quarta-feira, 20 de maio de 2009

Até onde vai o oportunismo político de Carlos Hernandes?


Até que ponto chega o oportunismo político?

Em Araçatuba, interior de São Paulo, como provavelmente em outras cidades, o PT passa a ser objeto de interesses que beiram a esquisofrenia. Para nós, né?! Sei que o partido está mudando, infelizmente cada vez mais se distanciando de seus princípios e compromisso com a classe trabalhadora.

Com o crescimento do PT, inexoravelmente este foi perdendo sua identidade por admitir entre seus quadros pessoas que não pensam como seus fundadores e sua militância. Que não tem compromisso com princípios históricos que motivaram nossos companheiros do passado a construir um importante instrumento de luta dos trabalhadores.

Algumas pessoas, em alguns momentos, acabam sendo usadas para o enfrentamento entre as correntes internas do partido e não tendo nenhuma participação na organização e militância partidária. Sendo muitas vezes requisitadas apenas para votar em determinada chapa para composiçao do diretório, quando não tentam tirar proveito do partido para seus interesses políticos pessoais - O que não deveria acontecer, óbvio.- Em Araçatuba há um caso peculiar, Carlos Hernandes (foto acima), se ajeita sutilmente para ser o mais novo filiado do PT. É dono de diversas emissoras de rádio no Estado de São Paulo. Algumas em seu nome outras em nome de parentes. Não foge do figurino típico de quem quer esconder alguma coisa. Hernandes Vice prefeito, eleito pelo PDT com Cido Sério, atual prefeito de Araçatuba e também membro do Partido dos Trabalhadores.

Certamente como compromisso pessoal de Cido Sério, Hernandes deve ter exigido que o prefeito eleito se esmerasse em planificar o terreno para ter os apoios necessários e assim pudesse ser candidato a Deputado Estadual, (advinhem) pelo PT. Issó só ocorreria caso se fechasse a coligação partidária, o que foi feito. Já que tinha um nome muito requisitado, durante o período que antecedeu as eleições, para fazer coligação com quem quisesse.

Hernandes além de ser dono de diversas emissoras de rádio era apresentador de um programa de TV. Em seu programa, fazia caridade com a bondade alheia. A produção do programa localizava personagens em situações de necessidade, financeira, física ou de saúde e fazia uma matéria jornalística com elas. Dessa maneira se sensibilizava a população, então aí aparecia "o bom samaritano" para pedir as doações que atendessem os casos. As doações iam desde cadeiras de rodas, muletas, remédios a brinquedos e bolos de aniversários. Com isso a imagem de "bom moço" foi se estabelecendo na cidade e oportunamente usada no momento certo. Agora, com uma imagem consolidada, eleito vice prefeito da cidade de Araçatuba, tenta vôos mais altos. Mas com patrocínio de quem nunca fez parte de sua roda de interesses. Até porque em outras situações o PT o combatia por tabela. Pelo comportamento típico de quem luta contra a democratização dos meios de comunicação, ora patrocinando a ABERT (Associação Brasileira de Empresas de Rádio e TV), conhecidíssima por sua campanha contra as emissoras de rádio comunitária e que se posicionam pela democratização dos meios de comunicação. Na verdade ela patrocina tudo quanto é coisa que possa manter privilégios e interesses de seus associados.

Ao admitir um membro com esse histórico, o PT tende errar duas vezes, não só pelo fato deste dono de rádio não ter nenhum compromisso com o partido, mas também trazer junto tudo o que representa o seu histórico político. No passado foi acusado pelo então candidato a vereador pelo PT e hoje Secretário de Cultura de Araçatuba Hélio Consolaro, de ter sido funcionário fantasma da SABESP. Vivia paparicando quem ocupasse o poder na prefeitura de Araçatuba. Para se ter uma idéia, sempre teve cargos indicados quando vereador da cidade por dois mandatos. Quando Secretário de Esportes do município foi acusado por um vereador aliado e grande amigo de longa data, Sidnei Giron, de não ir trabalhar em sua pasta. Disse que este preferia ficar cuidando de suas emissoras de rádio do que efetivamente trabalhar pra onde foi indicado. Coisa que parece ser de seu feitio, pois com esse histórico da acusação de ter sido funcionário fantasma da SABESP...

E olhem que nem entrei no mérito de discutir aqui os descumprimentos da legislação trabalhista com seus funcionários. Já estamos tratando disso em outra esfera (Ministério do Trabalho e possivelmente Ministério Público do Trabalho).

Estar ciente do que esse nome pode implicar para a desconfiguração do PT local é que poderá barrar os interesses, não só da parte dele, de vir para o partido, como da parte de integrantes do próprio partido em trazê-lo para o PT. Seja por compromisso assumido ou por oportunismo político. Que é o que tem parecido de Ricardo Berzoini, Deputado Federal que passou pela cidade com essa conversa torta entre os petistas locais. Logo bem ele, que deveria saber que essa discussão deve ser resolvida localmente.

Resta-nos agora, nesse momento, conscientizar os filiados não só do objetivo da filiação deste dono de rádio, como da tragédia partidária que pode ocorrer com um partido que passou seus mais de 28 anos lutando por princípio e coerência política e que infelizmente caminha para cada vez mais longe se assumir posturas como essa.

4 comentários:

Fabrícia Lopes disse...

Eu concordo, conte comigo!

Fabrícia Lopes disse...

Eu concordo, conte comigo!

Anônimo disse...

Seria uito legal vc publicar este meu comentário colega, Gosto muito de você e quero ver se vc é realmente coerente. Abração.

WERNECK disse...

Minha coerência é exigente caro "Anônino" Ela exige reciprocidade. Anônimus por aqui, neste post, apenas para este comentário. Que abri uma exceção para lhe responder. Forte abraço e compareça sempre ao blog.