quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Vitória do "Sim", em referendo de nova Constituição do Equador

Ao lado Rafael Correa fazendo defesa do sim, no referendo que aprovou a nova Constituição Equatoriana


No último domingo os equatorianos foram às urnas decidir que tipo de país querem pra eles. Um total de 9.754.883 equatorianos tinham direito de participar do referendo para aprovar ou rejeitar a nova Constituição, redigida pela Assembléia Constituinte e apoiada pelo governo do presidente Rafael Correa. Com quase 70% de aprovação do pleito, segundo a BBC Brasil, o presidente Rafael Correa tenta agora conquistar a hegemonia parlamentar para conseguir colocar em prática a nova constituição.


De alguns anos pra cá, a esquerda política tem varrido a direita política do continente para o ostracismo. Com velhos discursos anticomunistas e não mais atendendo os anseios da maioria, a direita não tem sobrevivido as disputas devido ao descrédito de suas políticas neoliberais, que acentuaram as desigualdades sociais e sempre favoreceram as elites locais. Um dos poucos redutos, da qual ainda sobrevivem, nos principais países da América do Sul é o Peru e a Colômbia. Esta última financiada pelo governo norte americano para que combata o "narco-tráfico" mas utiliza seus recursos no combate às FARCs, que para o governo colombiano é um grupo terrorista. Conceito que seus vizinhos na América do Sul discordam. Acreditam ser uma força insurgente ou beligerante.


O que de fato vem colaborando com as vitórias políticas da esquerda é seu pragmatismo em implantar uma constituição mais atual, modificando as antecessoras devido as diversas modificações que foram realizadas para se adequarem ao cenário neoliberal imposto aos diversos países do Terceiro Mundo durante os anos 90 pelo sistema capitalista internacional.


Rafael Correa tem conseguido, com certa tranquilidade, o que Evo Morales na Bolívia e Hugo Chávez na Venezuela, tem tido dificuldades; fazer valer a vontade política da maioria. Suas elites se intrincheiram-se de tal maneira que usam de todo subterfúgio para tentarem impedir que os governos de esquerda de seus respectivos países entrem no roll de países que garantam aos seus cidadãos, tratamento igual nas oportunidades. Acostumadas a decidirem o futuro da maioria, não entendem esse conceito de democracia baseada no princípio ideológico do socialismo. Isto quando não impedem governos eleitos, legítimamente, de fazerem suas reformas (no caso da Bolívia) usando os meios de comunicação e a mídia internacional para fazer eco aos seus interesses. Trazendo para o debate interno uma agenda que é somente deles, mas que não é da maioria e sempre de maneira calculista. Muitas dessas pautas jornalísticas são pactuadas com a elite local e até com burguesia internacional, com o único objetivo de desgastar os governos de esquerda. A Venezuela também é um exemplo emblemático.


Mesmo com todo este embate político, há o predomínio da vontade da maioria. E assim segue as nações sulamericanas. Com o avanço político da esquerda, tentam desesperadamente fugir do jugo de ser manipulados, conforme os interesses dos Estados Unidos, acostumados interferir na política interna de diversos países pra fazer prevalecer seus interesses políticos e econômicos. Sempre com a conivênica da elite local.

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Vitória do Sim no Equador

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