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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A luta pelo horário sindical gratuito


Por Altamiro Borges

Na pauta unitária definida pelas seis centrais sindicais legalizadas do país (CUT, FS, CTB, UGT, NCST e CGTB), que será apresentada na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), uma novidade começa a incomodar os barões da mídia: a do horário sindical gratuito. A coluna Painel da Folha já registrou esta demanda, que se soma a outras nove reivindicações – veja artigo abaixo. O jornal da famíglia Frias, que faz um silêncio sepulcral sobre a intensa preparação da Confecom, mas que já publicou um editorial contra esta iniciativa democrática do governo Lula, parece que não gostou muito desta justa proposta do sindicalismo brasileiro.

Apesar do inevitável terrorismo da ditadura midiática, as centrais estão dispostas a peitar a briga pelo horário sindical gratuito. A idéia foi aprovada por consenso na reunião da semana passada e, inclusive, já começa a ganhar corpo. O deputado federal Vicente de Paula, ex-presidente da CUT, já apresentou projeto de lei com este nobre objetivo. Na sua justificativa, ele alega que “a liberdade de expressão só é plena se houver garantia de acesso igualitário aos meios de comunicação”. Por isso, ele defende o chamado direito de antena. “Trata-se de assegurar espaço na mídia convencional, sobretudo no rádio e na TV, aos legítimos representantes dos interesses da sociedade”.

O exemplo de Portugal

Já prevendo a gritaria dos empresários, que encaram a concessão pública da radiodifusão como direito privado e sagrado, Vicentinho lembra que vários países garantem este direito. Ele cita o caso de Portugal. “Lá, esse direito aparece na Constituição, como complemento da liberdade de expressão. O item 1 do artigo 40 da Constituição portuguesa define que ‘os partidos políticos e organizações sindicais, profissionais e representativas das atividades econômicas, bem como as organizações sociais de âmbito nacional, têm o direito, de acordo com a sua relevância e representatividade e segundo critérios objetivos, a tempos de antena no serviço público de rádio e televisão”.

O deputado federal do PT-SP também observa que a Constituição brasileira de 1988 já prevê o direito de antena no parágrafo terceiro do artigo 17. O texto fixa que “os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão”. O que ele propõe é ampliar esta conquista democrática. “O direito de antena no país ainda está aquém daquele que encontramos em Portugal. Entendemos ser preciso ampliar o rol de entidades que podem usufruir desse direito, de modo a estimular a pluralidade e dinamicidade ainda maiores ao nosso cenário político. Por isso, apresento este projeto de lei, que dispõe sobre o direito de acesso gratuito das associações sindicais ao rádio e à televisão... Trata-se de um passo primordial na ampliação do direito de antena no país, contribuindo para a democratização das comunicações brasileiras”.

Urgente participação do sindicalismo

Pelo projeto apresentado, “será assegurado às centrais sindicais reconhecidas nos termos da lei número 11.648, de 31 de março de 2008, o direito de acesso gratuito ao rádio e televisão”. Os programas deverão “discutir temas de interesse dos seus representados; transmitir mensagens sobre a atuação da associação sindical; divulgar a posição da associação em relação a temas político-comunitários”. Ele veda “proselitismo de qualquer natureza; divulgação de propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais ou partidários; a utilização do espaço para fins comerciais”.

O projeto determina que “cada central sindical tem assegurada a realização de um programa em cadeia nacional, a cada ano, com duração de dois minutos; e a utilização do tempo total de no mínimo dez e no máximo quarenta minutos, por ano, para inserções de trinta segundos ou um minuto, nas redes nacionais... O tempo total destinado a inserções de trinta segundos ou de um minuto, nas redes nacionais, será concedido a cada central sindical proporcionalmente ao número de empregados sindicalizados nos sindicatos a ela filiados”.

Para evitar a mentirosa chiadeira dos barões da mídia, que alegam perder dinheiro com o direito de antena, o projeto define que “as emissoras de rádio e televisão terão compensação fiscal pela cedência do horário gratuito previsto nesta lei”. Apesar disto, já dá para prever a cara de nojo do casal Willian Bonner e Fátima Bernardes no Jornal Nacional da Globo. Só mesmo com a intensa participação do sindicalismo na 1ª Confecom será possível garantir esta conquista democrática, contrapondo-se à recorrente criminalização das lutas sociais promovida pelos barões da mídia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Diplomado ou não, querem acabar com a profissão de jornalista



O parecer “técnico” jurídico do STF, na verdade, responde a interesses de uma classe social. Dos proprietários de algumas corporações midiáticas. São estes que questionaram, juridicamente, um mecanismo que exigia a formação acadêmica específica do jornalista. Na verdade queriam para si a prerrogativa de validar quem teria competência para ser seus jornalistas ou não.

A Editora Abril e o Jornal Folha de São Paulo já disponibilizam, em suas instalações, alguns cursos na área de jornalismo. E que “formam futuros jornalistas” em apenas seis meses. Oferecendo não apenas o “curso”, mas a experiência de se “aprender” fazendo jornalismo em algumas de suas editorias de seus veículos. Que, diga-se de passagem, conceituados no “mercado midiático”. O fato é que, apesar da contestação no STF, dos interesses serem outros e não a qualidade da formação do jornalista, uma grande quantidade de estudantes e recém formados sentiram-se expropriados num direito que acreditavam ser perpétuo. Hoje tentam vislumbrar uma formação acadêmica que possa fazer a diferença na hora da contratação para ser um jornalista reconhecido.

Desprezando o glamour que a profissão traz, ser jornalista hoje é fazer parte de um sistema que não colabora para o verdadeiro sentido do jornalismo. A mercantilização da notícia desfigurou o conceito do jornalismo na sociedade capitalista. Quem se preocupa com o lucro em primeiro lugar, não é uma instituição jornalística. Não pode ser. A fronteira ética entre ter amarrado sua pauta jornalística aos interesses comerciais e políticos da empresa é muito tênue. Ser uma corporação midiática hoje é tentar-se travestir de uma instituição jornalística com isenção. O que não é verdade. É como vemos uma grande parte dos empresários midiáticos tentando salvar seus negócios. A crise que a imprensa mundial passa por hoje não é só econômica, mas de credibilidade. Em especial no Brasil. Focados em seus interesses egoístas, próprio de um sistema que só nos faz pensar e agir assim, os grandes senhores do setor de mídia não conseguem se adaptar aos novos tempos. À agilidade e à interatividade que a internet está trazendo.

Além do envelhecimento dos leitores, da estratégia equivocada de disponibilizar seus conteúdos de graça, a grande mídia encontra um universo tão grande de pessoas e instituições querendo fazer aquilo que elas abandonaram (jornalismo), que está difícil voltar a fazer o que jamais deveriam ter abandonado. E não é fragilizando a categoria dos jornalistas, precarizando suas condições de trabalho ou a forma de contratação, que conseguirão resgatar um dos princípios básicos do jornalismo que é o de fazer desta profissão uma missão social. Combater todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando a ética, a verdade e os seres humanos em sua singularidade e na sua luta por dignidade.

O jornalismo sempre irá existir, mas que nome se dará aquela profissão que, a exemplo de hoje, historicamente, vem abandonando suas técnicas de apurar, entrevistar, redigir as luzes da ética e da imparcialidade?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Livros para Todos


Desde o início deste ano a Secretaria Municipal de Araçatuba implementou um projeto chamado Livros para Todos. Consiste em criar pontos de distribução e arrecadação de livros para leitura. Sem burocracia e sem demora.

Em pontos específicos da cidade há uma quantidade razoável de livros, que foram doados e que ficam a disposição dos araçatubenses. Qualquer pessoa pode escolher seu livro e levá-lo para casa para leitura. A recomendação é que ao buscar um livro, leve um outro para doação. Mas não é obrigatório. O mais importante deste projeto é que muitas pessoas, que não tinham o hábito da leitura, começaram a ler. Isto se deve porque os livros ficam a disposição de qualquer um, sem com isso ter a obrigatoriedade de devolver em prazo estipulado. Esse tipo de incentivo é louvável e deve ser reconhecido.

Confesso que no início imaginei que não daria certo. Já estive em alguns dos pontos de distribuição, tentando encontrar o livro "Vidas Secas" de Graciliano Ramos, mas por conta da quantidade de livros, que tenho lido por causa do curso que estou fazendo, procuro sem pressa. Sei também que o hábito de leitura não é uma coisa inata ou que surge de uma hora para outra. Deve haver incentivo e despertar o interesse desde a infância. Sei que sou um pouco privilegiadom por causa disso. A leitura nos permite enchergar o mundo por vários ângulos. Lembro-me até hoje do primeiro livro que li; "O Caso da Borboleta Atíria". Um livro infanto juvenil, cheio de aventura e que me levou a descobrir o prazer de ler. Depois deste livro seguiu-se "Antes que o Sol Apareça", "Escaravelho do Diabo" e muitos outros.

Acredito que esse projeto surgiu por força do incentivo do Secretário Municipal de Cultura de Araçatuba Hélio Consolaro. Além de ser professor de Língua Portuguesa, é escritor e membro da Academia Araçatubense de Letras. Grupo que reúne escritores araçatubenses. Oriundo desse meio, nada mais óbvio do que o secretário estimular a leitura através de um projeto tão simples, mas tão abrangente.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Venha participar do Festival de Teatro de Araçatuba


Desde segunda feira já está a disposição os ingressos para quem quiser assistir as peças de teatros que farão parte do Festival de Teatro de Araçatuba.

O Festara, como tem sido chamado, terá participação de diversos grupos teatrais de São José do Rio Preto, Araraquara, Catanduva, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Americana, Piracicaba, Penápolis e Cordeirópolis. Serão 11 dias de puro êxtase de dramas e comédias, envolvendo a população local, pois além das apresentações acontecerem em locais destinados ao teatro, outros "palcos"
irão ser descobertos pela população como feiras livres, terminal rodoviário, restaurante popular e o camelódromo. Será uma ótima oportunidade, para quem nunca foi ao teatro ou não tem condições de incluir este lazer nos seus finais de semana, de diversão e cultura. Não fique de fora, vá ao teatro!

FESTARA: 23 de outubro à 02 novembro
Locais: Teatro do Nipo- Teatro Municipal (anexo biblioteca) – Calçadão – Posto de saúde – Restaurante Popular – Feira Livre – Camelódromo – Terminal Rodoviário Urbano.

Todos os espetáculos serão gratuitos.

Endereços dos locais de retirada dos convites:
SECRETARIA DA CULTURA
RUA ANITA GARIBALDI, 75, CENTRO – FONE: 3636-1270.

SENAC
AVENIDA JOÃO ARRUDA BRASIL, 500 – 3117-1000.

SESC
RUA JOSÉ BONIFÁCIO, 39 – 3608-5400.

Informações:
Secretaria da Cultura - Fone: 3636-1270

http://festara-aracatuba.blogspot.com/

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fotojornalista cria site onde as "estrelas" são seus colegas de profissão


Não raro encontro sites interessantíssimo na internet. Óbvio que é na internet, né?! Bom, recebo regularmente newsletter do site Comujnique-se. Hoje, logo cedo, tive a oportunidade de ser informado da inciativa do fotógrafo André Duzek. Ele criou um site onde têm fotos de seus colegas em ação. Mas, mais do que as fotos, o que me chamou atenção são as histórias. Sensacionais. Como estou fazendo jornalismo, este universo me fascina, ainda mais quando interage com histórias da política de nosso país e de nosso mundo. Relatos de conversas com Che Guevara, logo após a Revolução Cubana triunfar é uma das pérolas que você pode encontrar lá, bem como o furo de fotografia de dois jornalistas brasileiros que estiveram na Bolívia quando Che foi executado, a sangue frio pelos militares bolivianos a pedido da CIA.

Já indiquei o site para meus colegas de curso bem como para outros de um forum sobre militarismo na qual participo. Faltava vocês que me visitam sempre por aqui.

O link está abaixo. Acima, uma das fotografias na qual vocês podem ficar sabendo do contexto em que ela foi tirada. Basta visitar o site e se deliciar com as histórias contadas por André Duzek.

Fotocoleguinhas

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mirian Leitão; toma jeito, vai!


Gente, precisamos ter muito saco pra aguentar essa urubóloga atazanada pelo complexo de impotência. Nunca vi tanto desespero em ficar apontando previsões catastróficas a respeito da economia de nosso país. De uns tempos pra cá deu uma sossegada. Não tinha como ficar inventando tanta catástrofe em tempo de comemoração pela vinda das olimpíadas. Já fiz um post sobre a Mirian por aqui e resolvi postar de novo pq li um artigo do Rodrigo Vianna em seu site. Muito elucidativo. Na verdade ele comenta a respeito de alguns articulistas engajados junto a oposição e à nossa mídia golpista, pra desgastar o governo Lula. Que apesar de não ser "uma Brastemp", deixa na sola o governo anterior que quebrou este país três vezes.

O duro dessa história toda não é saber que eles são do lado de lá. É saber que vergonha pra eles é muito pouco pra continuar tentando mascarar a realidade e deturpar informações a serviço de quem não pensa num país para todos.

Acompanhem abaixo o artigo de Rodrigo Vianna e os links para a postagem que fiz e outras mais sobre nossa urubóloga especialista em hecatombes governamentais;


Urubus e jornalismo: colunistas de costas para os fatos

Por Rodrigo Vianna

Hoje, fui tomar café-da-manhã na padaria (um hábito, um tanto dispendioso, entre muitos paulistanos). Sobre a mesa, outro cliente havia esquecido o "Estadão". O jornal estava aberto bem na página da coluna da Dora Kramer. Vocês já leram essa colunista? Raramente leio. Hoje, estava impagável.

O título: "Uma nação de cócoras". Pensei que tivesse algo a ver com dor de barriga. Ou problemas de coluna. De coluna vertebral.

Não. A Dora Kramer parecia apenas mal-humorada com a popularidade de Lula. E inconformada com a pouca disposição dos tucanos para brigarem com Lula. Na quarta à noite, alguém deve ter mostrado pra ela a foto em que até Aécio tenta tirar uma lasquinha da popularidade do presidente (viram a fotod o Aécio com Lula, lá no São Francisco?).

Pois é. Isso foi demais para a colunista.

Colunistas no papel de urubus: de costas para os fatos

O jornalismo, no Brasil, tem cumprido o papel de "formulador" e "animador" da oposição. Mas a oposição é indisciplinada. Muitas vezes, não segue à risca a pauta estipulada pelo Partido da Imprensa. Aí, o comitê central do partido reclama. E enquadra os infiéis.

A coluna da Dora Kramer no "Estadão" (nesta quinta-feira) cumpria esse papel - http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091015/not_imp450839,0.php.

Era quase um lamento. Era também um "chamamento" para reunir as tropas dos que ainda querem bater em Lula. Vejam um trecho.

"o que espanta já não é mais o que Lula faz. O que assusta é o que deixam que ele faça. E pelas piores razões: uns por oportunismo deslavado, outros por medo de um fantasma chamado popularidade, que assombra - mas, sobretudo, enfraquece - todo o País.

Fato é que os Poderes, os partidos, os políticos, as instituições, as entidades organizadas, a sociedade estão todos intimidados, de cócoras ante um mito que se alimenta exatamente da covardia alheia de apontar o que está errado.

Por receio de remar contra a corrente, mal percebendo que a corrente é formada justamente por força da intimidação geral, temor de ser enquadrado na categoria dos golpistas."

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Volto eu.

Dora Kramer e o "Estadão" não mostraram essa "coragem cívica" quando FHC mudou a Consituição, e as regras eleitorais, para permitir sua reeleição, em 98. Ali, sim, país e imprensa colocaram-se de cócoras.

Na fase atual, o país coloca-se de pé. E o jornalismo, comandado por certas colunistas, coloca-se de costas. De costas para os fatos.

Outro exemplo é Miriam Leitão, da "TV Globo" e "OGlobo", com suas previsões sempre catastróficas. Deve estar decepcionadíssima.

Há alguns anos, a imprensa perdeu a capacidade de fazer previsões que se retro-alimentam. Antes, previsões catastróficas (principalmente na economia) tinham muitas vezes como consequência cenários catastróficos - alimentados pela própria imprensa. Foi o que ocorreu nas vésperas da eleição de Lula, em 2002. O "mercado" acreditou em certas colunistas. O dólar disparou. Muita gente perdeu dinheiro (e alguns poucos ganharam).

Agora, não. Miriam Leitão tentou semear o pânico, quando a crise começou nos EUA. Fora o Roger Agnelli, e outros três ou quatro empresários fanfarrões, ninguém deu muita bola. O Brasil saiu forte da crise. A crise foi mesmo uma "marolinha".

Mesmo assim, em julho, quando a economia já marchava a passos fortes para retomar o crescimento, Miriam seguia no papel de urubulina.

Augusto da Fonseca, no ótmo blog FBI, foi quem nos mostrou as previsões estapafúrdias de Miriam Leitão. Ela previa (com ajuda de um consultor atucanado) que a Bolsa chegagria ao fim de 2009, aos 45 mil pontos. Está aqui a "previsão" - http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2009/07/29/rc-ibovespa-com-45-mil-pontos-no-fim-do-ano-209567.asp.

Escrevi sobe isso aqui - http://www.rodrigovianna.com.br/forca-da-grana/miriam-leitao-a-pitonisa-ela-quer-derrubar-a-bolsa.

Pois bem. A Bolsa de São Paulo bateu esta semana em 66 mil pontos. E o viês é de alta. A Miriam deve estar torcendo pra Bolsa despencar. Haja torcida: teria que cair mais de 20 mil pontos em dois meses!

Enquanto a torcida do Fluminense vai passar as próximas semanas torcendo pro time não cair, a Miriam vai torcer pela derrocada da Bolsa. Assim, a previsão urubulina poderá se cumprir.

Temo que a Miriam e os tricolores seguirão torcendo em vão.

Os dois vão cair pra segunda divisão. Como bom corinthiano, posso dizer: isso dói, mas a gente se recupera. Acho até que o Fluminense se recupera antes da Miriam.

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Na TV Globo desonestidade tem nome; Mirian Leitão.

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Economia começa e melhorar. O que dirão as Mirians ?

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Mirian e Banco Central fazem "terrorismo fiscal" para impedir que o Brasil cresça em 2010.


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Eduardo Guimarãe flagra Leitão com a "boca na botija"


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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Confecom: letargia de Serra atrasa conferência em São Paulo


O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tergiversou o quanto pode, empurrou com a barriga até que, em 15 de setembro, deixou claro que não convocaria a 1ª Conferência Estadual de Comunicação, etapa do processo que, desde abril, mobililiza a sociedade na construção do debate nacional por uma mídia moderna e que corresponda aos anseios de democratização mais profunda de nosso país. Processo que vai culminar, em dezembro, na 1ª Conferência Nacional (Confecom), que vai acontecer em Brasília.

Por José Carlos Ruy via Carta Capital

Serra deixou estourar o prazo dado pelo Regimento Interno estabelecido pelo Ministério das Comunicações, que fixava 15 de setembro como data limite para os governos estaduais convocarem suas conferências. Como deixou de fazê-lo, a Assembléia Legislativa de São Paulo (segunda na ordem de precedência para essa convocação, com prazo até 20 de setembro) assumiu a tarefa e, em 19 de setembro, começaram oficialmente os trabalhos. Na verdade, uma corrida contra o tempo para cumprir os prazos legais, prejudicados pela letargia do governador.

Em São Paulo, depois de muita negociação, ficou estabelecido que a Comissão Organizadora da Conferência Estadual seria formada por 39 titulares e seus suplentes, divididos paritariamente entre os representantes do poder público (13), da sociedade civil (13) e da sociedade civil empresarial (13); as vagas daquele setor que não conseguisse preencher sua cota seriam divididas entre os outros dois. Foi o que ocorreu - a sociedade civil empresarial indicou nove representantes, e as quatro vagas que sobraram foram divididas entre os demais. No final, ficou assim: Poder Público, 15; sociedade civil, 15; sociedade civil empresarial, 9.

Foi nessa correria que a Comissão Organizadora paulista instalou-se oficialmente em 5 de outubro, iniciando a discussão do regimento interno do evento - tudo a toque de caixa, para ganhar tempo para o debate mais substantivo, que envolve desde as providências materiais (infra-estrutura, propaganda, etc) até o debate das teses que os delegados paulistas defenderão na Conferência Nacional.

Apesar do empenho das entidades da sociedade civil que, mobilizada desde o início do ano, já acumularam uma extensa pauta de discussão, o estado de São Paulo, graças ao descaso de seu governador, está na rabeira do debate organizado e, principalmente, da organização da Confecom, processo em andamento em dezenove estados e no Distrito Federal. Mas São Paulo, onde estão as sedes das principais cadeias nacionais de comunicação - como a Editora Abril, as tevês Bandeirantes e Record, os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, e que detém 60% do faturamento brasileiro do setor - claudicou, apesar das pressões feitas por quase uma centena de entidades da sociedade civil.

As protelações de José Serra não impediram, contudo, o início processo da Conferência, embora atrasado. Mesmo com tempo escasso, a Comissão Organizadora trabalha para definir as normas do debate do tema proposto pela portaria 667 (de 03/09/2009) do Ministro das Comunicações, "Comunicação: Direito e Cidadania na Era Digital", organizado em torno de seus três eixos temáticos, "Produção de Conteúdo", "Meios de Distribuição" e "Cidadania: Direitos e Deveres".

A discussão será árdua mesmo porque vai envolver temas fundamentais para o fortalecimento e consolidação da democracia brasileira. Ela envolve uma série de abordagens, como a busca de uma mídia democrática, a defesa da cultura nacional (e da produção de conteúdos nacionais); a construção de uma rede pública de comunicação com finalidade educativa, cultural e artística e que estimule a produção independente e regional; a abertura da "caixa-preta" representada pela lei de concessões e o respeito às normas constitucionais vigentes, que proíbem a formação de monopólios; a revisão dos critérios de distribuição das verbas publicitárias das várias esferas de governo, democratizando-a e descentralizando-a; o estímulo à rádio difusão comunitária e o investimento no processo de inclusão digital; o fortalecimento das publicações alternativas (convencionais e eletrônicas) ligadas às forças progressistas e aos movimentos sociais, fomentando a difusão ampla e múltipla das correntes de opinião e de pensamento presentes na sociedade brasileira.

Este é o desafio da conferência. Em São Paulo, ele corre contra o tempo para ter na conferência nacional um papel que corresponda aos desafios apresentados pela centralidade do estado neste importante segmento responsável pela difusão cultural e política. Segmento que é a arena privilegiada onde ocorre a luta pela garantia, ampliação e consolidação da democracia brasileira.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Batalha da mídia: diferenças entre Argentina e Brasil



Por Rodrigo Vianna

Vou escrever aqui sobre a Lei de Comunicações que acaba de ser aprovada na Argentina; e também sobre a nova pesquisa “DataFolha” que aponta grande aprovação à TV Brasil. São dois fatos importantíssimos, são parte da batalha da mídia na América Latina.

Mas, antes de entrar no tema, peço licença para abrir parêntesis e falar um pouco sobre nossa história. No enfrentamento com a mídia mais conservadora, há uma diferença clara de estilos entre o governo Lula e outros govenos progressistas do Continente. De forma despretensiosa, faço a seguir algumas reflexões sobre o tema: essas diferenças teriam a ver com nossas raizes históricas?

Se você preferir, pode pular os próximos 9 parágrafos, e ir direto para o tópico “Batalha da Mídia na América Latina”.

RAIZES DO BRASIL
É comum ouvir por aí que na História do Brasil não há espaço para revoluções, enfrentamentos, derramamento de sangue. Nosso povo teria uma “índole pacífica” – diziam os livros de Educação Moral e Cívica no fim dos anos 70 e início dos anos 80, quando eu tomei contato com o assunto nos bancos da escola.
A História do Brasil: construída sempre com muita delicadeza
Trata-se de grossa mentira. Índole pacífica? Trezentos anos de Escravidão foram resultado de “índole pacífica”. O massacre de Canudos revela também nossa índole pacífica? E o Quilombo de Palmares? E tantas outras rebeliões ou revoluções populares – com a dos Alfaiates na Bahia, ou a de Pernambuco em 1817?
Parece-me evidente que a tese do “povo pacífico”, ou da “história sem revoluções”, cumpre um papel puramente ideológico: esconder os conflitos, jogar pra debaixo do tapete a energia reformista ou revolucionária de nosso povo.
Os conflitos existiram, e seguem existindo no Brasil. Isso é uma coisa. Outra coisa é reconhecer que a forma brasileira de enfrentar os conflitos é – quase sempre – dissimulada. Mais um exemplo: há um sujeito por aí que quer convencer os brasileiros de que “Não Somos Racistas”; ele acha que assim vai evitar debates sobre nossa triste herança escravista. Coitado...
De onde vem essa tradição de esconder o conflito? Imagino que de nossa colonização portuguesa. E, nesse caso é bom frisar: de nossa colonização “portuguesa”, e não ibérica. Portugueses e espanhóis, nesse ponto, são muito diferentes.
Portugal, um Estado pequeno, sempre às voltas com o risco de virar mais uma província espanhola, passou séculos tratando os conflitos com habilidade e dissimulação. O professor Fernando Novais, numa obra clássica – “Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial”-, dedica um capítulo inteiro a mostrar como a Coroa portuguesa jogava com interesses diversos para conseguir sobreviver como Estado independente: aproximava-se dos franceses para enfrentar espanhóis, depois aproximava-se dos ingleses para enfrentar franceses. E chegou ao cúmulo de mudar a sede do Império para o Brasil, em 1808, pra evitar o confronto com as tropas de Napoleão.
Os orgulhosos (e poderosos) espanhóis prefeririam morrer todos em combate do que fugir assim. Mas Portugal não podia se dar ao luxo do enfrentamento. Não tinha forças pra isso.
Esse é só um exemplo.
Essa tradição portuguesa, de alguma forma, se incorporou ao Estado brasileiro independente. Nossas elites preferem - sempre - levar os conflitos em banho-maria. É apenas uma tática. Não quer dizer que os conflitos sejam menos violentos. Quando necessário, usam a violência de forma aberta.
BATALHA DA MÍDIA NA AMÉRICA LATINA
Falo de tudo isso porque acabo de ler que mais um país vizinho, a Argentina, comprou briga com a mídia conservadora. Os argentinos aprovaram a nova Lei de Comunicações. Ela restringe o poder das grandes corporações de imprensa. Leia mais aqui – http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=117320&id_secao=6.
O jornalista Altamiro Borges tem um livro muito interessante em que mostra como – na América Latina – a mídia se transformou num partido político que formula e repercute as teses mais conservadoras. Altamiro retoma Antonio Gramsci (o notável pensador marxista italiano), que costumava dizer: quando os partidos conservadores entram em crise, a imprensa assume esse papel de partido político da burguesia.
É o tal PIG (Partido da Imprensa Golpista), que o Paulo Henrique Amorim popularizou.
Na América Latina isso é evidente: na Venezuela o confronto é permanente (TVs e jornais participaram do golpe contra Chavez em 2002), na Bolívia, os jornais conservadores tratam Evo Morales com desprezo e, em alguns casos, com indisfarçado racismo; no Equador, Rafael Correa enfrenta dilemas semelhantes.
Equador, Bolívia e Venezuela decidiram enfrentar o problema de frente. Na melhor tradição espanhola. Agora, os Kirchner fazem o mesmo na Argentina.
É pau a pau. Conflito aberto. Batalha campal.
Pois bem. E no Brasil?
No Brasil o conflito é tão (ou mais) grave. Até porque aqui o capitalismo é mais sofisticado. Aqui a batalha não se resume a jornais e TVs conservadores de um lado contra governo progressista de outro. Há as teles (que podem se aliar a governo contra a mídia tradicional). Há um Estado com força pra investir (Lula anuncia a disposição de botar estrutura estatal pra levar banda larga até os rincões mais pobres do país).
No Brasil, o jogo é mais sofisticado, mais sutil, mais dissimulado.
Lula come pelas beiradas. Pulverizou verba de publicidade, fortalecendo a mídia regional. Isso irritou a imprensa tradicional. Um articulista de jornal paulista passou recibo, e escreveu um texto revelador. Leiam aqui - http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/doi-no-bolso-bateu-o-desespero-na-turma-da-ditabranda.
Tudo isso está em jogo. Mas vejam agora que grande ironia: Lula (depois dos ataques sofridos durante a campanha de 2006) percebeu que precisava investir numa forte TV estatal. Criou a TV Brasil.
A imprensa conservadora detesta a TV Brasil. A “Folha” chegou a escrever editorial pedindo o fechamento da TV.
O que fez Lula? Foi pro confronto? Não. Mandou a TV Brasil encomendar à própria “Folha” uma pesquisa sobre a TV estatal.
É a típica saída brasileira. E qual a suprema ironia: o “DataFolha” acabou por atestar que a TV Brasil é querida pelo público, aprovada por 80% dos que assistem sua progamação.
Leiam mais sobre a pesquisa aqui - http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/tv-brasil-80-dos-que-assistem-aprovam-programacao/.
A TV Brasil tem muitas falhas. Problemas sérios de transmissão. Em São Paulo, é quase impossível captar a emissora, a não ser por TV a cabo... Mas trata-se de um projeto que precisa ser melhorado, e não destruído como quer o PIG.
Chavez, Correia, Evo e Cristina vão para o confronto. No melhor estilo espanhol. Lula é herdeiro da tradição luso-brasileira: come pelas beiradas, dissimula, e ataca sem dizer que está atacando.
São diferenças de estilo. Mas, lá como cá, a direção é a mesma: o consórcio conservador que dominou as comunicações no continente está sob ataque.
A batalha da mídia, hoje, é a mãe de todas as batalhas.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

TV Brasil é assistida por 10% dos brasileiros e tem programação aprovada por 80% dos telespectadores

Por redação TV Brasil

Com menos de dois anos de existência, a TV Brasil já é conhecida por um terço da população brasileira, ou 34%, dos quais 15% já assistiram ao canal e 10% o assistem regulamente. A programação é considerada ótima por 22% dos telespectadores e boa por 58%, totalizando 80% de aprovação. Entre os que costumam assistir à TV Brasil em casa, 42% sintonizam o canal por antena parabólica. Os resultados são de pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Datafolha a pedido da Empresa Brasil de Comunicação – EBC.

Foram realizadas 5.192 entrevistas em todo o Brasil, com abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional, distribuídas em 146 municípios em todas as regiões, entre brasileiros de todas as classes econômicas, com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de agosto de 2009. Antes, portanto, do lançamento da nova programação da emissora, na segunda quinzena de Setembro.

Em consulta espontânea sobre os canais mais frequentemente assistidos, a TV Brasil foi mencionada por 1% dos entrevistados, juntamente com outros canais abertos e fechados menos conhecidos. Na consulta estimulada (pesquisador menciona o nome do canal), 15% dos entrevistados disseram já ter assistido ao canal alguma vez e 10% declararam assisti-lo atualmente.

Aprovação da Programação – Entre os telespectadores que costumam ver a TV Brasil, a programação foi considerada ótima por 22%, boa por 58%, regular por 20% e ruim ou péssima por 1% . A aprovação de 80% (soma de ótimo e bom) corresponde à nota 4, numa escala variável de 1 a 5.

Três programas destacaram-se na preferência destes telespectadores: Programa de Cinema (filmes), com 34%, o telejornal Repórter Brasil-Noite, com 31% e o programa Leda Nagle - Sem Censura, com 26%.

São preferidos ainda os Documentários (24%), Repórter Brasil-Manhã (20%), Programas Musicais (19%) e os Programas Infantis (17%). A programação infantil apresenta as maiores medidas de audiência e Share da TV Brasil, segundo medida do IBOPE. A pesquisa Datafolha, entretanto, ouviu brasileiros com 16 anos e mais, o que sem dúvida se reflete na avaliação dos programas infantis.

A Força da Parabólica - Entre os 10% de telespectadores que disseram assistir à TV Brasil atualmente, 85% sintonizam o canal em casa. Destes, 42% recebem o sinal através de antena parabólica, 36% através da TV aberta ( antena VHF ou UHF) e 22% através de TV por assinatura. Ou seja, a maior audiência da TV Brasil está nas cidades do interior, entre os que vêm TV pela chamada Banda C.

Os que não costumam assistir à TV Brasil apontaram como causa principal as dificuldades de sintonização (42%), seguida do desconhecimento (27%), do desinteresse (23%) e da falta de tempo (19%).

Perfil dos Telespectadores – Da maioria dos telespectadores que assistem à TV Brasil, 79% pertence às classes econômicas B (32%) e C (47%), é do sexo masculino (57%), tem idade média de 39 anos, grau de escolaridade médio (46%), aos quais se somam 17% com nível superior. Este telespectador, em termos de renda e escolaridade, ainda é elitizado em relação à população brasileira.

Mais da metade dos que assistem à TV Pública vive em cidades do interior (58%), onde é forte a penetração da parabólica, e 45% vivem na região Sudeste. A Região Sul apresenta o menor índice de conhecimento sobre a existência da emissora (17%) e nela o hábito de assisti-la é indicativamente menor, de 6%, inferior à média nacional de 10%. O hábito é indicativamente maior nas regiões Norte/Centro-Oeste, onde 12% declaram assistir à TV Brasil regularmente, e é de 11% nas regiões Sudeste e Nordeste.

A diretoria da Empresa Brasil de Comunicação considerou os resultados altamente satisfatórios, considerando-se o fato de que a criação da emissora ainda é recente, o desconhecimento sobre sua existência é grande, e de ela dispor de apenas quatro canais abertos (Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão), o que se agrava com o fato de o canal de São Paulo ser o 69, na banda UHF.

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domingo, 11 de outubro de 2009

Abraço: Rádios comunitárias não atendem à população



Associação diz que maioria das rádios comunitárias não atende a população


Por Alex Rodrigues

Repórter da
Agência Brasil

Brasília - Apenas a minoria das mais de 3,8 mil rádios comunitárias autorizadas a funcionar no país atendem aos princípios legais que regem o serviço de radiodifusão comunitária. A afirmação é do coordenador de Comunicação da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Josué Franco Lopes.

“A Abraço considera que não chega a 1,5 mil as que são verdadeiramente rádios comunitárias. Das autorizadas a funcionar, a grande maioria é ligada a igrejas, políticos ou a alguma picaretagem”, diz Lopes, para quem isso se deve à inexistência de um órgão que controle o setor com a participação da sociedade civil.

Segundo a Abraço, enquanto processos de associações e fundações legitimamente comunitárias levam anos tramitando no Ministério das Comunicações, processos de rádios ligadas a lideranças políticas ou a grupos econômicos são julgados com maior rapidez.

“É papel do governo federal informar a sociedade sobre o papel das rádios comunitárias, que pertencem à comunidade, que tem de conhecê-la, saber seus objetivos, para poder se apropriar dela”, defende Lopes.

De acordo com o Decreto 2.615, de 1988, apenas associações e fundações comunitárias sem fins lucrativos podem colocar uma rádio comunitária no ar. A emissora, por sua vez, deve ter uma programação pluralista, priorizando a divulgação da cultura da comunidade. Além disso, deve prestar serviços de utilidade pública, oferecendo mecanismos à formação e à integração da comunidade, estimulando o lazer, a cultura e o convívio social.

O decreto proíbe o proselitismo de qualquer natureza (político, religioso etc.) e estabelece que qualquer cidadão da comunidade em que a rádio opera tem o direito de emitir opiniões sobre assuntos abordados na programação da emissora, bem como de manifestar ideias, propostas, sugestões, reclamações ou reivindicações, bastando para isso pedir antecipadamente à direção da rádio comunitária.

Para João Carlos Santim, da Rádio Ascucca de Campos Novos (SC), o desconhecimento sobre os propósitos das rádios comunitárias contribuíram para sua criminalização. “As rádios comunitárias são importantíssimas porque têm uma outra visão do que é comunicação. Acho que o que caracterizou a resistência às rádios comunitárias foi essa campanha das rádios comerciais querendo nos criminalizar.”