segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Financiamento público eleitoral, adote esta idéia


A corrida eleitoral já começou. Não importa o lugar do Brasil, é "santinho", carro de som, muro pintado e cabos eleitorais afinados com o discurso do candidato. Não bastasse isso, devido a conveniência de quase todos, letrinhas de partidos que antes não se bicavam, agoram andam de braços dados. Grandes inimigos já alguns anos, PSDB e PT em diversos lugares se enamoram. Talvez pq o objetivo fale mais alto, mesmo que o discurso e a prática não sejam o mesmo. Ou é?!
O mais interessante dessa história é que as eleições municipais é um preâmbulo das eleições nacionais daqui há dois anos. Se o PT conseguir atingir seus objetivos e eleger as mais de 80 cidades, que acreditam ser importantes, sua direção acredita que o presidente Lula irá fazer seu sucessor. Estarão conquistando as bases para a pavimentação até o planalto novamente. Se não o fizer, seu principal adversário (PSDB) poderá chegar com força total. Contando também com o apoio tradicional da mídia corporativa. Que quando não está ocupada em impingir toda desgraça ao atual governo, se preocupa em esconder o rabinho de elefantes dos tucanos em diversas paragens.


O processo eleitoral brasileiro não me parece tão democrático assim. Como dizem alguns amigos marxistas, a democracia burguesa é uma espécie do "reino do faz de conta". Os candidatos remaqueiam os discursos manjados (corrupção, moralismo, hora de renovar, etc.) Mas se embrenham a procurar financiamento para suas candidaturas, justamente com quem sempre tirou proveito desse sistema. Os capitalistas. De empresários a latifundiários. Todos tem a seu dispor, da esquerda moderada aos direitistas tradicionais.
Com o pires nas mãos, rodeiam os corruptores a procura de recursos financeiros. No final, o discurso e a defesa de um sistema democrático, onde se busca mais isenção do homem público frente aos seus deveres perante a sociedade, são completamente esquecidos. Principalmente quando procurados pelos seus financiadores querendo, obviamente, sua parte no cunhão.


O financiamento público de campanhas eleitorais iria diminuir consideravelmente essa promíscuidade entre o candidato e seus finaciadores. Primeiro pq estes financiadores estariam proibidos de financiá-los. Segundo, devido a natureza dos recursos, não só a sociedade, mas os próprios adversários estariam se fiscalizando mutuamente. Tentando garantir que ninguém mais utilize aquilo que lhes foi deixado disponível para usar durante a campanha.
Acompanhem um pouco mais sobre este assunto nos links abaixo.


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