biografias há diversas a respeito de Gaitán. Sua trajetória política e seu fim trágico nos traz luz sobre diversas questões que permeiam nosso dia a dia e ao e milhões de pessoas ao redor do mundo.
A morte de Gaitán eclodiu o que chamam de Bogotazo, onde milhares de pessoas foram as ruas revoltadas, protestar pela morte de seu líder. Foram milhares de mortos, centenas de edifícios oficiais que foram depredados, tudo aquilo que representasse o governo conservador da época.
Gaitán como muitos outros políticos comprometidos com os trabalhadores era um estorvo as pretenções dos Estados Unidos e da classe dominante colombiana. Assim como Fidel era em Cuba, Allende no Chile, Jango no Brasil. Por força da evolução de nossa sociedade e pelo aprendizado da história outros líderes populares foram poupados para que algo semelhante não ocorrese em seus respectivos países. Tentam anulá-los de maneira que não tenha tantos efeito s colaterais.
Muitos não sabem, mas este epísódio isolado lá na Colômbia contribuiu para o aparecimento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Quando a democracia é impedida de acontecer, a alternativa nem sempre é a melhor opção. A morte de Gaitán é um aviso aos conspiradores oportunistas que devem pensar muito bem antes de realizar tal ato. O que aconteceria se Evo Morales fosse assassinado antes de ser Presidente? Ou Chavez na Venezuela, Rafael Correa no Equador ou até Lula. Se algum desses fossem assassinados, impedidos de continuar sua trajetória, certamente algo semelhante aconteceria em seus respectivos países.
Há quem diga que este episódio inspirou Fidel Castro, pois o mesmo estava presente na Colômbia durante um evento que aconteceria por lá. Iria se encontrar com o próprio Gaitán mais tarde. Presenciou a turba descontrolada, que certamente se tivesse uma oposição organizada teriam se defendido eficazmete das forças represssoras que assassinaram milhares de pessoas.
Um fato histórico que nos leva a refletir de como as forças conservadoras, ao tomar medidas extremas, perdem o controle daquilo que acreditam ter posse.
As FARC é uma presença constante, inespugnável naquela sociedade e, certamente irritante, mas que não deixa de lembrar-nos de que não conseguirão acabar com o desejo de uma sociedade diferente daquela de submissão e conluio com a elite conservadora e reacionária que a todo momento usa de todos os meios, quando não para permanecer no poder, para impedir o desejo da maioria.
Links relacionados ao texto;
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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Boris Casoy, outra tranqueira da direitalha a nos desinformar


Pois é, já não chega a leva de colunistas e apresentadores de programas de tv a serviço da direção das emissoras, falando só aquilo que nossa elite reacionária pensa, temos de volta a figura política e também menos profissional de Boris Casoy. Ele acaba de assinar contrato com o grupo Bandeirantes de Comunicação na qual irá apresentar programas na TV e nas emissoras de rádio do grupo.

Para alguns sua história se funde com a do jornalismo contemporâneo. Foi ele que fez a mediação do histórico debate entre Lula e Collor. Instituiu na TV brasileira a mistura do apresentador com a do comentarista. O famoso âncora. Também conhecido pelo famoso bordão "Isto é uma vergonha", Boris parecia refletir o desejo de milhões de brasileiros indignados com a corrupção neste país. Disfarçadamente apresentava notícias de maneira isenta, mas não deixava de opinar negativamente pelos seus desafetos políticos. Juntava tudo num mesmo saco e deixava pronto para o telespectador deglutir. Matérias parciais eram comuns, quase sempre difíceis de perceber devido ao coro que as outras emissoras fazem juntas quando o assunto é política.

Há quem diga que sua demissão da TV Record foi por pressão do ex-deputado, cassado, José Dirceu. Mas seu último contrato em parceria com a CNT também terminou de maneira obscura.

Sendo muito bem remunerado e com autonomia, para poder selecionar as notícias que apresenta, faz um jogo de cartas marcadas entre a direção da emissora e ele próprio. Duvido que se fosse realmente independente teria o espaço que tem. Como não passa de um ventrículo de uma elite reacionária e preconceituosa, que atualmente esperneia por ver tanta gente conseguindo subir na vida, vai ter seu espaço garantido na telinha da tv e, diga-se de passagem, vai ser muito bem remunerado. Acho que para quem ele representa deve ser um horror ver tanto pobre subir em avião para visitar seus familiares. Ter tanta "gentalha" com motos e carros "atrapalhando" o trânsito de nossas cidades. E a violência então?! A corrupção?!!!

Isto é uma vergonha!

É so colocar link nestas histórias com algo que desabone o atual governo. Não percam por esperar; a serviço de nossa elite, mais um programa de tv formatado para lhes servir.

A democracia perde com isso.

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Quando a imprensa não admite ser contestada
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Demitido por pressão
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A volta
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Pra se divertir;

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Preste bem atenção nesta foto


Não tenha dúvida de que, se Fernando Lugo vencer as eleições a Presidente da República no Paraguai, nosso país vizinho será manchente constante em nossa mídia corporativa. De posições nacionalistas, Fernando Lugo é um ex-bispo da Igreja católica que renunciou seu cargo no clero para fazer a disputa presidencial (no Paraguai tem de haver desvinculação do cargo religioso).
Tem usado como mote de campanha a situação desfavorável dos rendimentos que o Parguai obtém no pagamento do excedente de energia de Itaipu que é vendida ao Brasil.
Já tem a simpatia do povo paraguaio, apreensão nos brasiguaios e medo de uma parcela de nossa elite reacionária. Eles temem que este ex-bispo, de esquerda, venha a somar o coro junto a onda de presidentes oriundos de partidos e movimentos de esquerda que se elegeram como dirigentes de seus paises e que varreram para longe, as referência neoliberais do continente. Na Amércia Latina, em países com alguma significância política, apenas Peru e Colômbia destoam dos outros.
A história do Paraguai é triste até hoje. Seu povo é empurrado pra miséria sem escrúpulos por causa da elite reacionária daquele país. Não é atoa que os ventos de esperança por algo melhor são depositados neste ex-bispo. Há quem diga que o governo brasileiro tem preferência por Lino Olviedo, que já esteve exilado no Brasil, mas voltou para cumprir pena e assim, poder disputar as eleições, sendo uma alternativa contra o favoritismo de Fernando Lugo.
Resta saber se o povo paraguai vai se deixar enganar mais uma vez.
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domingo, 6 de abril de 2008

Brasil de Fato; 5 anos de intensa luta


Não posso cometer uma injustiça como a de não falar da iniciativa do MST e Via Campesina, que criou e produz o Jornal Brasil de Fato.

Há cinco anos os companheiros da Agência de notícias Brasil de Fato matam um leão todos os dias para garantir um material jornalístico de ótima qualidade e, ainda por cima, abordando assuntos que outras publicações não abordam. Que quando fazem isso, carregam na tinta de seus interesses escusos.

Já falei aqui no Pimentus das publicações Carta Capital, Revista Forum, Revista do Brasil e Le Monde Diplomatique. Que têm se apresentados como alternativa ao jornalismo esgoto, em contraposição à algumas publicações brasileiras.

Igualmente a Revista Forum, Brasil de Fato surgiu depois de intensas discussões a respeito da democratização dos meios de comunicações no Brasil. Esse fato ocorreu no Forum Social Mundial em 2003. De lá pra cá, apesar da dificuldade, a turma do Jornal Brasil de Fato não deixam a peteca cair.

Visitem o seu site e caso ache interessante contribua fazendo sua assinatura. A democracia agradade.

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Quem faz o Jornal Brasil de Fato

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sábado, 5 de abril de 2008

Minha vida ponho pra rodar

O vídeo é um comercial institucional da Sundown Motos. Devo estar pegando a minha STX 200 brevemente, vamos ver. Para assistir o vídeo com qualidade, melhor com banda larga. Antes, porém, desligue a estação musical do blog. Para não atrapalhar o vídeo.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Mais censura na internet


Não é de hoje que venho falando a respeito de como a internet tem se transformado num local onde ainda é possível furar o bloqueio da mídia corporativa. Mas os ataques a liberdade de expressão vem ocorrendo para impedir isso. O que ocorreu com o jornalista Paulo Henrique Amorim no IG é um exemplo disso.

Como faço todos os dias, antes de escrever meu post aqui, visito alguns sites de jornalismo e blogs que tenho linkados ao Pimentus. Para me atualizar e me informar. Acabei descobrindo uma outra notícia triste, sobre a censura na net, no blog Democracia e Política, que reproduziu de outro blog.
Leia abaixo aquilo que venho afirmando há algum tempo e que não me parece ser um movimento isolado.



Ontem, o blog “naperiferiadoimperio” publicou uma peocupante notícia para todos nós usuários da internet. Transcrevo:

“Empresa dos EUA impõe censura na internet nórdica. Mídia corporativa não fala nada”

“A empresa estatal sueca Telia, operadora de sistema de telefonia e a maior provedora de acesso à Internet do país, foi afetada por uma decisão da empresa norte-americana CogNet que bloqueou o acesso, sem alegar motivos, a determinadas páginas da Espanha e da América Latina. Entre as censuradas estão as páginas do Rebelión e da Agência Boliviana de Informação.

A censura afeta também outros países nórdicos, pois a Telia está associada a empresas desses países. A medida também afeta, em algumas cidades, milhares de usuários residenciais, já que empresas administradoras de apartamentos usam o sistema de banda larga da estatal sueca.

Segundo o site Rebelión, a Telia, que se declarou impotente diante do problema, admitiu que a medida é censura. As páginas censuradas podem ser acessadas a partir de outros provedores.

Os Estados Unidos já bloquearam 3.719 sites por ordem do escritório do Departamento do Tesouro norte-americano. Na "lista negra" há sites de 558 empresas cubanas ou com vínculos comerciais com Cuba."


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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Eduardo Galeano; O oitavo mandamento do capitalismo














Reproduzo abaixo um texto muito interessante do escritor uruguaio Eduardo Galeano. Reflete basicamente a ingenuidade de muitas pessoas que ainda acreditam nas "boas intenções" do capitalismo, capitaneado pelo Estados Unidos, com suas intervenções militares e políticas frente a soberania de diversos países. Tudo para garantir seus interesses, políticos e econômicos. E sempre com apoio doméstico das mídias dos países pobres e em desenvolvimento.

Por EDUARDO GALEANO


Oitavo mandamento: Mentirás

A grande mídia, até um tempo atrás, dizia que a pobreza estava batendo em retirada no mundo. Agora, os burocratas mais bem pagos do mundo estão confessando que estavam mal informados. Também ficamos sabeno, agora, que os países pobres são bem mais pobres do que os números diziam.

Eduardo Galeano - Página 12

Uma mentira.

Até um tempinho atrás, a grande mídia nos presenteava, a cada dia, números alegres sobre a luta internacional contra a pobreza. A pobreza estava batendo em retirada, apesar de que os pobres, mal informados, não tomavam conhecimento da boa notícia. Os burocratas mais bem pagos do planeta estão confessando, agora, que os mal informados eram eles.

O Banco Mundial deu a conhecer a atualização do seu International Comparison Program. Do trabalho participaram, junto com o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, as Nações Unidas, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico e outras instituições filantrópicas.

Nele os especialistas corrigem alguns errinhos dos relatórios anteriores.

Entre outras coisas, ficamos sabendo agora de que os pobres mais pobres do mundo, os chamados “indigentes”, somam quinhentos milhões a mais do que aparecia nas estatísticas.

Além disso, percebemos de repente que os países pobres são bem mais pobres do que os numerinhos diziam, e que sua desgraça piorou enquanto o Banco Mundial estava vendendo-lhes a pílula da felicidade do mercado livre.

E se todo isso ainda fosse pouco, agora ficamos sabendo que a desigualdade universal entre pobres e ricos tinha sido mal medida, e em escala planetária o abismo é ainda mais fundo que o do Brasil, país injusto por excelência.

Outra mentira.

Ao mesmo tempo, um ex-vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, em um trabalho conjunto com Linda Bilmes, investigou os custos da guerra do Iraque.

O presidente George W. Bush tinha anunciado que a guerra poderia custar, no máximo, 50 bilhões de dólares, que a primeira vista não parecia caro demais, tratando-se da conquista de um país tão rico em petróleo. Eram números redondos ou, melhor dizendo, quadrados. A carnificina do Iraque já dura mais de cinco anos, e neste período os Estados Unidos já gastaram um trilhão de dólares matando civis inocentes. Caindo das nuvens, as bombas matam sem saber a quem. Embaixo da mortalha de fumaça, os mortos morrem sem saber por quê. Aquele cálculo de Bush basta para financiar somente um trimestre de crimes e discursos. O número mentia, a serviço desta guerra, nascida de uma mentira e que mentindo continua.

E mais uma mentira.

Quando todo o mundo já sabia que no Iraque não existiam outras armas de destruição massiva que as usadas por seus invasores, a guerra continuou, apesar de já ter esquecido seus pretextos.

Então, em 14 de dezembro do ano 2005, os jornalistas perguntaram quantos iraquianos tinham morrido nos dois primeiros anos da guerra.

E o presidente Bush falou desse tema pela primeira vez.

Respondeu:– Uns trinta mil, mais ou menos.

E a seguir fez uma piada, confirmando seu sempre oportuno senso de humor; e os jornalistas riram.

No ano seguinte, reiterou esse número.

Não esclareceu que os trinta mil referiam-se aos civis iraquianos cuja morte tinha aparecido nos jornais. O número real era muito maior, como ele bem sabia, porque a maioria das mortes não é publicada; e bem sabia, também, que entre as vítimas havia muitos velhos e crianças.

Essa foi a única informação proporcionada pelo governo dos Estados Unidos sobre a prática de tiro ao alvo contra os civis iraquianos. O país invasor só contabiliza, em uma conta detalhada, seus soldados caídos. Os demais são inimigos, ou danos colaterais, que não merecem ser contados. E, de qualquer jeito, contá-los poderia ser perigoso: essa montanha de cadáveres poderia causar má impressão.

E uma verdade.

Bush estava vivendo seus primeiros tempos na presidência quando, no dia 27 de julho do ano 2001, perguntou aos seus compatriotas:

– Vocês podem imaginar um país que não fosse capaz de cultivar alimentos suficientes para alimentar sua população? Seria uma nação exposta às pressões internacionais. Seria uma nação vulnerável. E por isso, quando falamos da agricultura americana, na verdade falamos de uma questão de segurança nacional.

Dessa vez, o presidente não mentiu. Ele estava defendendo os fabulosos subsídios que protegem o meio rural do seu país. “Agricultura americana” significava, e significa ainda, nada mais do que “Agricultura dos Estados Unidos”.

Contudo, é o México, outro país americano, que melhor ilustra seus acertados conceitos. Desde que assinou o tratado de livre comércio com os Estados Unidos, o México não cultiva alimentos suficientes para as necessidades da sua população; assim, é uma nação exposta às pressões internacionais e é uma nação vulnerável, cuja segurança nacional corre grave perigo:

- Atualmente, o México compra dos Estados Unidos 10 bilhões de dólares em alimentos que poderia produzir;

- Os subsídios protecionistas tornam impossível a concorrência;

- Ao passo que vamos, daqui a pouco as tortillas mexicanas só continuarão sendo mexicanas pelas bocas que as comem, mas não pelo milho de que são feitas, importado, subsidiado e transgênico;

- O tratado prometeu prosperidade comercial, mas a carne humana, camponeses falidos que migram, é o principal produto mexicano de exportação.

Há países que sabem se defender. São poucos. Por isso são ricos. Há outros países treinados para trabalhar pela própria perdição. São quase todos os outros.

Tradução: Naila Freitas / Verso Tradutores

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14900
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terça-feira, 1 de abril de 2008

O golpe vem a galope


Ontem fiz questão de abordar a situação da Ministra Dilma Rousseff. É um caso emblemático, Na verdade, mais um. Com a possibilidade da Ministra ser a escolhida pelo planalto para substituir o presidente Lula as avalanches de ataques à ela vão se acumulando cada vez mais. Há dois meses atrás, após o governo federal decidir apoiar a CPI dos cartões corporativos, a oposição esperaria o quê do governo? Que ficassem esperando serem agredidos sem se movimentar? É uma insensatez sem tamanho se fizessem isso. Se acham vítimas agora. Só pode ser. O que é uma mentira descomunal. Está claro que durante o governo de FHC os gastos com os cartões eram escandalosos. Era uma festa regada a soberba. Próprio de quem se achava acima do bom senso. E por mais que sejam escandalosos, certamente serão muito pouco pautados pela mídia.

Quem não se lembra do gesto "obsceno" envolvendo o Marco Aurélio Garcia. Alguém na mídia se perguntou o do pq do gesto? Foi uma maneira de estravasar tamanha incoerência na cobertura da imprensa, tentando imputar no governo Lula a culpa do acidente da aeronave da TAM.Quando se descobriu que o problema era mecânico no avião, nada mais justo de se manifestar daquela maneira. Mas preferiram falar "do gesto" e não fizerem uma auto crítica do tipo do tipo de cobertura jornalística dispensado ao episódio do acidente.

O caso do "dossiê", que hoje há rumores de que tenha sido montado por tucanos, oferecido a Veja e posteriormente divulgado como "vazado" pela imprensa de dentro do planalto, segue a mesma linha. Não interessa de onde veio, mas sim quem foi que vazou. As informações sobre o histórico dos cartões na era FHC certamente iriam ser tratados dentro da CPI. Já que eram isso de que iriam tratar. E quem não sabe que nas CPIs vazamento tem "de balde". Ao sabor de quem quer que seja. Conforme os interesses diversos.

A demonstração mais uma vez, inequívoca de tentativa de golpe branco, de nossa mídia reacionária, é que traz riscos a democracia desse país. Enquanto não houver uma política de decentralização dos meios midiáticos, que estão nas mãos de alguns grupos, episódios desse tipo serão corriqueiros. E tão comuns que podemos correr o risco de nos tornarmos insensíveis. Uma pena que o governo Lula não ter estabelecido uma linha de enfrentamento do monopólio dos meios de comunicação. Hoje a sociedade segue vítima dessa situação, talvez não criada por ele, mas com certeza perpetuada.

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