segunda-feira, 31 de março de 2008

A Ministra da vez


Não é novidade aqui no Pimentus de que existe um complô dos grandes meios midiáticos em ficar reproduzindo os interesses da oposição política ao governo federal e de nossa estúpida elite brasileira. Acredito que, até aqui, não seja novidade e nem democrático esta postura que contaminou diversas redações jornalísticas.

A incoerência e a ilegalidade dos fatos começam a surgir quando estes meios, omitem ou mentem a respeito de determinados episódios com o interesse, inequívoco, de atingir propositalmente determinada figura do poder. Obviamente com interesses associados (escusos) já ditos aqui. A história do uso dos cartões corporativos é um exemplo. Se derem uma olhada nos posts anteriores, aqui do Pimentus, não abordei este assunto em nenhum momento. Aguardando obter mais informações para melhor me basear antes de comentar. Pois bem, após as derrubadas (não quedas) de diversas figuras importantes do governo federal, por conta do mensalão, que a CPI criada para investigar não conseguir provar sua existência e da queda da ministra da Igualdade Racial Eunice Matilde Ribeiro, a mira se vira agora para a Ministra da Casa Civil Dilma Roussef. Certamente por ela ter sida exposta como provável preferência do governo federal para disputar a Presidência da República. Segundo Eduardo Guimarães, sivuqueiro, blogueiro do blog Cidadania.com e presidente do Movimento dos Sem Mídia, a orquestração segue um rítimo desesperador devido aos índices de aprovação do governo federal que ficam maiores a cada período do ano.

A Revista Forum também faz a mesma análise em seu blog. Na Revista Forum, deste mês por exemplo, expõe em detalhes a tentativa de golpe contra o governo federal.

Numa democracia, o que se espera dos veículos de comunicação é que, apesar de suas preferências, os mesmos tem de manifetá-las. Não ocorrendo isto, pondo pôr por terra princípios de norteiam um jornalismo coerente, idôneo e compromissados com a verdade.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Quem sabe mais, luta melhor.


A foto ao lado é meramente ilustrativa. O fato é que sem formação política, seremos escravos de velhos conceitos amparados no empirismo, que nem sempre corresponde com a realidade.
No sindicato dos radialistas, onde estou como assessor sindical, fui indicado a compor a comissão de formação política da entidade. A diretoria percebeu, após anos de turbulência, na convivência com outros diretores, por causa do desnível da capacidade de enteder a realidade, de havia necessidade urgente de garantir um mínimo de formação política aos novos e aos antigos dirigentes. Muitos, dos antigos dirigentes, tiveram a oportunidade de fazer formação política, mas não se interessaram. Resultado; discordâncias, atropelos, decisões mal tomadas durante as reuniões da diretoria. Enfim, quase que um desastre político/administrativo da entidade, que acabou culminando com um racha na diretoria. Após o término das eleições a atual diretoria do Sindicato dos Radialistas tomou como prioridade a formação política de seus dirigentes, funcionários e companheiros da base. Apenas os dois últimos não teriam obrigatoriedade de se sbmeterem aos cursos de formação, indicados pela comissão de formação. Mas a diretoria, esta sim seria obrigada a fazer os cursos. E é o que tem sido feito.
É imprescindível, como instrumento de luta de classes, entender a história da luta dos trabalhadores, da formação da sociedade. A identificação dos agentes que mantém a superestrutura e de como os personagens desta luta de classes se relacionam.
Uma iniciativa interessante, que tem surgido e havido muita procura, são os cursos políticos realizados por diversas instituições, partidos, entidades e grupos de pessoas no campo do marxismo. A editora Boitempo, recentemente, organizou o Curso livre Marx e Engels. O número de inscritos surpreendeu os organizadores. Tanto é que as inscrições foram encerradas e a procura continuava. Levando seus organizadores a avisar que brevemente haverá outros e assim garantindo a participação de todos. Se for de seu interesse, se informe. Clique no link do curso e corra para se instrumentalizar de algo que vc pode usar em toda sua vida.

sábado, 22 de março de 2008

Paixão por motos

Muitos não sabem, mas sou apaixonado por motos. Desde os meus 10 anos sempre sonhei ter uma. Já faz 5 anos que estou com uma Suzuki Intruder 125. O modelo que está logo abaixo. É com ela que levo minha família pra cima e para baixo. Apenas para pequenas viagens, aqui perto do bairro mesmo. Me dava a permissão de transgredir um pouco as regras de trânsito, levando filhos e sobrinha na moto. O modelo é pequeno pra quem tem mais de 1,80 (tenho 1,85).
Com o crescimento econômico, muitas pessoas começaram a comprar seu primeiro veículo e, pela ordem natural das coisas, começam por aqueles mais baratos. É assim com a motocicleta. De 2003 pra cá, é recorde em cima de recorde no número de motocicletas adquiridas. A previsão de crescimento para este setor, já esta subestimada. São mais de 10 montadoras novas no Brasil, além das tradicionais Honda, Yamaha e um pouco mais nova no país, a Suzuki. Com alguma exceção, o número está correto; no mínimo uma dezena de novas fábricas no Brasil.




A "susi" foi se cansando e dei-me a liberdade de entrar num consórcio de uma moto maior. Com mais potência e preparada para enfrentar os buracos de Araçatuba. Que, na verdade, buraco aqui é apelido. São crateras mesmo (tadinha das suspensões da Susi). Pois bem, vendo no mercado um modelo que contemplasse esses requisitos, além de que as prestações coubessem no meu bolso, optei pela STX 200 da Sundown motos.




Alguns amigos, quando comentei do consórcio, até estranharam. " - Não faz o seu tipo." Comentaram.

Estive vendo, analisando, pesquisando... Estou quase me decidindo pela Kansas 150, da Dafra Motos (bem que poderia ter arranjado um nome melhor, né?!). Não há concessinária na cidade, ainda. Mas pelas informações que pude obter, brevemente estará por aqui.

Duas coisas a considerar, ela é econômica e o modelo faz o meu estilo. Com muita personalidade. Veja o modelo abaixo;




Me interessei também pela FYM 250. Mas preciso urgentemente de um carro. O que acredito estar comprando brevemente, utilizando o crédito do consórcio.

Abaixo a foto da FYM 250 e algumas informações pelos modelos mostrados e comentados aqui;





Suzuki Intruder 125

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Sundown STX 200

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Dafra Kansas 150
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FYM 250
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ABRACICLO
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quinta-feira, 20 de março de 2008

Censura ao Jornalista Paulo Henrique Amorim por parte do IG


Não demorou muito, mas chegou. Quem duvidava de que era impossível a censura chegar à internet se enganou. Fomos surpreendidos ontem com o "sumiço" na WEB do Conversa Afiada, que aparece com a estranha informação "ERRO 404". Pra quem não tem o hábito de ferqüentar os blogs independentes, que abordam política e economia, o Conversa Afiada (agora com link com o endereço pra onde está com nova hospedagem) arranjou inimigos poderesos. Já algum tempo vinha desmascarando a postura neocon (conservaodora e reacionária) de veículos de comunicação, e políticos com estreita relação com agentes envolvidos em diversas situações incoerentes e as vezes até criminosas.
Lamentamos muito este tipo de postura. Isso nos leva a refletir que estamos vulneráveis em qualquer lugar.
Como outros internautas, estarei boicotando as páginas do IG. Tenho um e-mail, que a partir de hoje não estarei utilizando. Enviarei uma mensagem a todos de minha lista de endereço eletrônico, relatando o ocorrido e justificando minha postura. Quem sabe podemos implementar uma perda significativa nas visitas aquele portal? Conseqüentemente seria refletido economicamente. Acredito que só assim aprendam alguma lição.
Nos blogs do Mello, Vi o Mundo, e Mino Carta, há solidariedade. Solidariedade tranformada em ação. Apenas Luís Nassif, que, aparentemente, teima tem tomar uma postura mais firme. Talvez não enxergando a gravidade da situação. Hoje foi PHA, amanhã... O princípio deveria ser a coluna more em nosso comportamento. Assim fico gratificado por ter pessoas como Mino, Mello e o Azenha. Não só por escrever suas impressões sobre a vida que há no jornalismo e na política, mas por estar comprometidos até a alma com aquilo que acredita.
Abaixo selecionei os textos que PHA deixou em seu novo endereço, comentando sobre o episódio da suspensão de seu blog no IG.

ESCLARECIMENTO I
O iG rescindiu meu
contrato que ia até
31 de dezembro de 2008. O Conversa Afiada continua o
mesmo – e mais livre, aqui,
neste novo espaço.
Seja bem-vindo!
Paulo
Henrique Amorim

ESCLARECIMENTO II
O Conversa Afiada ficou fora do ar
por 08 horas e 58 minutos.Breve, escreverei um Máximas e Mínimas para tentar
explicar o que aconteceu.O iG se limitou a enviar uma notificação assinada por
Caio Túlio Costa, para avisar que o contrato se rescindia de acordo com clausula
que previa um aviso prévio.Não é a primeira vez que me mandam embora de uma
empresa jornalística. Só o Daniel Dantas me “tirou do ar” duas vezes: na TV
Cultura e no Uol.E ele sabe que não vai me tirar, nunca ... Com isso, se
encerrou a vida deste blog num portal da internet.Nenhum blog de relevância
política nos Estados Unidos, por exemplo, está pendurado num portal.Clique aqui
para ver:
http://www.huffingtonpost.com ou http://www.talkingpointsmemo.com,
para ficar em dois dos melhores exemplos.Essa é a virtude a internet: último
reduto do jornalismo independente.Assim, se você acha que o Farol de Alexandria
e o presidente eleito são dois impostores; se você gosta do Festival do Tartufo
Nativo; se acha que o PIG, além de ilegível, não tem salvação; que os portais da
internet brasileira são uma versão – para pior – do PIG; que a Veja é a última
flor do Fascio; que o Ministro (?) Marco Aurélio de Mello deveria ser impeached;
que Daniel Dantas deveria estar na cadeia;que Carlos Jereissati e Sergio Andrade
vão ficar com a “BrOi” sem botar um tusta; que a “BrOi” significa que o Governo
Lula vai tirar Dantas da cadeia; que chega de São Paulo, porque está na hora de
um presidente não-paulista etc etc etc ... se você acha tudo isso, continue a
visitar o Conversa Afiada neste novo e renovado espaço.Em tempo: o Conversa
Afiada anuncia publicamente que não é candidato a nada no iBest. Nunca levou
isso a sério. Não vai ser agora que vai levar.Muitas novas atrações virão. Até
já !

Paulo Henrique Amorim

Links relacionados ao texto;

MINO CARTA DEIXA O IG EM SOLIDARIEDADE A PAULO HENRIQUE AMORIM

http://www.viomundo.com.br/opiniao/mino-carta-deixa-o-ig-em-solidariedade-a-paulo-henrique-amorim/

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A demissão de Paulo Henrique e a urgência de um novo portal

http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/texto_blog.asp?id_artigo=2301

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quarta-feira, 19 de março de 2008

Na TV Globo, desonestidade tem nome; Míriam Leitão

Não é novidade que Míriam Leitão tem um lugar de destaque no programa Bom dia Brasil da TV Globo. Sua atuação não limita-se a fazer análises econômicas a respeito da economia. Fala de tudo que a elite reacionária quer, já que se tornou sua porta voz. Não limita-se a fazer análises econômicas, principalmente quando a economia brasileira vai bem. Nos últimos anos o país engendrou um crescimento econômico como jamais houve em sua história. Não como no passado "Milagre Econômico", onde o país crescia e ao mesmo tempo se endividava. É justamente ao contrário, cresce, diminuindo sua dívida. Virtudes que dificilmente são enxergadas pela economista. Óbviamente atendendo interesses escusos. Como sempre a Rede Globo fez ao longo de sua história. Mas não estamos analisando a emissora ou o grupo econômico, mas sua funcionária. Que ao longo destes últimos anos vem destilando seu veneno a respeito das diretrizes tomadas pelo foverno federal para implementar suas políticas públicas.

Mesmo quando o cenário é promissor, Míriam Leitão prega um cenário catastrófico. De uma insensatez tamanha que nos leva a questionar; até que ponto um profissional pode seguir os interesses de seus patrões e mesmo assim tentar passar uma imagem de coerência. Coerência que diga-se de passagem que não existe, principalmente para quem tem um mínimo de senso crítico.

Há alguns anos atrás, no programa Bom dia Brasil, por conta das manifestações virulentas da elite reacionária venezuelana contra o Presidente Hugo Chávez, desbancada do poder na Venezuela, Míriam desatou a comentar, mentirosamente, a situação política que vinha e, até hoje, vem ocorrendo por lá. Marco Aurélio Garcia, Secretário de Relações Internacionais da Presidência da República do governo Lula, entrou ao vivo no programa direto de Caracás logo em seguida, para colocar suas impressões do que estava ocorrendo na Venezuela. Não é que o dito começou a desmentir a dita cuja categoricamente e ao vivo?! Foi soberbo. Mais do que isso, foi hilariante ver ela e os apresentadores desconcertados pela situação.

Míriam Leitão só virá a ser sensata quando deixar de dizer aquilo que seus patrões quer. E começar a ser honesta com princípios de quem tem um mínimo de bom senso.

Uma pena para a televisão brasileira que oferece lixo informativo em vez de trilhar o caminho do jornalismo coerente e responsável.

Abaixo alguns links que podem contribuir para entender um pouco mais sobre essa jornalista (?) economista, que ocupa espaços que deveriam estar com profissionais que faz análises coerentes e sensatas sobre política e economia.

Manipulação e jogo de interesses

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Divertidos (e talvez verdadeiros) conceitos sobre Míriam Leitão e sobre o que ela fala (imperdível)
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terça-feira, 18 de março de 2008

Enfim, chamados a responsabilidade.



Principais blogs independentes, diferentemente dos veículos de comunicação, noticiaram ontem a iniciativa do Movimento dos Sem Mídia em processar os principais veículos de comunicação por criarem pânico sobre a febre amarela no Brasil.
No intuito de tentarem desgastar ainda mais o governo federal, a mídia, irresponsavelmente, provocou pânico nos brasileiros ao afirmarem objetivamente e subjetivamente uma epidemia improvável e que não ocorre no país há mais de 40 anos. Centenas de milhares de pessoas correram aos postos de vacinação e hospitais procurando ser vacinados, inclusive duplamente. O que fez com que ocorressem mortes por isso. O MSM toma a inciativa que todo cidadão brasileiro, de bem, deveria tomar. Garantir através da Justiça que, iniciativas condenáveis como esta não podem ficar impunes num país onde as instituições devem ser respeitadas, independente de suas discordâncias ideológicas. Ainda mais quando esta foi eleita pela maioria e democraticamente. Veja abaixo o texto que busquei no blog Vi o Mundo, do jornalista Luís Carlos Azennha;
MSM FAZ REPRESENTAÇÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA EMPRESAS QUE ACUSA DE CRIAR PÂNICO SOBRE A FEBRE AMARELA

Atualizado em 17 de março de 2008 às 16:01 Publicado em 17 de março de 2008 às 15:43

SÃO PAULO - O Movimento dos Sem Mídia deu entrada agora à tarde, no Ministério Público Federal de São Paulo, na seguinte representação, que foi protocolada com o número PR/SP-SEPJ-001848/2008:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR PROCURADOR DA REPÚBLICA DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALILMO. SR. DR. COORDENADOR DA TUTELA COLETIVA DA PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULOO MOVIMENTO DOS SEM MÍDIA – MSM -, organização da sociedade civil de direito privado, fundada em 13 de Outubro de 2007, registrada no 7º Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas da Capital sob o nº 28.103, livro A (cópia do Estatuto Social anexa), com sede à Rua Doutor Bacelar, nº 1038, Vila Clementino, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP. 04026-000, com objetivo social, entre outros, de defesa e incentivo de uma mídia livre, plural, ética, e responsável, vem respeitosamente, perante V.Exa., neste ato representado por seu Presidente, com base nos artigos 2º; 3º- incisos I, III, § 3º, letra “c”; e 16, inciso I do seu Estatuto Social, e nos artigos 127, caput; e 129, incisos II e III, e demais aplicáveis à espécie da vigente Constituição da República Federativa do Brasil e da Lei Orgânica do Ministério Público Federal, formular a presente REPRESENTAÇÃO Contra a empresa Folha da Manhã S/A, na pessoa de seus representantes legais, com sede à Alameda Barão de Limeira, 425, Santa Cecília, CEP: 01202-001, São Paulo, SP; Contra a S.A. O Estado de S. Paulo, na pessoa de seus representantes legais, com sede na Av. Eng. Caetano Álvares, 55, Limão, CEP: 02598-900, São Paulo, SP; contra a Editora Abril S/A, na pessoa de seus representantes legais, com sede na Av. das Nações Unidas, 7221, Pinheiros, CEP: 05425-070, São Paulo, SP; contra a Globo Comunicação e Participações S/A, na pessoa de seus representantes legais, com sede à Rua Lopes Quintas, 303, Jardim Botânico, CEP: 22460-901, Rio de Janeiro, RJ, e com sede também em São Paulo; contra a Revista IstoÉ, na pessoa de seus representantes legais, com sede na Rua William Speers, 1000, CEP: 05067-900, São Paulo, SP; contra a SA Correio Brasiliense, na pessoa de seus representantes legais, com sede na SIG QD 02 LOTE 340, Plano Piloto, CEP: 70610-901, Brasília, DF; contra o Jornal do Brasil, na pessoa de seus representantes legais, com sede na Av. Paulo de Frontin, 651, Rio Comprido CEP: 20261-243, Rio de Janeiro, RJ , e contra todos os demais veículos e meios de comunicação, que nos termos da investigação a ser realizada pela D. Autoridade Ministerial Federal, incumbida da matéria pela competência legal, tiverem infringido a legislação federal penal e civil vigentes aplicáveis à espécie, pelas razões de fato e de direito que respeitosamente, passa a expor:
PRELIMINARMENTE1.- Após a volta do País à normalidade democrática, alicerçados nos postulados do Estado Democrático de Direito e consagrados pela Constituição Federal de 1988, os cidadãos e as organizações representativas da sociedade civil deixaram a posição de meros espectadores dos fatos da vida nacional, tendo se tornado agentes vivos, participantes, atentos e vigilantes dos interesses maiores da sociedade e da própria Res Publica;2.- Consideramos que a liberdade de imprensa, tal como garantida pela vigente Carta Magna, é um dos sustentáculos do regime democrático. No entanto, o direito – bem como o dever - dos meios de comunicação de divulgarem informações deve estar sempre lastreado em pressupostos éticos, morais e de compromisso com a verdade dos fatos, pois o imenso poder da dita grande mídia, na era da informação em tempo real em que vivemos, deve ser exercido dentro de parâmetros de responsabilidade, haja vista em que esses meios de comunicação cobrem todo o território nacional e, em conseqüência, o eventual mau uso ou a distorção dos fatos podem gerar gravíssimas conseqüências para a população, como efetivamente pode ter acontecido no caso objeto da presente Representação.2.1.- Os fatos ora relatados atingiram toda a sociedade e geraram conseqüências em todo o Território Nacional, extrapolando as fronteiras dos Estados membros da Federação, motivo da presente Representação à D. Autoridade Ministerial Federal.

DOS FATOS3.- No final do mês de dezembro de 2007, com a seqüência dos fatos prosseguindo até o fim de janeiro de 2008, os veículos de comunicação social ora Representados pautaram e colocaram em imensa evidência, em suas publicações e transmissões, relatos e opiniões de forma extremamente alarmantes, sempre em escala crescente, o que acabou disseminando entre a população a crença de que estaria em curso no país uma EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA URBANA, evento que não ocorria há mais de sessenta anos. Dessa prática da imprensa decorreu verdadeira histeria social, que se apoderou do cidadão mais humilde até o mais abastado – e, pretensamente, mais bem informado -, num processo em que cada órgão de imprensa parecia querer produzir mais estardalhaço e alarme do que o outro, conforme relatado de forma cronológica nos termos do ANEXO I desta Representação.4.- No entanto, desde o início da publicação dessa série de matérias na mídia sobre uma suposta epidemia de febre amarela, os Representados parecem não ter buscado informações técnicas adequadas para o fim de esclarecerem e orientarem a população. Os meios de comunicação não informaram adequadamente (no tempo certo, com o devido destaque e em volume de alertas compatível com a torrente de informações que divulgavam sobre a suposta epidemia) os riscos que as pessoas corriam ao se vacinarem sem necessidade, ao se revacinarem ou, ainda, vacinando-se apesar de seus organismos serem incompatíveis com o medicamento.5.- Essa ação dos órgãos de mídia ora Representados produziu os efeitos previsíveis, criando um clima de pânico generalizado entre a população de todo o País, com milhões de pessoas dos centros urbanos e das áreas rurais acorrendo desesperadas aos postos de saúde e de vacinação para se imunizarem contra um risco de contraírem febre amarela que só existia para uma parcela dessas pessoas, pois a outra parcela que se vacinou não estava nas chamadas áreas de risco, nem iria empreender viagem a tais áreas.5.1.- É preciso mencionar que, ao tomar a vacina, o indivíduo é inoculado com o vírus atenuado da febre amarela. Em determinadas circunstâncias, portanto, a vacina pode produzir reações adversas graves, podendo levar o paciente a óbito. Por desconhecimento e até por falta de informações da mídia – que, além de difundir pânico em intermináveis manchetes de jornais, telejornais etc., dava espaço a jornalistas que se manifestavam sem base técnica ou conhecimentos médicos, conclamando as pessoas a se vacinarem fossem de onde fossem e antes que fosse tarde (Anexo I) -, certas pessoas chegaram a se vacinar duas, três vezes seguidas para se “garantirem” de que estariam imunizadas. Como se não bastasse, havia um risco adicional na vacinação aleatória, pois a vacina é contra-indicada para algumas pessoas em condições de saúde específicas, tais como recém-nascidos, gestantes ou pessoas com baixa imunidade biológica.6.- A situação de pânico entre a população, causada pelas informações alarmantes da mídia, chegou a tal ponto que o próprio Ministro de Estado da Saúde, Exmo. Sr. Dr. José Gomes Temporão, viu-se obrigado a convocar rede nacional de rádio e televisão para esclarecer e acalmar a população, informando-a de que não havia NENHUMA EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA URBANA OU SILVESTRE EM CURSO NO BRASIL. Essa, então, era a informação oficial, real e que corresponde à verdade dos fatos, ao contrário do que alardeavam os meios de comunicação ora Representados, sendo que alguns deles, de forma extremamente temerária e mesmo irresponsável, chegaram, em seus noticiários, a colocar em dúvida a veracidade do pronunciamento do Ministro de Estado da Saúde (Anexo I).7.- Um dos indícios a evidenciar que os órgãos de imprensa ora Representados geraram pânico e alarma social, com conseqüências graves à saúde das pessoas e desperdício de dinheiro público, foi o aumento explosivo e estatisticamente comprovado do número dos que se vacinaram contra febre amarela (Anexo I).8.- Em pouco tempo, enquanto a mídia continuava em sua escalada temerária, fato este detectado e corroborado até pelo próprio Ombudsman de um dos Representados (Anexo I), o número de pessoas que estavam adoecendo por reação adversa à vacina já era similar ao das que padeciam da doença que aquela vacina combate. E o mais trágico é que o alarmismo midiático pode ter causado a morte de ao menos uma pessoa (Anexo I). Trata-se de uma senhora de 79 anos, residente em São Paulo, que não é área de risco da febre amarela. Essa cidadã não pretendia viajar a alguma das áreas de risco, portanto nunca deveria ter-se vacinado. Vacinou-se porque se assustou com o noticiário. 9. - Tragicamente, na competição em que os meios de comunicação mergulharam com o fim aparente de transformarem uma inexistente EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA em fato jornalístico, e com objetivos e finalidades ainda desconhecidos, esses órgãos de imprensa ora Representados não tomaram as indispensáveis e necessárias cautelas de alertar e de informar a população dos riscos de reações adversas da vacina de forma adequada. Os Representados somente passaram a ter alguma preocupação com essa providência indispensável depois de semanas de alarmismo, quando o pânico já provocava adoecimento de pessoas que se vacinaram sem necessidade ou mais de uma vez e que tinham organismos incompatíveis com o medicamento. Os órgãos de imprensa Representados passaram a ser ALERTADOS PUBLICAMENTE POR ESPECIALISTAS PREOCUPADOS COM O ALARMA SOCIAL QUE ESTAVA PRODUZINDO CASOS DE ADOECIMENTO POR REAÇÃO ADVERSA À VACINA EM NÚMERO PARECIDO COM O DE CASOS DE FEBRE AMARELA SILVESTRE (Anexo I). Até 22 de fevereiro deste ano, boletim do Ministério da Saúde informava que havia 59 notificações de casos suspeitos de febre amarela silvestre. Desses, 33 foram confirmados, 23 descartados e 3 permanecem sob investigação. Já as reações adversas à vacina, o mesmo boletim informa que foram registrados 52 casos suspeitos. Apesar de ainda não haver confirmação pelo Ministério da Saúde, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações daquele Ministério, Luiza de Marilac Meireles Barbosa, confirmou, em entrevista à jornalista Conceição Lemes (Anexo I), que duas pessoas foram a óbito por reação adversa à vacina, sendo que uma das vítimas, uma senhora de 79 anos de São Paulo, vacinou-se desnecessariamente, pois não precisava viajar a zonas de risco. 10.- Analisando os fatos objetos da presente Representação, conclui-se que a sociedade e suas instituições não podem ficar reféns dos humores, interesses e ações dos veículos de mídia em nosso País. Por isso, os fatos ora trazidos à análise e investigação da D. Autoridade Ministerial Federal, devido à sua extrema gravidade, devem ser tratados de forma exemplar, rigorosa, didática até, para que, no futuro, não voltem a ocorrer. Os órgãos de mídia, vistos por alguns como o Quarto Poder da República, em alguns casos parecem agir de forma a testar a força efetiva de mobilização ou de influência que detêm sobre a sociedade, principalmente sobre as parcelas da população com menores recursos materiais ou intelectuais que lhe possibilite entender - e até se defender - dos efeitos da ação midiática predatória aqui descrita, gerando, não raro, fatos ou situações que não atendem ou refletem os reais e legítimos interesses da sociedade e da democracia, garantidos pelos postulados do Estado Democrático de Direito e sacramentados pela vigente Constituição da República, que devem ser respeitados por todos, pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, pois todos são iguais perante as leis.DOS PEDIDOS 11.- Por todo o exposto, e com base em matérias jornalísticas impressas e de vídeo anexadas a esta REPRESENTAÇÃO (Anexo I), que foram produzidos pelos veículos aqui representados e outros a serem requisitados pelo órgão, requer-se à D. AUTORIDADE MINISTERIAL FEDERAL que proceda a INVESTIGAÇÃO dos fatos relatados, que, em tese, caracterizariam, s.m.j., crimes previstos na lei nº 5.250/67, em seu artigo 16, perturbação da ordem pública ou alarma social, além de outros possíveis ilícitos previstos na legislação penal, civil e extravagante federal, inclusive a que rege o licenciamento, operação e obrigações legais das concessionárias de meios de comunicação e da vigente Constituição Federal aplicáveis à matéria, a serem devidamente apurados e objetos das medidas judiciais cabíveis no âmbito dessa D. Procuradoria da República. Assim sendo, requer-se à D. Autoridade Ministerial, incumbida pela Constituição da República da defesa da Ordem Jurídica, do Estado Democrático de Direito e dos interesses coletivos, difusos, individuais e indisponíveis da população brasileira, que tome as medidas cabíveis no sentido de:a) proceder à investigação dos fatos narrados;b) oficiar ao Ministério da Saúde requisitando dados oficiais e estatísticos relativos a ocorrência da doença febre amarela no Brasil, urbana e silvestre, no período dos últimos 10 (dez) anos; a integra do pronunciamento do Ministro da Saúde em cadeia nacional de rádio e televisão noticiada e demais documentos julgados necessários pela D. Autoridade Ministerial;c) promover a eventual responsabilização civil e penal dos envolvidos em ilicitudes, nos termos da legislação federal aplicável e adequada à matéria;d) caracterizada e configurada a hipótese cabível, promover a competente Ação Civil Pública para ressarcimento de todos os danos causados ao Erário Público pelos Representados, em decorrência do acréscimo de vacinação desnecessário na população, depositando os recursos oriundos da condenação em Fundo Especial para Ressarcimento das Vítimas da vacinação indevida e do Ministério da Saúde.
São Paulo - SP, em 17 de Março de 2008.
_____________________________________
Carlos Eduardo Cairo Guimarães
Presidente
MOVIMENTO DOS SEM MÍDIA – MSM



segunda-feira, 17 de março de 2008

Filmes, de graça na internet


O cinema realmente é uma arte universal. É muito difícil encontrar alguém que não goste de assistir um bom filme. De comédias ao drama, o cinema expõe uma abordagem de vida, de acontecimento histórico ou de ficção. Que leva as pessoas a refletirem em muitos aspectos.
Com o cinema podemos "viajar" pelo tempo, pelos lugares e pelas emoções que, dificilmente outra arte conseguiria reunir ao mesmo tempo. O cinema também é utilizado como arma de propaganda política. A história já nos diz isso. Por isso que muitas posturas condenáveis, que o governo norte americano toma, nem sempre recebe uma condenação imediata de todo o mundo. Por causa de sua poderação indústria cinematográfica, sua visão de mundo é exportada facilmente. Muitos países tentam regulamentar um limite de ocupação de suas salas de exibição dos filmes norte americanos. Nem por isso, nos países mais organizados e ricos culturalmente, onde as iniciativas nesta arte recebe apoio, se deixa de fazer cinema. Uma prova disso é o Porta Curtas da Petrobrás. Um site onde está reunido um acervo de milhares de filmes, premiados ou não, de curta duração. São filmes que não passam de 25 minutos. Para conhecer o site ou se dispuser a garimpar os filmes de seu interesse, basta clicar no título deste texto ou no link no meio do mesmo.
Recomendo Uma História de Futebol e Ilha das Flores.Todos os dois premiados.
O cinema é uma riqueza que a humanidade criou e que quanto mais fazemos uso dele, mais ficamos preparados pra entender o que se passa ao nosso redor.
Links relacionados ao texto;
Cinema como experiência crítica
-
Ensino e pesquisa do universo audiovisual
-
Curso de cinema on line

quarta-feira, 12 de março de 2008

Veja, exemplo de péssimo jornalismo


Tem dado o que falar o Dossiê Veja. Série de artigos do jornalista Luís Nassif que vem sendo apresentado em seu blog e vertiginosamente reproduzido por diversos blogs. A divulgação do dossiê, que vem sendo feita em "pílulas", desmascarando o que tem por trás da revista da Editora Abril, tem sido reproduzido por jornais do interior. Menos nos grandes jornais, que nem é citado como notícia. Certamente atendendo seus interesses também, já que o comportamento dos grandes jornais tem se espelhado no tipo de jornalismo esgoto que a revista Veja tem praticado.

Para você que ainda não teve acesso as informações bombásticas que Nassif denuncia, abaixo um pequeno texto que reflete basicamente no que a revista Veja se transformou.


"O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico. ..."
Luís Nassif

A revista digital NovaE tem se especializado em reunir diversos artigos em seu site. Diversos jornalistas que conhecem a fundo os bastidores da redação descrevem, pontualmente, suas opiniões a respeito do que a revista de maior circulação no Brasil se transformou. Acompanhem abaixo os diversos links que levam a esses assuntos;


Revista digital NovaE
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=330

-

O Dossiê Veja
http://www.projetobr.com.br/web/blog/4#6310



terça-feira, 11 de março de 2008

Análise econômica da América Latina num futuro não tão distante


Apesar de não ser nova esta análise (já estava no blog do Azenha algum tempo), resolvi postar aqui seus comentários para fazermos uma reflexão a respeito do que pode acontecer no futuro em relação ao nosso continente. Que sempre foi considerado quintal dos Estados Unidos (com exceção de Cuba, né?!) Pois bem, o jornalista Luís Carlos Azenha discorre a respeito da crise econômica que os gringos estão enfrentando por lá. E como muita gente diz, eles espirram lá, ficamos gripados aqui. A análise vai contribuir para entendermos um pouco mais daquilo que pode acontecer conosco. Boa leitura!



RECESSÃO AMERICANA TERÁ GRAVE IMPACTO NA AMÉRICA LATINA, MAS NO BRASIL SERÁ MENOR

O CEPR, Center for Economic and Policy Research, de Washington, é dedicado a estudar a relação política e econômica entre os Estados Unidos e a América Latina. Em estudo recém-divulgado, assinado por Mark Weisbrot, John Schmitt e Luis Sandoval, avalia o impacto econômico de uma recessão americana na região.

Vocês sabem que os Estados Unidos importam tudo. Do suco de laranja brasileiro a brinquedos eletrônicos chineses. O déficit comercial americano bateu em 5.8% do PIB em 2006. "Deficits dessa magnitude levaram a um grande crescimento da dívida externa dos Estados Unidos", dizem os autores, lembrando que ela chegou a U$ 2,9 trilhões no final de 2006, ou 19,7% do PIB.

Eles argumentam que a situação é insustentável. E acreditam que, a partir da redução do crescimento americano - ou mesmo de uma recessão - o déficit comercial americano será ajustado, caindo de 5.2% do PIB em 2007 para 3% em 2010.

"Alguns países são mais dependentes do mercado americano do que outros. Por exemplo, 77% das exportações do México vão para o mercado americano e essas exportações representaram cerca de 21% do PIB em 2007. Outros países onde as exportações para os Estados Unidos constituem uma parcela significativa do PIB incluem Honduras (37%), Nicarágua (26%), Canadá (23%) e vários outros países da América Central e do Caribe", diz o texto.

Já na América do Sul, as exportações para o mercado americano representam "apenas" 2.9% do PIB do Brasil e 1.6% do PIB da Argentina. "As exportações da Venezuela para os Estados Unidos representam 15% do PIB, mas 95% disso é petróleo. Nos cálculos que seguem consideramos que as exportações de petróleo, gás e produtos relacionados não cairão por causa da redução do crescimento econômico dos Estados Unidos. Isso reduz o efeito da crise americana no Canadá, Colômbia, Equador e Venezuela."

Os economistas projetaram dois cenários. Um considera um pequeno ajuste no déficit comercial dos Estados Unidos. Outro, um ajuste profundo.

A redução do PIB brasileiro por conta disso, segundo o estudo, ficaria entre 0.2 e 0.4% do PIB.

A do Canadá ficaria entre 2.8 e 4% do PIB.

A do México ficaria entre 2.9 e 4.1% do PIB.

A da Venezuela ficaria entre 0.1 e 0.2% do PIB.

A de Honduras ficaria entre 5.9 e 8.3% do PIB.

A da Bolívia entre 0.3 e 0.5%.

A da Colômbia entre 0.4 e 0.5%.

A do Equador entre 0.6 e 0.8%.

A do Chile entre 0.9 e 1.2%.

"Os países que vão sofrer mais como resultado da redução de importações americanas são aqueles com os quais os Estados Unidos fizeram tratados de 'livre comércio' em décadas recentes, inclusive o NAFTA entre EUA, Canadá e México, o Tratado de Livre Comércio da América Central com a República Dominicana e o CAFTA, que inclui Estados Unidos, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Honduras e a República Dominicana", diz o estudo.

Os autores não consideraram outros efeitos da redução da atividade econômica nos Estados Unidos, como nas remessas de dinheiro. Menos atividade econômica, menos emprego, queda das remessas.

As remessas representam 31% do PIB do Haiti, 17% na Nicarágua, 16% em El Salvador, 16% na Jamaica e 11% na Guatemala. Nem todo o dinheiro vem dos Estados Unidos, mas com certeza é a maior fatia.

A partir do estudo podemos tirar várias conclusões.

Existe justificativa para que países da região, especialmente os exportadores de energia, procurem outros mercados e façam parcerias com o Irã, a Rússia, a China e a Índia. Não há nada de revolucionário nisso, apesar do que dizem o governo Bush e a TV Globo. É uma questão de sobrevivência econômica.

Países como a Nicarágua, por exemplo, vão ficar mais dependentes de quem pode lhes facilitar a vida - Hugo Chávez e os bilhões que ele controla com o barril de petróleo a 100 dólares.

Vem aí uma crise econômica grave, com efeitos na segurança pública e na política, em países importantes como o México - onde já assistimos à militarização do governo para combater a imigração ilegal e os movimentos sociais. O México já desloca tropas para segurar, na fronteira com a Guatemala, o fluxo de imigrantes ilegais da América Central que estão a caminho dos Estados Unidos.

Teremos desespero econômico em países como Honduras, Guatemala e Haiti - os militares brasileiros que se preparem para uma explosão política de fundo social no Haiti. A Guatemala, de governo novo, está de olho em reforçar os laços econômicos especialmente com o Brasil.

Os imigrantes servirão de bode expiatório para problemas econômicos estruturais e dependência excessiva do mercado americano. Já acontece na Costa Rica, onde o "problema" são os imigrantes que chegam da Nicarágua; e na República Dominicana, onde a "culpa" é de quem vem do Haiti.

Podemos esperar maior imigração entre países da América Latina, com as consequências econômicas e políticas resultantes disso.

Como a soberania política está intimamente ligada à soberania econômica, assistiremos à ascensão relativa de países com recursos naturais - Venezuela, Equador, Bolívia, Colômbia e Brasil.

É uma oportunidade de ouro para que o Brasil faça avançar seus interesses econômicos e políticos até o México.

A paz verdadeira na América Latina, com a eliminação política - e não militar - das FARC faz todo sentido para a integração econômica, especialmente na América do Sul.

Quem seria o maior ganhador de um mercado continental e da integração física através de estradas, ferrovias, ligações aéreas e trocas de mercadorias?

Que tal o Brasil?

Qual é a maior dificuldade para que isso aconteça?

Seria a instabilidade política?

A quem interessa desmobilizar as FARC de forma pacífica, através de um acordo político?

A quem interessa evitar a partilha da Bolívia, através de uma saída diplomática?

A quem interessa mandar bala nas FARC?

A quem interessa partilhar a Bolívia?

Eu gostaria de ouvir as respostas. Mas sem a papagaiada do Ali Kamel e congêneres.


http://www.viomundo.com.br/opiniao/recessao-americana-tera-grave-impacto-na-america-latina-mas-no-brasil-sera-menor/

sábado, 8 de março de 2008

Asteroids

Asteroids: "Asteroids free web game"

Plano Colômbia, o pretexto para intervir na América do Sul


Como pode-se ver, na imagem acima, dá para perceber quem realmente tem se rearmado de maneira constante na América do Sul. Ou preparado militarmente para um eventual conflito armado.
Acusa-se muito a Venezuela de querer trazer instabilidade no continente. Quem não se lembra no carnaval que fizeram quando foi anunciado que a Venezuela estava comprando jatos supersônicos da Rússia e dezenas de milhares de fuzis kalishnikov? Foi um pandemônio. Páginas e mais páginas para retratar o "governo do mal" que estava "trazendo desequilíbrio militar" num continente pacificado entre as nações. A Colômbia tem recebido equipamentos militares de última geração e dinheiro regular do governo norte americano para "combater o narco tráfico". Mais de uma década de apoio nesta luta e que não tem surtido efeito. Veja a análise de Luís Carlos Azenha sobre isso no link abaixo;
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Link relacionado ao texto;

sexta-feira, 7 de março de 2008

Mídia americana e brasileira sobre a Venezuela; interesses escusos.


Umas das coisas mais absurdas que somos obrigados a acompanhar pelos meios de comunicação é a ladainha, carregada de interesses, em ficar impingindo na figura do Presidente da Venezuela de que o mesmo é ditador. Mesmo que o mundo saiba que Hugo Chávez foi eleito e reeleito democraticamente. Promoveu referendos aprovatórios e revogatórios desde 1998 em seu país seguindo a constituição venezuelana.
Esta postura parece até coisa orquestrada entre a política de Estado do governo Bush juntamente com a mídia americana.


Luís Carlos Azenha é um jornalista que já viajou o mundo e já esteve na Venezuela durante o último referendo. Veja abaixo suas impressões sobre os dois países (Estados Unidos e Venezuela) e sua opinião sobre como essas duas situações são retratadas mundo afora, e de que não poderia ser diferente aqui no Brasil também;



O que eu acho curioso é que as versões publicadas pela mídia
americana sobre a Venezuela estão longe da realidade, como eu mesmo constatei
quando estive em Caracas para cobrir o referendo aprovatório em que Chávez foi
derrotado. O país vive em plena normalidade democrática, com liberdade de
imprensa, de expressão, de reunião, religiosa e de manifestação.
Por outro
lado, veja os riscos a que você, caro leitor, está sujeito se vier visitar os
Estados Unidos:
* É preciso deixar as impressões digitais dos dez dedos ao
entrar no país;
* Um funcionário da alfândega pode pedir que você ligue o seu
laptop e tem cobertura legal para bisbilhotar o conteúdo, inclusive exigindo que
você forneça a senha para arquivos confidenciais. No extremo, pode confiscar o
seu computador.
* Se ele suspeitar que você tem ligação com algum grupo
terrorista, você pode ser preso independentemente da apresentação de indícios e
provas.
* Se você entrar nos Estados Unidos e por acaso for considerado
suspeito, o governo pode ouvir as suas conversas telefônicas sem autorização
judicial e a companhia telefônica tem imunidade se você decidir processá-la por
invasão de privacidade.
* Se você for declarado "combatente inimigo", não tem
direito a habeas corpus e, no extremo, pode ser interrogado pela CIA com o uso
de um método de tortura chamado de waterboarding, ou afogamento simulado.
*
Nesse caso, você não poderá conversar privadamente com seu advogado e todo o
correio e as anotações feitas por ele podem ser requisitadas pelo governo. Se o
governo tem uma acusação contra você baseada em informações que considera
confidenciais, tem o direito de sonegá-las a você e a seu advogado.
*
Finalmente, se um míssil Hellfire cair sobre sua casa no Brasil, não estranhe.
Os ataques unilaterais contra alvos suspostamente terroristas são o novo modelo
para a atuação dos Estados Unidos no Paquistão. Ou seja, eles se dão o direito
de atacar sem pedir autorização ao governo do território em que caem os mísseis.
E se um civil inocente morrer? Dano colateral.
* É por isso que eu repito: a
Venezuela com seus poderosos mísseis é a grande ameaça à paz mundial, já que
atropela leis, tratados e acordos internacionais, viola os direitos humanos e,
segundo a TV Globo, pode invadir o Brasil a qualquer momento.


Veja o restante do texto no endereço abaixo;



quinta-feira, 6 de março de 2008

Na Globo, a culpa é da Venezuela


O texto é do Blog do Mello, mas dá para entender muito bem o joguete que está se tornando as informações que são passadas através de nossa mídia. Para ver o vídeo no Youtube, basta clicar no título acima deste texto.


Leia o texto do Mello (o link se encontra ao lado direito da tela)abaixo o texto na íntegra;


"Não é de hoje que venho denunciando aqui que o objetivo dos EUA é
invadir a Venezuela e matar Chávez – o que acontecer primeiro. Com a invasão do
território equatoriano e o assassinato dos guerrilheiros das FARC (enquanto
dormiam, sempre é bom destacar isso) a Colômbia jogou seu lance. Em seguida,
Uribe mirou Chávez, acusando-o de financiar os guerrilheiros, vender-lhes urânio
e comprar cocaína.

Uribe é um títere de Bush. Está no seu papel. Assim como nossa mídia –
Rede Globo à frente. Também são títeres de Bush, e repetem tudo o que seu mestre
mandar. Como mostra o trecho acima, destacado da edição do Jornal Nacional de
ontem.

A Colômbia invade o Equador, assassina guerrilheiros da FARC, recolhe
corpos, mas – diz Bush – a culpa é da Venezuela, que “agiu de forma
provocativa”. E o Jornal Nacional divulga, sem um embora, um entretanto, um
contudo, um mísero porém.

É o que dá ter o departamento de jornalismo comandado por uma pessoa
que, a essa altura do campeonato, ainda não aprendeu a diferença entre os
programas Fome Zero e Bolsa Família."


http://br.youtube.com/watch?v=EuwJSrmkksM&eurl=http://blogdomello.blogspot.com/

quarta-feira, 5 de março de 2008

O massacre dos guerrilheiros no Equador


http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=2138

As fotos acima estão no site da Revista Forum, que como sempre, saiu na frente de diversas outras revistas não tão conceituadas quanto ela.

O substituto


Na política e na guerra é assim, nada fica no vazio. Após o massacre de diversos guerrilheiros e do porta voz das FARC, pelo governo da Colômbia, a guerrilha anuncia seu novo substituto. Será Milton de Jesús Toncel Redondo, conhecido como Joaquín Gómez. Na foto ao lado está ele ao fundo, recolhendo seu fuzil, após encontro com Camilo Gómez, membro do governo de Álvaro Uribe, em janeiro de 2002. Quando havia um mínimo de diálogo entre as duas partes.
Joquín Gómez têm 60 anos. Foi professor de escola primária e professor universitário. Tem formação na área de agronomia, obtida na Rússia. Segundos alguns relatos é arredio com jornalistas, já que sempre retrataram as FARC conforme conveniência do governo colombiano. É um soldado de linha de frente, na qual já impôs diversos ataques às forças do governo colombiano. Talvez por isso tenha sido escolhido para ser agora o porta voz da organização insurgente. Importante ressaltar que diversas agências internacionais noticiam esta substituição. Com variados textos carregados de viés ideológicos, como no caso da Reuters.
Links relacionados ao texto;
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Abaixo vou disponibilizar um link com o texto de Emir Sader. Que faz uma análise do episódio em que a Colômbia deu um passo contrário em direção às tentativas de integração sulamericana;
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Abaixo outro link. Agora com as imagens do local onde houve o massacre. Além das imagens do resgate dos sobreviventes;

domingo, 2 de março de 2008

Morre Raul Reyes. Um combatente que estava disposto ao diálogo


No último sábado recebemos a notícia de que Raul Reyes foi assassinado no Equador pelo governo colombiano. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, há anos vem implementando uma política conjunta com os Estados Unidos de optar pela beligerância do que garantir as FARC a possibilidade de abandonar as armas e inserir-se na vida política do país. Quanto mais conservador o governo, mais posturas com conseqüências desastrosas são tomadas. Álvaro Uribe já foi classificado pelo presidente da Venezuela como fantoche do governo americano.
Raul Reyes era o número dois das FARC. Estava imbuido de ser o porta voz da guerrilha colombiana, para que a mesma não fosse sempre vendida como uma organização terrorista. É bom dizer que alguns anos atrás, as FARC tentou abandonar as armas e participar da vida política da Colômbia. Nesta tentativa milhares de partidários e simpatizantes foram mortos. Prefeitos, deputados, vereadores, lideranças sindicais e populares. História não contada pela grande mídia de nosso país.
A possibilidade das FARC ter vida política institucional na Colômbia provoca arrepios na elite reacionária daquele país, bem como no governo americano. Por isso as tentativas de tentar isolar a guerrilha, ao mesmo tempo em querer sufocá-la com operações militares conjuntas. Como disse antes, o governo americano sustenta boa parte das operações militares com a desculpa que é para combater o narcotráfico. Mas em meio a isso tudo, seguem diversos tipos de operações sujas, como esta que acabaram de perpetrar.
Raul Reyes deu sua última entrevista à revista Forum neste ano. Nos links abaixo é possível acompanhar melhor a história relacionada a morte de Reyes bem como a história das FARC.
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