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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Lula, Dilma e a velha mídia





Por Emir Sader


O esporte preferido da mídia é fazer comparações da Dilma com o Lula. Sem coragem para reconhecer que se chocaram contra o país – que deu a Lula 87% de apoio e apenas 4%b de rejeição no final de um mandato que teve toda a velha mídia contra – essa mídia busca se recolocar, encontrar razões para não ser tão uniformemente opositora a tudo o que governo faz. O melhor atalho que encontraram é o de dizer que as coisas ruins, que criticavam, vinham do estilo do Lula, que Dilma deixaria de lado.

Juntam temas de política exterior, tratamento da imprensa, rigor nas finanças públicas, menos discurso e mais capacidade executiva, etc., etc. Como se fosse um outro governo, de outro bloco de forças, com linhas politica e econômica distinta. Quase como se a oposição tivesse ganho. Ao invés de reconhecer seus erros brutais, tratam de alegar que é a realidade que é outra.

Como se o modelo econômico e social – âmago do governo – fosse distinto. Como se a composição do governo fosse substancialmente outra, como partidos novos tivessem ingressado e outros saído do governo. Apelam para o refrão de que “o estllo é o homem” (ou a mulher), como se a crítica fundamental que faziam ao Lula fosse de estilo.

No essencial, a participação do Estado na economia está consolidada e, se diferença houver, é para estendê-la. Os ministérios econômicos e sociais são mais coerentes entre si, tendo sido trocados ministros de pastas importantes – como comunicação, saúde e desenvolvimento – para reafirmar a hegemonia do modelo de continuidade com o governo Lula.

A política externa de priorização das alianças regionais e dos processos de integração foi reiterada na primeira viagem da Dilma ao exterior, à Argentina, assim como no acento no fortalecimento dos processos latino-americanos, como a ênfase na aproximação com o novo governo colombiano e a contribuição ao novo processo de libertação de reféns comprova.

O acerto das contas publicas se faz na lógica do compromisso do governo da Dilma de estabelecimento de taxas de juros de 2% ao final do mandato, alinhadas com as taxas internacionais, golpeando frontalmente o eixo do principal problema econômica que temos: as taxas de juros reais mais altas do mundo, que atraem o capital especulativo. A negociação do salário mínimo se faz com o apoio do Lula. A intangibilidade dos investimentos do PAC já tinha sido reafirmada pelo Lula no final do ano passado.

Muda o estilo, ênfases, certamente. Mas nunca o Brasil teve um governo de tanta continuidade como este, desde que se realizam eleições minimamente democráticas. A velha mídia busca pretextos para falar mal de Lula, no elogio a Dilma, tentando além disso jogar um contra o outro. A mesma imprensa que não se cansou de dizer que ela era um poste, que não existiria sozinha na campanha sem o Lula, etc., etc., agora avança na direção oposta, buscando diferenças e antagonismos onde não existem.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mídia reacionária e golpe; tudo a ver


Por Luciano Martins Costa

A Folha de S.Paulo teve acesso a um documento que supostamente contém as propostas do governo federal para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a ser realizada no mês que vem em Brasília. A informação, publicada na terça-feira (17/11) pelo jornal paulista, deverá provocar fortes reações da mídia. Mas, como sempre ocorre nas ocasiões em que trata diretamente de seus interesses, o setor vai agir nos bastidores, longe dos olhos e ouvidos de sua audiência.

As sugestões enviadas por diversos ministros tratam, resumidamente, de medidas para fortalecer as emissoras de rádio e televisão estatais e públicas, estimular a imprensa regional e desenvolver mecanismos para fiscalizar as emissoras privadas.

No campo jurídico, encontra-se entre as intenções do governo, ainda segundo a Folha, a criação de um marco legal para regulamentar o direito de resposta e indenização a pessoas prejudicadas por profissionais e empresas de mídia.

Essa proposta, encaminhada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, teria como objetivo suprir a falta de regra específica, provocada pela extinção da Lei de Imprensa, ocorrida neste ano por pressão das empresas de comunicação.

Processo longo

A Secretaria de Comunicação também quer proibir ocupantes de cargos públicos de receber concessões de rádio e TV e controlar a prática de proselitismo religioso nos meios regulados por concessão pública. Também está na mira do governo a venda de horário na grade de programação das emissoras de televisão e rádio.

Um dos temas que deverão provocar calafrios no setor privado encontra-se na proposta encaminhada pelo Ministério da Cultura e trata da propriedade cruzada de veículos de comunicação, considerada potencialmente lesiva a direitos básicos do cidadão.

As principais entidades que representam as empresas privadas de mídia do Brasil anunciaram em agosto seu desligamento da Conferência, porque anteviam a possibilidade de aprovação de teses consideradas por elas como restritivas à liberdade de expressão e de livre associação comercial.

A mídia privada não se incomoda de ficar fora dos debates porque sabe que todas as decisões que venham a ser tomadas na Conferência deverão ser referendadas pelo Congresso ou criadas por decreto presidencial.

terça-feira, 1 de abril de 2008

O golpe vem a galope


Ontem fiz questão de abordar a situação da Ministra Dilma Rousseff. É um caso emblemático, Na verdade, mais um. Com a possibilidade da Ministra ser a escolhida pelo planalto para substituir o presidente Lula as avalanches de ataques à ela vão se acumulando cada vez mais. Há dois meses atrás, após o governo federal decidir apoiar a CPI dos cartões corporativos, a oposição esperaria o quê do governo? Que ficassem esperando serem agredidos sem se movimentar? É uma insensatez sem tamanho se fizessem isso. Se acham vítimas agora. Só pode ser. O que é uma mentira descomunal. Está claro que durante o governo de FHC os gastos com os cartões eram escandalosos. Era uma festa regada a soberba. Próprio de quem se achava acima do bom senso. E por mais que sejam escandalosos, certamente serão muito pouco pautados pela mídia.

Quem não se lembra do gesto "obsceno" envolvendo o Marco Aurélio Garcia. Alguém na mídia se perguntou o do pq do gesto? Foi uma maneira de estravasar tamanha incoerência na cobertura da imprensa, tentando imputar no governo Lula a culpa do acidente da aeronave da TAM.Quando se descobriu que o problema era mecânico no avião, nada mais justo de se manifestar daquela maneira. Mas preferiram falar "do gesto" e não fizerem uma auto crítica do tipo do tipo de cobertura jornalística dispensado ao episódio do acidente.

O caso do "dossiê", que hoje há rumores de que tenha sido montado por tucanos, oferecido a Veja e posteriormente divulgado como "vazado" pela imprensa de dentro do planalto, segue a mesma linha. Não interessa de onde veio, mas sim quem foi que vazou. As informações sobre o histórico dos cartões na era FHC certamente iriam ser tratados dentro da CPI. Já que eram isso de que iriam tratar. E quem não sabe que nas CPIs vazamento tem "de balde". Ao sabor de quem quer que seja. Conforme os interesses diversos.

A demonstração mais uma vez, inequívoca de tentativa de golpe branco, de nossa mídia reacionária, é que traz riscos a democracia desse país. Enquanto não houver uma política de decentralização dos meios midiáticos, que estão nas mãos de alguns grupos, episódios desse tipo serão corriqueiros. E tão comuns que podemos correr o risco de nos tornarmos insensíveis. Uma pena que o governo Lula não ter estabelecido uma linha de enfrentamento do monopólio dos meios de comunicação. Hoje a sociedade segue vítima dessa situação, talvez não criada por ele, mas com certeza perpetuada.

Links relacionados ao post;


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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Eles podem, os outros não. E a mídia golpista o quê faz?

Advinhem pq colocaram o tucano como símbolo do Parque Estadual da Serra do Mar

Estamos no começo do ano e nossa mídia golpista se articula nos bastidores para fazer garantir uma base política para a disputa eleitoral que virá nas próximas eleições municipais. Um exemplo disso é a maneira como faz cobertura denuncista de situações que envolva o governo federal ou governos estaduais que sejam do PT ou de partidos da base aliada do governo Lula.

A cobertura tendenciosa e com intenções de manipular a opinião pública é notória quando fazemos comparações em casos semelhantes, mas com cobertura jornalística distintas. Acompanhe o texto que copiei do blog do Mello (
http://blogdomello.blogspot.com/);

Quando é aliado do governo, Jornal Nacional denuncia. Quando é tucano, silencia

Em sua edição de ontem, o Jornal Nacional mostrou que a polícia de Pernambuco agrediu até a morte um jovem de 13 anos. Um crime bárbaro.

Semelhante a outro, em que um jovem de 15 anos foi violentamente morto pela polícia, em Bauru, São Paulo. Este ainda foi mais cruel, porque a família teve que aguardar na sala, enquanto o jovem era torturado e morto no quarto.

O assassinato de Pernambuco – governado por um aliado do presidente Lula – o JN mostrou.

O de São Paulo – governado pelo tucano José Serra, apoiado pela mídia – não. Quem vê o Brasil e o mundo pela tela do JN não ficou sabendo do que aconteceu.

O mesmo já acontecera com o caso da menina que ficou presa numa cela do Pará – governado pela petista Ana Júlia. Todo dia o caso estava no JN. O do jovem de Bauru – que ontem completou um mês – nada.

E ainda há quem diga que a mídia é isenta, que o problema é de incompetência.

Peralá, é uma incompetência muito seletiva, não?


O texto do Rovai (http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/) também é emblemático. Leia abaixo;

(15/01/2008 17:36)

Quando dona Marisa desenhou na grama uma estrela no jardim da casa presidencial caíram matando. Trataram o fato como o aparelhamento do Palácio do Planalto e republicaram a imagem aos borbotões. A foto que está aí embaixo e que já vem ganhando repercussão em outros blogs, porém, tudo indica será absolutamente ignorada pela mídia tradicional. Depois dizem que a nossa mídia comercial não é tucana. Um colega aqui da redação, doutor em trocadilhos, garante que não é porque tucana é a mãe do tucano. Agora entendi.

Quanto ao mico, um leitor amigo que garante que o bichano não está nessa placa publicitária à toa. A idéia é transformá-lo em símbolo dos Democratas. Não seria má idéia, né? Este blogueiro considera que de fato não há outro bicho que possa expressar tão bem o significado desse novo partido que nasceu das cinzas do Pefelê. O que você acha? Por exemplo, para você o mico combina com o Kassab?

PS: Este blog ainda aguarda as respostas da assessoria de imprensa do governo do Estado e a Agência de Transportes do Estado de São Paulo. As perguntas, relacionadas abaixo, foram enviadas às 16h30 de ontem. Pelo jeito vou ficar aguardando...



Links relacinados ao texto;

http://blogdomello.blogspot.com/2007/12/adolescente-torturado-e-morto-serra.html
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http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL236060-5605,00.html

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http://blogdomello.blogspot.com/2007/11/no-brasil-todo-presa-tem-que-d.html
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http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/colunas/coisas/2004/04/17/jorcolcoi20040417001.html

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Não renovar, é a melhor solução.


Seria tão bom. Não consigo imaginar este país cada vez melhor se não fosse nossa mídia hipócrita e golpista. Sempre atendendo os interesses de nossa elite reacionária e conservadora. Não bastou perder as eleições para aprenderem a viver numa democracia. Têm de subsidiar o golpe assim que alguns reacionários se locupetrem da verdade para ir vendendo suas mentiras. Uma maneira de contribuir para o aprendizado da democracia e ao mesmo tempo garantir a participação do outro lado na administração de concessões públicas de rádio e tv é discutir a atual maneira de administrar as concessões. Uma oportunidade interessante seria aproveitar o próximo dia 5 de outubro para levantar um grande debate em nossa sociedade sobre o papel da mídia brasileira. Como vem se comportando e em que situação estao os processos de renovação. Diversas entidades civis estão se organizando para não deixar passar essa data em branco. Mas pq essa data? (clique no título deste texto para saber mais).

Juntar a esse povo e cobrar mais equidade no tratamento das informaões e sem manipulação é um direito de todos. Não somos obrigados a ficar engolindo as opiniões de uma elite reacionária que se acha no direito de dizer apenas a sua versão.

A sociedade brasileira não pode se tornar refém toda vez que têm seus interesses atendidos, quando elege alguém que não faça parte do grupelho que nossa "aristocracia" sempre tira da manga nos períodos eleitorais. É ficar atento e participar sempre que preciso dos eventos que possa participar.


05/10: MOBILIZAÇÕES PELA DEMOCRATIZAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES

Belo Horizonte:A partir das 9:30h: manifestação de rua saindo da Praça da
Liberdade até a Praça Sete.

São Paulo:O ato acontecerá na Avenida Paulista. A concentração terá início
às 12h, em frente ao prédio da Gazeta (av.Paulista, 900), passará pelo Masp e
terminará em frente ao prédio do Grupo CBS (esquina da Paulista com a Rua
Augusta), onde ficam as rádios Scalla, Kiss, Mundial, Tupi e Terra -- algumas
com funcionamento irregular.

Porto Alegre:Às 17h, em frente ao Grupo RBS na esquina das avenidas Erico
Verissimo com Ipiranga.


Links relacionados ao texto;

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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Rede Globo pra quê?




Fernando Ferro é deputado do PT. Como membro do Partido e base do governo na câmara, sente na pele a perseguição sistemática de nossa mídia golpista em relação ao atual governo federal e ao seu partido. Tá certo que eles (PT e governo federal) não é lá essas coisas, mas tenho de reconhecer que a postura partidiarizada da imprensa já cansou (não queria usar essa palavra,viu?!). (Para saber mais; http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/455501-456000/455977/455977_1.html)
Pra quem tem o senso crítico desenvolvido (olhos e ouvidos bem mais atentos que a média do nosso povo [pra não dizer a maioria]) perceberá o quanto nossa mídia hipócrita está sendo mau caráter.

Hoje logo de manhã assisti o telejornal do SBT, com o Hermano Henning (outra tranqueirinha no ar). Que faz dobradinha com o José Nêumane Pinto (esse é tranqueirão). Todos sendo uníssonos na apresentação maniqueísta das matérias e seus cometários. Mas nesse dia apresentaram uma matéria em que a questão principal deveria ser a divulgação da diminuição da totalidade de miseráveis no Brasil. Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas. Próximo de 15% destes subiram um degrau na escala de ascenção social. Esse percentual se deu de um ano pra cá. E olha que miseráveis em nosso páis tem de balde. Imagine, então, em números o que deve ser de gente comendo todo dia e tendo um pouco mais de dignidade. Apesar de que a FGV não se ateve apenas no aspecto alimentício. Bom, logo após a informação desses dados, o apresentador tasca em seguida que os Estados que tem dificuldade ou apresentaram um número menor de pessoas que galgaram da miséria para outro status foi o Pará e o Maranhão. Os 15 segundos que foram usados para informar um conquista significativa, foi completamente desconsiderada na hora de elaborar a pauta jornalística, oportunamente optaram por fazer uma matéria focando apenas esse aspecto pontual dos dois Estados. Em outras palavras; tranformaram um dado estatístico bom, importante e significativo pra nossa sociedade, numa informação carregada de negativismo. Não mentiram, sei. Mas potencializaram a informação negativa conforme suas conveniências. Onde quero chegar é que, como todos bem sabem, não é novidade que as emissoras deturpam, mentem, manipulam ou omitem informações só para atenderem seus mais vis interesses. Interesses seus ou de quem os financia (nossa elite reacionária).
No próximo dia 5 de outubro deverá ser renovado (infelizmente) a concessão das principais emissoras de televisão do país, entre elas da Rede Globo em suas principais "praças"; São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Minas Gerais (clique no título do texto). Diversas entidades nacionais e regionais não querem deixar passar em branco essa data, já que tudo isso que estou abordando tem a ver com nossa cidadania. Todo brasileiro tem direito a receber informações livres de interesses políticos ou privados. Fiquem atentos para as iniciativas que possam surgir para que, coletivamente, possamos questionar a maneira como essas outorgas vem sendo dadas e renovadas sem nenhum tipo de critério que atendam os interesses da maioria do povo brasileiro.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Renan 1 Mídia 0


Não morro de amores por Renan. Parlamentar destacado da era Collor e que sobrevive a diversos governos. Sempre no colo de qualquer governo que passe por lá, em Brasília. Sei também que ele não é flor que se cheire. Que sua culpabilidade é exalada pelos poros. Mas que torcia pela derrota de nossa mídia (mais uma vez), ha! Isso eu torcia. Não foi nenhum deleite pra mim acompanhar essa situação, mas sei também que já contavam com a cassação do senador pilantresco. Pena que não podemos cassar essa mídia golpista, né?! Quanta hipocrisia. Acho que nossa mídia deveria assumir seu papel de parcialidade em nossa sociedade e não ficar posando de imparcial. Estariam fazendo um enorme bem ao país. Ao povo, a nossa democracia. Deveriam montar seu partido (tenho até sugestão de nome PMH; Partido da Mídia Hipócrita). Deveriam sim ocupar seu espaço em nossa sociedade, mas com coerência. A absolvição de Renan Calheiros, para alguns, é a prova cabal do desprestígio cada vez maior de nossos políticos. Para outros, a resistência não tão ética, de sobrevivência ao expurgo da mídia maniqueísta, de quem se acha acima da lei e da moral (Clique no título do texto). Renan eu sei que vc não presta, mas seus acusadores são piores ainda.
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